Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Clínica do Kanji #7 - Sim, é você, lendo um jornal japonês!

Coluna # 7 Kanji Clinic, O Japão Times, 17 de agosto de 2001
"Sim, é você, lendo um jornal japonês!"

DE: Diane Grace Shimizu e outros sérios de estudantes de japonês
RE: Paixão de ler jornais japonês

Na minha última conversa eu destaquei a importância de ter um sonho para com o kanji: uma visão concreta de si mesmo conquistando um tal nível de alfabetização que proporcionasse ler e entender textos escritos em japonês para adultos.

Possuir um sonho de kanji e controlar sua busca é essecial se você está longe de deixar o kakueki (trem local) e ir em direção ao kanji shinkansen (trem-bala) , atingindo seu destino desejado: a alfabetização em japonês.

É hora de trocar de trem Diane, mas não esqueça de levar seu sonho junto!

Vocês lembram a emoção, o sentimento de realização que você sentiu quando realmente pode ler Le Monde durante um café da manhã ao estudar no estrangeiro durante a sua programação em Paris? Você tinha estudado francês por dois anos no ensino médio de um colégio como um calouro. É exatamente disso que eu estou falando. A quanto tempo você estuda japonês? Três anos? Você já fez grandes progressos aprendendo a falar japonês e reconhecer 500 kanjis, mas o pensamento de pegar um jornal japonês, com a intenção de apreender o seu conteúdo facilmente , provavelmente nunca nunca passou pela sua mente.

Para ler jornais japoneses com facilidade você precisa aprender os 1945 caracteres de uso geral - não há como fugir desta realidade. Seu professor de japonês pode citar um estudo do National Language Research Institute: os 1.000 caracteres mais comumente utilizados compreendem cerca de 94 por cento dos kanjis usados em jornais. Soa bem. Mas são os ideogramas menos frequentemente utilizados e as palavras compostss que utilizam estes mesmos que te mantem preso aos dicionários.

Não estou sugerindo que você não deve ler jornais japoneses até que tenha dominado todos os aspectos de todos os caracteres de uso geral. Na verdade, conhecendo os significados chave e a forma (em oposição a pronúncias) de cada um deles, juntamente com o seu conhecimento da gramática japonesa, permitirá que você tenha uma boa idéia, um relativa compreensão dos artigos de imprensa.

Vamos dar uma olhada na Yomiuri Shimbun (読売新闻), manchete de 1 º de julho, durante a primeira visita à Washington do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi:

"揺るぎない同盟"宣言

Há cinco ideogramas na manchete acima: 揺"agitar" (a forma negativa aqui significa "inabalável"),同"mesma",盟"aliança",宣"proclamação", e言"falar". Conhecer um significado para cada um dos 1945 caracteres de uso geral, (incluindo 揺, que não aparece dentro dos 1.000 mais frequentemente utilizados), iria dizer-lhe que Koizumi e o Presidente George W. Bush anunciaram alguma coisa relacionada com uma "aliança inabalável".

Milhões de japoneses começaram o seu dia lendo manchetes como esta no Asahi Shimbun (朝日新闻) e Yomiuri Shimbun, que, juntos, comandam quase 40 por cento dos jornais em circulação.

A Asahi exerce uma ampla frente de ler diariamente os comentários de página chamados "Tensei Jingo" (天声人语"Vox populi, Vox Dei"). Em 1 º de julho, por exemplo, propôs que os americanos - incluindo Bush - possuissem sua própria versão de tatemae (suas próprias palavras) e honne (suas prórpias intenções). "Tensei Jingo" encorajou Bush e Koizumi a fim de evitar confusões entre as relações pessoais e nacionais reduzindo sua charada a pequenos problemas de convívio.

Editoriais, notícias, histórias de interesse especial, comentários esportivos, cartas ao editor: japonês jornais dão aos estrangeiros uma visão íntima de como os japoneses vêem a si mesmo e o resto do mundo. A minha sincera recomendação é que você desenvolva uma paixão pela leitura, mesmo se, em primeiro lugar, você confie em seu dicionário kanji.

