Archive for September, 2007

SRS – Spaced Repetition System

Posted on the September 28th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Confira a versão atualizada deste post: SRS – Como lembrar de tudo que você estuda!
SRS [Spaced Repetition System] consiste numa técnica de aprendizado e memorização muito utilizada por estudantes de línguas. SRS funciona mais ou menos como flashcards [cartões de papel usados para memorização], no entanto, ao invés de simples repetição, existe um tempo pré-determinado para que cada card seja visto e revisado. A lógica é simples: quando aprendemos alguma coisa, provavelmente iremos lembrar desta mesma dentro de algumas horas. No entanto, daqui alguns dias com certeza não lembraremos mais. Isso acontece porque o que memorizamos ficou somente em nossa memória de curto prazo. Conforme vamos revisando e revendo o que memorizamos, isso vai passando da nossa memória de curto prazo para a memória de longo prazo. Porém, repetir infinitas vezes sem intervalos de tempo entre as repetições não garante que algo vai passar de curto para longo prazo. Aí é que entra o sistema de SRS. Conforme você lembra de algo, o tempo para revisar novamente aumenta, forçando assim a passagem de curto para longo prazo. Caso você não lembre, o tempo da repetição diminui, forçando você a começar de novo.A grande sacada do SRS, é que você revisa somente o que tem que ser revisado. Não há muito sentido em revisar algo que está fresco na sua memória. Assim, com o SRS você revisa somente o que tem dificuldades em lembrar e o que está firme em sua memória fica para ser revisado mais tarde, quando você começar a esquecer.

E para facilitar um montão, existem muito programas de computador voltados para o uso do SRS, o que poupa muito trabalho! Você simplesmente vai criando flashcards eletrônicos e o programa gerencia tudo pra você. O seu trabalho vai ser somente criar os flashcards e revisar, de preferência diariamente. Muitas vezes você pode conseguir decks de flashcards prontos, o que economiza ainda mais seu trabalho!

Eu particularmente estou usando o ANKI, um SRS voltado pra o estudo da língua japonesa. O melhor do ANKI é que ele fornece estatíscas em forma de gráficos, assim como número de kanjis no deck, palavras, cartas, etc. O programa tem muitas opções, eu mesmo não sei usar muito bem, mas confirmo que é muito bom!

Embora eu não saiba o quão eficiente é um SRS para o aprendizado de línguas mais fáceis para nós brasileiros (espanhol, italiano, inglês), para o japonês eu creio que trata-se de uma ótima ferramenta, pois ajuda muito no treino da leitura.

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MIXI – Orkut Japonês

Posted on the September 27th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Mixi orkut japonesJá faz um tempo que eu uso [embora não use muito] o MIXI, um tipo de orkut japonês. Eu descobri o MIXI quando estava fazendo intercâmbio em Okinawa e um amigo meu costumava vir em casa e ficar navegando no site. Um dia por curiosidade eu perguntei o que era e ele me explicou que se tratava de um site de “amigos, comunidades, etc”, enfim, um orkut da vida. Pedi então para ele me mandar um convite e desde mais ou menos um ano atrás eu faço parte do MIXI. Uma coisa que eu gosto é que ele tem muitas opções, incluindo um diário que você escreve e seus amigos podem ver e comentar. Claru que é tudo em nihongo né! Mas com ajuda do Rikaichan a coisa fica mais fácil. Quem quiser um convite deixe um comentário com seu e-mail que eu mando!
Não estamos enviando mais convites pois o registro no site requer um telefone de celular japonês!
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Clínica do Kanji #2 – Como construir sua casa de kanji, bloco por bloco

Posted on the September 27th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Clínica do Kanji Coluna #2, Japan Times, 4 de Maio de 2001.

“Como construir sua casa de kanji, bloco por bloco”

Muitos estrangeiros adultos vivendo no Japão aspiram fluência literária em Japonês. Infelizmente estes aprendizes de ideogramas geralmente falham em considerar um aspecto crítico da tarefa que tem em mãos: a extrema importância de selecionar uma seqüência efetiva para aprender todos os 1,945 ideogramas de uso geral (joyo). Saber todos estes ideogramas é essencial para entender materiais escritos em japonês.

Livros de kanji para estudantes estrangeiros normalmente começam com os 80 ideogramas da 1ª série do ensino fundamental japonês. Um monte de ideogramas visualmente complexos, não familiares para iniciantes, contendo palavras compostas como勉強 benkyoo “estudo” ou郵便局 yuubinkyoku “correio” são normalmente ensinados no início por serem considerados como “necessários/freqüentemente usados” por adultos.

Livros assim, por falta de uma seqüência voltada para adultos, seguem então de certo modo a ordem definida pelo Ministério da Educação do Japão, mostrando a seguir os outros 926 ideogramas que alunos aprendem até a 6ª série.

Querer que estrangeiros adultos, com suas vidas atarefadas devido a trabalho, estudo, etc., memorizem os ideogramas na mesma seqüência usada pelas crianças é um erro grave: Quebra com uma abordagem de “construção” que pode tornar a tarefa muito mais fácil.

Muitos caracteres simples que não são introduzidos a estudantes elementares ou mesmo a estrangeiros estudantes de japonês podem ser facilmente usados como “tijolos, blocos de construção” para memorizar caracteres mais complicados. Por exemplo, “ponto” e “loja”, ambos ensinados na segunda série, incluem o ideogramaadivinhação“, o qual não é ensinado nas seis séries do ensino fundamental, aparecendo só depois na junior high school.

Você deve ter aprendido o primeiro ideograma de写真 shashin “fotografia” nas suas primeiras lições de japonês; agora você sabe que um de seus componentes, “transmitir”, é também um kanji de uso geral?

James Heisig, em seu inovador “Remembering The Kanji I, Um curso completo de Como Não Esquecer o Significado e a Escrita dos Ideogramas Japoneses”, apresenta todos os 1,945 ideogramas de uso geral na forma de “construção de blocos”: Ele não apresenta um ideograma antes que todos seus componentes/partes tenham sido devidamente nominadas/apresentadas.

Heisig assume que os usuários de seu “Kanji for Dummies” pretendem aprender cada um dos 1,945 ideogramas. Desde modo, ele não se preocupa com listas de freqüência ou ordens nas quais os estudantes japoneses memorizam os ideogramas.

A técnica de auto-estudo, “análise de componentes” de Heisig, permite que adultos, dotados de noções de lógica, abstração e concentração pouco vistas em crianças, relembrem o significado e a forma precisa mesmo dos mais complexos ideogramas vendo-os como a soma, o total de suas partes.

Nomeando alguns componentes com base em usos tradicionais (árvore ou fogo ), Heisig também traz outros nomes engraçados para os ideogramas e suas partes como “óculos de sol” ou “cofrinho”.

Ele mostra, com 500 de suas próprias engraçadas histórias, como usar o incrível poder da imaginação para lembrar os ideogramas. Os estudantes então têm de criar suas próprias histórias para os outros 1,500 ideogramas.

Aqui temos três histórias de Heisig, usando o componente chamado “computador”(Aviso: compartilhar essas histórias com qualquer um que tenha aprendido kanji ao “modo-antigo/tradicional” pode causar reações violentas)

PRETO

é COMPUTADOR, são CHAMAS. Como a maioria das coisas elétricas, um computador pode superaquecer. Imagine chamas saindo do computador, queimando tudo e a única coisa que sobra são as cinzas pretas do que era seu computador.

CARPA

Peixe e 里埋computador. Em bandeiras japonesas que trazem carpas desenhadas, os pais colocam também um computador, esperando que seus filhos tenham a coragem e determinação de carpas que nadam contra a corrente, e a eficiência e memória de computadores.

ENTERRAR

é terra. é computador. Aqui nós enterramos nosso amado computador, o qual nos serviu tão bem.