O fato é este: você compra o seu jornal Asahi na banca de jornais da estação logo no início do seu manhã. Na hora de maior movimento, as regras do metrô a impede de abrir do jornal, mas você precisa ler a primeira página antes de chegar na estação Shinjuku. Durante o almoço, em sua empresa, você a pode citar "Tensei Jingo" matinal. Seus colegas ficarão profundamente impressionados.

Este é o tipo de sonho de kanji que você irá alimentar até a alfabetização em japonês, Diane, e no processo permitir que você penetre diretamente no coração da terra que lhe adotou.

Vamos ver o que seu sonho de kanji é, e ver o quanto você está perto de tornar-lo real, na Clínica de Kanji.

Traduzido do Inglês por Eduardo Monteiro, colaborador do Como Aprender Japonês
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc6final.htm

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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Aprender Línguas é muito mais simples do que parece!

Finalmente depois do semestre mais estressante, mil estágios, aulas, treinos, warcraft (hehe) e tudo mais, estou de férias! É pouco tempo, mas suficiente para colocar uns textinhos bem interessantes no Blog. Espero que gostem, ficou grande mas vale a pena ler, e ainda vai ter continuação!

Aprender Línguas é muito mais simples do que parece!


Cada vez mais eu tomo consciência de que aprender idiomas é algo simples e divertido, praticamente um “hobby inteligente”. O problema aqui é que nossas escolas e professores tentem a complicar tudo com suas “estratégias de leitura”, “atividades de consersação”, “curso de imerção intensiva 24 horas full time every day for just $78230380 per hour”... Eu como um bom professor nada acadêmico proponho que esqueçamos as salas de aula, professores, workbooks, etc., e foquemos no mais importante: a língua, e como podemos aprendê-la. Eu concordo 120% com Steve Kaufmann que idiomas não se ensinam, mas sim se aprendem. Pode parecer paradoxal, mas meu papel como professor não é te ensinar o idioma, e sim te mostrar o como aprender. Não vou comer o bolo pra você, vou dar a faca e o garfo, e você come sozinho, essa é a questão.

Embora estejamos na era das aulas do tipo “aqui você começa falando!”, “em nosso curso o aluno aprende a falar desde a primeira aula” e genéricos, a coisa não funciona bem assim. Pense que antes de falar sua língua nativa você escutou esta mesma durante muito tempo! Crianças são totalmente burras, mas em certos aspectos elas simplesmente acabam com a gente, ganham de 1000 a zero. Língua é um desses aspectos. Pense na relação compreensão/produção de uma criança de 3 anos. Ela fala muito pouco, frases simples, muito básicas. Mas ele entende absudamente! Ela pode não conseguir falar “Vou agora tomar café, depois escovo os dentes, preparo meu material e vou para a escola que começa as 8 horas”, mas se você falar “Tome café, escove os dentes e vamos então para a escola, pois a aula começa as 8” ela vai tomar o café, escovar os dentes, pegar a mochilinha e então você vai levá-la para a escolinha. Ohhhh.. que lindo, você em dois dias de cursinho aprendeu a falar a frase acima, de modo bem tosco e não-natural, mas ainda assim você consegue falar. Quando chegar um falante nativo e falar a mesma frase pra você, na velocidade normal da língua (uhuuu, “como eles fala rápido”, você vai pensar provavelmente) você vai ficar boiando e seu cursinho de conversação (junto com seu dinheiro) foi pro saco.