O livro de Heisig não contem a pronúncia dos ideogramas. Este iconoclasta dos ideogramas recomenda fortemente que você, aspirante sério a fluência literária em japonês, primeiramente aprenda a forma exata e o significado, em forma de uma única palavra, para cada um dos 1,945 ideogramas. Isso serve como a forte base para o aprendizado das muitas formas de pronúncia, e dá a você a mesma vantagem que estudantes vindos de países que utilizam ideogramas têm no aprendizado do idioma japonês.

O aprendizado do kanji deixa de parecer algo ruim quando misturado com humor. A abordagem bloco por bloco, história por história de Heisig, pode ser justamente o que você precisa para dar um novo impulso nos seus estudos de japonês

Tradução por Mairo C. Vergara
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc2final.htm

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Clínica do Kanji #1 – Não se desespere – você pode colocar um fim ao kanji caos

Posted on the September 22nd, 2007 under Uncategorized by Mairo

O que é a Clínica do Kanji?

Kanji Clinic (Clínica do Kanji) é uma coluna publicada na terceira terça-feira de cada mês no The Japan Times.

Seu propósito é providenciar conselhos práticos e inspiração para adultos não-japoneses que querem atingir fluência literária em língua japonesa aprendendo os 1,945 kanji (ideogramas chineses) de uso geral. Escrita por Mary Sisk Noguchi, professora associada (aposentada) da Universidade de Meijo em Nagoya, Japan.

Clínica do Kanji Coluna #1, The Japan Times, 13 de Abril, 2001.

“Não se desespere – você pode colocar um fim ao kanji caos

Lisa Garcia Yoshimoto, residente a longo tempo no Japão, vem de um país onde Kanji é raramente visto.

Largamente iletrada em japonês, ela experimenta um luta diária para ser totalmente funcional e participante na sociedade japonesa. Lisa costumava depender muito de materiais impressos na sua vida diária em sua terra natal.

Ela considera irritante e humilhante a necessidade de ajuda de colegas na escola onde ele ensina inglês, ou mesmo de seu marido, para ler o mais ordinário material impresso ou escrito a mão. Lisa fala japonês fluentemente. Ela pode tranqüilamente identificar algumas centenas de “ideogramas essenciais para a sobrevivência”, porém ele gostaria de ser capaz de ler muito mais: memorandos no trabalho, notas enviadas pelos pais de seus alunos, web sites japoneses, jornais e revistas, instruções de comidas e remédios, etc.

Para fazer isso, Lisa sabe que vai ter de aprender aproximadamente 2000 ideogramas. De tempos em tempos, ela obedientemente abre um dos muitos livros didáticos de kanji, os quais ela comprou ao longo dos anos.

“Eu sou inteligente e motivada”, pensa Lisa. “Por que eu estudo tanto e esqueço tanto?”. A resposta provavelmente está no modo como Lisa tem estudado o kanji. Ela e muitos outros incontáveis estudantes de língua japonesa tem gastado sua energia em métodos que levam a resultados somente parciais.

Métodos para introduzir o kanji para aprendizes adultos são normalmente os mesmos utilizados com crianças: Professores de sala de aula e escritores de livros didáticos apresentam, primeiramente, a ordem correta de escrita e uma ou duas leituras para cada novo ideograma. Então eles mostram qual parte do ideograma é usada para localizá-lo num dicionário de ideogramas (o “radical”), e finalmente, eles dão alguns exemplos de palavras compostas nas quais o ideograma é utilizado.

As necessidade e resistências que adultos trazem para o aprendizado do kanji, de outro modo, demandam técnicas diferentes daquelas usadas por crianças. Estudantes elementares de japonês, com suas mentes não-críticas, memorizam aproximadamente 1000 ideogramas por meio de aprendizado repetitivo. Por outro lado, estrangeiros adultos que estão aprendo kanji não têm a vantagem de serem falantes nativos do idioma japonês.

Entretanto, adultos possuem uma grande experiência de vida e de sucesso de aprendizado. Eles se beneficiam freqüentemente de uma abordagem racional e lógica, em que tudo se encaixa e é explicado. Adultos atarefados, muito ocupados, tendem a desistir antes de adquirir fluência literária em japonês, a mesmo que estes possam sua necessidade de ver “ordem”, e não “caos”, no estudo dos ideogramas. Aprendizes como Lisa irão apreciar alívio de suas dores de cabeça com ideogramas se usarem livros que quebram o kanji em partes manejáveis, por meio de uma técnica chamada “análise de componentes”.

Está abordagem sistematicamente quebra cada ideograma em partes de uma a seis traços, e designa nomes para cada parte. Estes nomes podem ou não ser baseados nas antigas explicações chinesas para os ideogramas. Um aprendiz pode facilmente recordar a forma correta e o significado de um complexo ideograma ligando os componentes com vívidas histórias.

Vários e excelentes livros de auto-estudo incluem “análise de componentes”, incluindo “2001 Kanji” de Joseph R. De Roo (Bonjinsha Publishers).

De Roo investigou durante anos a antiga história e cultura chinesa procurando ligações que pudessem explicar a lógica existente por trás dos componentes. Aqui estão quatro das histórias de De Roo que incluem o componente “de pé”. As histórias também os seguintes componentes:

“Dez”, “Árvore”, “Obersvar”, “Mão” “Mulher” e “Sol”.

(Nota: Somente um significado em português [original em inglês] é designado para cada kanji e cada componente)

“PICANTE”

Quando você come algo PICANTE, você LEVANTA DEZ vezes mais rápido que o normal a vai para a cozinha lavar sua boca…

“PAIS”

PAIS responsáveis que moram perto de uma floresta (ÁRVORES DE PÉ) devem observar seus filhos cuidadosamente devido aos perigos da floresta.

“ENTRAR EM CONTATO COM”

A MÃO de um homem ENTRA EM CONTATO COMuma prostituta (uma MULHER DE PÉ que trabalha nas ruas).

“SOM”

Povos da China antiga costumavam ouvir o SOM do sino do templo,pela manhã, no momento em que o “SOL LEVANTA”.

Você sofre de suaves até severas dores de cabeça devido aos ideogramas? Você experimenta depressão clínica quando dá de cara com uma página em japonês? Análise de componentes, uma sistemática e efetiva maneira de introduzir ideogramas na sua memória ativa, pode levar você à recuperação. Esta coluna tratará uma variedade de assuntos sobre aprendizado de kanji, e providenciar um fórum para comunicação entre aprendizes adultos de kanji. A Clínica do Kanji está aberta; por favor informar dores e indisposições, assim como efetivos tratamentos para o aprendizado de kanji na KanjiClinic.com.

Mary Sis Noguchi é professora associada da Universidade de Meijo, em Nagoya. Ela foi recentemente diagnostica como “viciada em ideogramas”.

Tradução por Mairo C. Vergara
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc1final.htm

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Dica de Site – JLPT.Info 日本語能力試験センター

Posted on the September 21st, 2007 under Uncategorized by Mairo

Para quem vai prestar, ou pretende prestar, o Exame de Proficiência em Língua Japonesa (日本語能力試験, Japanese Language Proficiency Test ou simplesmente JLPT), e gostaria de ter acesso as provas passadas, o melhor site que conheço é o JLTP.Info, que disponibiliza as provas antigas desde a de 1991. O único probleminha é que o site é quase todo em japonês, porém usando o Rikaichan dá para você se virar lá dentro. Mesmo assim resolvi fazer um tutorial mostrando como se registrar no site e acessar o forum, onde você pode baixar as provas antigas do JLPT.