Convenhamos, antes de falar temos que aprender a ouvir. É bem comum professores de português (incluindo eu mesmo) dizerem que “quando mais você lê melhor você escreve”. Isso é verdade para línguas estrangeiras também. Ler está diretamente relacionado com escrever. No entando não vimos muito a afirmação “quanto mais você escuta mais e melhor você fala”. Falar está diretamente relacionado com escutar. É por isso que eu odeio aquelas aulas de metologia de ensino, didática e afins. Pelo amor de deus, um professor falando sobre as teorias de ensino e os problemas sociais e psicológicos que influenciam o trabalho do docente (ponto para quem acertar meu termo acadêmico...) não vai formar jamais um bom professor. O que vai formar um bom professor são outros bons professores, dando o exemplo de como dar uma boa aula lá na frente. Cursos de formação de professores deverem ser compostos de BONS professores (desculpe usar a palavra professor 212 vezes, mas não há outra), não importando o que eles ensinassem. Um ano de aulas com bons professores de física, educação física e história formaram um ótimo professores, pois os alunos vão se espelhar nos grandes mestres que tiveram. Mil anos de aula de didádica e metodologia com professores horríveis [99% das aulas de didática e metodologia são a coisa mais chata do mundo por culpa não da disciplina, mas dos professores] vão formar professores horríveis e chatos.... Enfim, não quero destruir o pessoal da pedagogia, até porque há possibilidades de eu fazer meu mestrado em Letras/Pedagogia (ou seja, se algum deles ler isso aqui, já era meu mestrado).

Voltando ao assunto principal, o eu quero dizer é que há uma ordem básica nos estudos de uma língua estrangeira. Esqueça a parte de falar e escrever por um tempo, e foque em escutar e ler. Aqui creio haver duas possibilidades: Você pode ir do modo "cool" escutar/ler > falar/escrever ou então no super natural escutar > falar > ler > escrever. Depende muito de suas necessidades. Muita gente busca muito mais a comunicação, outros preferem aprender a ler, pois tem interesse no material de revistas, jornais, websites, blogs, etc. A idéia aqui como eu sempre digo é muito simples. Imagine um copo d’água: cada vez que você escuta sua língua em questão é como se você colocasse uma gota d’água no copo. Para leitura o mesmo. Cada texto que você é uma gota no copo. E ele vai enchendo, enchendo, enchendo... Vai chegar uma hora que ela vai estar cheio e então transbordar, a água (a língua) vai começar a sair pra fora! Você vai estar falando e escrevendo, pois o copo já está cheio! Ou seja, uma vez que você definiu seu caminho, basta escutar, escutar e escutar, ou ler, ler e ler! Ok, você ficou perido agora não é mesmo? Claro, não é só escutar sem pensar... Existem algumas dicas de COMO ESCUTAR E LER, assim como outras dicas de COMO POLIR SEUS ESTUDOS, coisas que vou tratar nos próximos artigos, assim fique ligado no Como Aprender Japonês!

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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Anta baka!

Nós sempre buscamos uma formar de máximizar nosso vocabulário. Seja com animes, jogos, flash cards... Mas o grande problema dos brasileiros... Nós sempre aprendemos os palavrões e digamos que algumas palavras não tão “coloquiais”. Pergunte a qualquer otaku algo que ele saiba em japonês, a primeira coisa que vem a mente é: “ばか!”.
Nós passamos a ter facilidade com vocabulário quando o mesmo nos chama atenção. Se você aprende essas expressões facilmente, é por que você gostou! Tenho um amigo que começou assitir anime, daí passou a falar pra todo lado : baka, baka, baka! Ai você se pergunta, por que ele aprendeu tão rapidamente? Por que ele queria chamar as pessoas de idiota e imitar os personagens do anime!

Lógicamente você não vai sair xingando todo mundo (isso é o que eu espero, mas se quiser fazer cosplay para aprender vocabulário até pode), mas quando formos estudar devemos tentar assimilar isso da forma mais criativa possível.
Neste site : http://kanji.koohii.com/learnmore.php, o aprendizado funciona mais ou menos desta forma. Ele apresenta o kanji, você cria uma história com o seu significado, e depois disso aprende a pronuncia.
Bom agora dicas de estudo a parte, vamos ver mais algumas expressões “não coloquiais “:

Ahou – idiota,estúpido
urusai – chato,irritante
kimoi – menina feia, podemos traduzir como “fubanga”
nan de ya nen – what the hell!

Dêem uma passadinha nesse site: http://www.coolslang.com/in/japanese/
Você se diverte bastante ...
Então não esqueçam, de o seu melhor nos estudos!Fiquem com Deus!

Escrito por Filipe Rodrigues, colaborador!

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