1. Primeiro passo é clicar no botão de “registro” (登録, touroku)

2. Agora basta preencha os dados assim:

  1. ID, o nome que você vai usar para logar no site
  2. sua senha desejada
  3. repita a senha

3. Continuando, próximo campo:

  1. O nome que as pessoas vão ver ao acessar seu perfil, ou quando você postar no forum.
  2. Seu nome completo
  3. Seu CEP
  4. Sexo e avatar : 男性 masculino 女性 feminino, avatar deixe como está.
  5. Data de nascimento, na ordem ano(年), mês(月) e dia(日)
  6. E-mail
  7. Telefone
  8. Nacionalidade, procure lá meio por ブラジル連邦共和国 (burajiru renpou kyowakoku)
  9. Endereço
  10. Selecione そのた (sono ta)
  11. Seu nível no idioma japonês – 初級者(Iniciante)、中上級者(intermediário/avançado)、教師(professor)
  12. Área de atuação: coloque その他 (sono hoka)
  13. Ocupação: coloque その他 (sono hoka)
  14. Assinatura: deve aparecer no fim dos seus posts, coloque o que quiser.

4. Continuando….

  1. Pergunta secreta e resposta, coloque o quiser… sugestão> 嫌いな食べ物は?(Qual comida que você não gosta?)
  2. Áreas de interesse, marque algumas pelo menos. Veja os significados com o Rikaichan!
  3. Com tudo preenchido, aperte esse botão e está tudo pronto!

Mais uma coisa, quando você for fazer login, sempre vai haver uma verificação. Vão apárecer duas letras em hiragana e você vai ter que colocar as respectivas em katakana ou romaji… sem problem pra quem vai prestar JLPT, certo?

Uma vez logado, acesse o forum clicando no seguinte botão:

No forum está tudo em japonês, mas há traduções em inglês em baixo do japonês, aí fica mais fácil. Qualquer coisa vá pelo Rikaichan! Lá você encontra as provas antigas!

Bom, espero ter ajudado! Qualquer dúvida deixem comentários, mensagens, etc.

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Mango Languages – Avaliação e Sugestões

Posted on the September 19th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Foi lançado um novo website voltado para o estudo de línguas estrangeiras chamado Mango. Trata-se de um curso online em flash, trazendo 100 lições nos idiomas Espanhol, Russo, Francês, Italiano, Mandarim, Alemão, Japonês, Português Brasileiro, Grego, Inglês para falantes de espanhol e Inglês para falantes de Polonês. Eu dei uma conferida na parte de língua japonesa, é claro, e fiz a primeira lição. Aqui faço então minha avaliação:

Em termos gráficos o site é bem bonitinho, e mesmo com minha conexão lenta (256k) os slides em flash correram numa boa. O som também também é bom, bem alto…

A lição consiste basicamente num diálogo e em seguida uma série de explicações e repetições de todas as partes do diálogo. Lembrou um pouco o método Pimsleur, mas diferente deste último o Mango tem os textos (o Pimsleur tem somente áudio). São 90 slides por lição, o que toma certo tempo. Você fica ali repetindo e repetindo as partes do diálogo até que no final possa entender todas as palavras e estruturas utilizadas. No último slides o diálogo é mostrado novamente. É um bom método, principalmente para iniciantes, no entanto eu tenho minhas críticas e minhas sugestões de como utilizá-lo de uma forma mais eficaz.

Assim como o Pimsleur, creio que o Mango consume muito tempo para pouco resultado. Para alguém sem conhecimento, fazer os 90 slides da lição vai tomar por volta de uma hora ou mais (estou estimando, se alguém fizer e marcar o tempo, deixe um comentário!). Há algumas explicações gramaticais desnecessárias, a meu ver, que em vez de ajudar, complicam. Por exemplo:

In Japanese, pronouns are often deleted when they are obvious from the context. This results in sentences without subjects and transitive verbs without direct objects. The literal translation of the expression 「おげんきですか?」 is close to “Are you fine?” However, the subject “you” is actually missing from the Japanese sentence.

Para quem curte gramática até vai, mas pra quem quer aprender a língua e não a gramática não é mais fácil dizer simplesmente que pronomes, tipo “eu” ou “você”, normalmente não são utilizados, e você tem que entender pelo contexto?

Além disso há muito foco na fala. A idéia parece novamente que você seja capaz, ao final da lição, de entender e falar o que está se passando no diálogo. Como eu sempre defendo, no meu ponto de vista o foco deve ser mais em entender. O tempo que perde fazendo exercícios de fala podia ser utilizado simplesmente escutando o diálogo várias vezes e aumentando assim o seu feeling para a língua.

O texto ajuda, porém ele é todo em hiragana e katakana, sem um único kanji. Bom para estudantes, mas muito longe do japonês de verdade. Eu sou a favor de já começarmos com kanji desde o começo, para que depois você não tenha que re-aprender a ler coisas que já sabia em hiragana ou katakana, mas não sabe com kanji.

Eu sugiro o seguinte, para estudantes iniciantes. Leia o texto, escute o áudio e se quiser faça a lição. Você também pode ler o texto usando um dicionário, como o Rikaichan, etc., entender o que está sendo dito por você mesmo (sem a lição). Como você quiser! Imprima o texto e coloque então o áudio somente do diálogo num mp3 player. Com texto em mãos e mp3 no ouvido, leia e rode o áudio muitas vezes, quanto mais melhor. Você pode somente ler, ou somente escutar, ou ler e escutar ao mesmo tempo. Depois de escutar e ler algumas vezes as frases vão começar a ficar na sua cabeça e você vai começar a imitar elas feito um bobo, outras pessoas vão pensar que você esta ficando maluco com aquele mp3 no ouvido… Não se preocupe com os exercícios de “falar” que existem na lição. O tempo que você perde fazendo os 90 slides da lição é suficiente para escutar no mínimo umas 50 vezes o diálogo. E escutar 50 vezes o diálogo vai ser com certeza mais eficiente do que os exercício da lição… Tente usar o texto da lição, mas com kanji (ideogramas). Quando você cansar de ler, vá escutar, cansou de escutar então leia, cansou de ler, vai fazer outra coisa, etc. O importante é gostar dos estudos, se divertir com a língua. Você também pode escutar as palavras, faça um lista delas (são poucas), deixa sei lá, no banheiro, sempre que você for lá pegue a “listinha” e dê uma lida. Como eu disse, fazer toda a lição vai te tomar tempo, fazer a lição várias vezes vai tomar um infinidade de tempo! Em vez disso gaste o tempo escutando e lendo apenas o diálogo várias e várias vezes até que você escute as frases dentro de sua cabeça!

Finalizando, você deve estar se perguntando onde vai conseguir o áudio do diálogo e o texto com kanjis, não é mesmo? Pois isso é uma das coisas que somente o “Como Aprender Japonês” faz por você:

Diálogo:

こんにちは。お元気ですか。

有難う。元気です。あなたは?

元気です。僕の名前はあきらです。

あなたのお名前は何ですか。

私の名前はゆうこです。

はじめまして。

こちらこそ。はじめまして。

ではまた。さようなら。

Áudio aqui.

É isso ae, até a próxima!

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Nihongo Juku

Posted on the September 19th, 2007 under Uncategorized by Mairo

O Jo do AprendendoJaponês.com postou sobre o NIHONGO JUKU, um blog voltado para estudantes de japonês que disponibiliza textos com áudio. Infelizmente o Blog não é atualizado a um bom tempo, e creio que talvez nem seja mais atualizado. Porém, ainda assim é muito bom, pois trás material autêntico com texto + áudio e cada texto tem um glossário com as palavras difíceis e seus significados (em inglês claro…). Não é material para iniciantes, eu dei uma olhada no primeiro post do blog e a autora diz que é para estudantes intermediários para cima. Mesmo assim, vale dar uma conferida, pois é um material ótimo. Seria bom acharmos algo assim para estudantes iniciantes, textos simples com áudio, escritos e gravados por falantes nativos, e sem ser aquelas coisas chatas dos livros didáticos. Uhuu, isso daria um bom projeto não? Quem sabe eu e meus amigos da “blogosfera nipônica” não pensamos em alguma coisa… fica aqui a sugestão.

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Meu album de Fotos do Orkut

Posted on the September 18th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Eu uso o Orkut muito pouco, porém se tem uma coisa que eu gosto é do meu álbum de fotos.
Eu coloquei as fotos ainda quando estava em Okinawa, acho que em Fevereiro desse ano... ahhh que saudade!!! Eu costuma tirar fotos e dar um limpada nelas no photoshop, então montei meu álbum, e não é que ficou muito legal! Acho que nunca vou trocar as fotos, por mais velhas que fiquem!

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Essa era parte do antigo logo do blog, bem antigo mesmo, hehe.

Aqui algumas experiências fotográficas… até que ficaram boas xD


Essa é minha preferida!

Isso foi quando fomos ver Sakura, a flor de cerejeira…


Pessoal nota 10! Da esquerda pra direta, Ii-san [Koreano], Jack[Brasileira], Tomoko[Japonesa], Chika [Argentina]. No meio eu, de azul, e na frente meu grande amigo Yuta [também japonês].


E essa sobremesa o que você achou?


Mairo, Zoraida e Dave – The Wasabians, uma pseudo banda internacional [Brasil, Filipinas e EUA]. Fizemos umas 5 apresentações!

É isso aí, poucas fotos e grandes lembranças!

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Um método de estudo para o idioma japonês

Posted on the September 17th, 2007 under Dicas para aprender japonês by Mairo

Parte 0 – Leia um pouco sobre aprendizado de línguas estrangeiras e língua japonesa. Isso é importante para que você saiba que tipo de filosofia/metodologia vai seguir. Leia meu blog, assim como o AJATT, Stephen Krashen e Steve Kaufmann. Leia a parte “Mental Tools” do AJATT. Eu sei que tudo isto está em inglês, caso você tenha problemas com a línguas, deixe um comentário perguntado o que quiser, eu estou disposto a ajudá-lo. Tente aprender coisas básicas como a diferença entre input e output, aprendizado a aquisição, etc. Normalmente professores vão te ensinar sem mesmo dizer porque usam determinada metodologia, e você vai fazer tudo que eles disserem, pois eles são OS professores. Uma dica, professores podem ajudar, porém normalmente eles não passaram pelo que alunos passam. A grande maioria aprendeu porque nasceu no Japão, aprendeu em casa com os pais Japoneses, estudou desde que tinha 5 anos, etc. Um professor falante nativo de japonês pode te ajudar, mas alguém que estudou japonês por muitos anos pode te ajudar ainda mais em certos aspectos. No entanto um falante nativo de japonês que estuda outras línguas, como inglês por exemplo, e ensina japonês, tem vantagem [na minha opinião] sobre os que ensinam japonês mas não sabem outras línguas. Enfim, professores com experiência no ESTUDO de línguas são normalmente melhores do que aqueles com experiência somente no ENSINO. Você pode ler sobre aprendizado de línguas enquanto estuda o japonês. Seguindo esse pseudo-método eu diria que as partes 0 e 1 podem ser feitas ao mesmo tempo. 

Parte 1 – Estude o livro Remembering The Kanji, de James Heisig. São três volumes, mas você só vai precisar do primeiro. Os outros eu ainda não posso dizer se são bons ou não.f uturamente direi. Aqui o meu pseudo-método vai se diferenciar dos métodos tradicionais. “Remember The Kanji” vai te ensinar a escrever todos os ideogramas e quais seus significados. Você não vai aprender uma única palavra em japonês. Você simplesmente vai aprender ideogramas chineses, o que estes significam e como são escritos. São 2046 ideogramas. Trabalho duro! Se você conseguir fazer 25 ideogramas por dia, terminaras o livro em 3 meses, 12 por dia levarão 6 meses. Menos pode levar ainda mais… Não importa. Simplesmente keep going, vá em frente, revisando diariamente [o que vai te tomar uns 15 minutos] e estudando novos ideogramas na medida do possível. Se pode somente 5 ou 10 por dia, sem problema, regularidade é a alma do negócio. Estudar só no fim de semana não vai dar certo, acredite. É melhor fazer 5 ideogramas por dia do que 25 a cada fim de semana. Para tornar seu trabalho muito mais fácil você pode usar o seguinte site: Reviewing The Kanji. Este site é dedicado especialmente para o estudo do livro. Além de um sistema de estudo ótimo, o site tem um fórum onde você pode conversar com outros estudantes e aprender bastante sobre o estudo do livro e da língua japonesa. Como sempre tudo em inglês. Porém existem versões do livro em espanhol, francês e alemão. Parece que vai sair uma versão em português, mas não sei ao certo. Isso seria muiiiito bom!
“Remembering The Kanji” vai funcionar como uma “base”. Eu garanto que você vai se diferenciar dos outros estudantes após terminar o livro. Nas palavras do mestre Katsumoto.

“The sooner you start, the sooner you’ll be done. Start today, and you will thank me later.” 

Quanto mais cedo você começa, mais cedo você termina. Comece hoje e você vai me agradecer futuramente.

 

 

Além disso, você pode ler os artigos do site Kanji Clinic, recomendadíssimo! Eu fico devendo um post somente sobre este site. [leia as traduções dos artigos aqui]


Parte 2 - Aprenda Hiragana e Katakana. Depois de aprender 2046 ideogramas, aprender Hiragana e Katakana vai ser baba. Você também pode aprender antes mesmo do Kanji. Mas entenda que Hiragana e Katakana não vão dar conta do recado quando o assunto é japonês “de verdade”. Enfim, o livro didático pode estar escrito somente com Hiragana e Katakana, mas o jornal, a revista, o site, o blog, etc., com certeza não vão estar. 

Part 3 - É aqui que a coisa começa a complicar pois eu não tenho ainda um método definido. Existe o recentemente famoso “10.000 sentences“, um método criado por Katsumoto que consiste em aprender 10.000 sentenças corretas em japonês, com ajuda de um um SRS e uma pseudo imersão que você mesmo cria. Existe a proposta de focar em leitura, de Stephen Krashen, e a de focar em leitura e escuta, de Steve Kaufmann. Eu creio que se você passar pelas partes 0 e 1 do meu pseudo método, estudando o “Remember ingThe Kanji” e lendo sobre aprendizado de línguas, nesse ponto já deve saber quais métodos existem e qual é melhor pra você. A minha dica aqui seria simplesmente “LER E ESCUTAR MUITO”.

Por fim, o LingQ é um método que no momento não está funcionando muito bem para o idioma japonês, não porque não seja bom, mas sim devido a problemas técnicos. Provavelmente quando você terminar as parte 0, 1 e 2 do meu método, LingQ já vai estar funcionando perfeitamente, e talvez seja o melhor lugar para estudar!

O que vale é você ter a iniciativa. Leia sobre línguas, procure saber quais métodos dão certo, quais não dão, confie nas pessoas certas, aquelas que chegaram no “final do caminho” (eu ainda não cheguei… hehe), e a cima de tudo aproveite seus estudos. Aprender uma língua é algo fascinante e recompensador, pessoal e profissionalmente.  Chega de aulas chatíssimas, faça você mesmo seu caminho, eu garanto que com dedicação você aprende mais e de modo mais divertido.

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Um pseudo-método a longo prazo – Reflexão

Posted on the September 17th, 2007 under Dicas para aprender japonês by Mairo

Ontem eu recebi uma visita aqui no blog de uma cara eu ia para o Japão em Abril, para fazer mestrado. Ele me perguntou sobre que materiais eu recomendo para o estudo individual, ou mesmo que forma de estudo. Infelizmente eu ainda não tenho isso definido, pois existe muito material e muitos métodos. Porém um coisa é certa: o método tradicional não é muito eficiente. Passando alguns anos no Japão e com dedicação é possível aprender a falar fluentemente e mesmo aprender a ler e escrever um pouco. Mesmo assim a imersão que você tem quando mora no Japão ainda não é suficiente para você atingir fluência literária. Como eu já disse muitas pessoas vivem durante anos no Japão, falam fluentemente, porém não conseguem ler jornais e revistas. Trazendo isso para o Brasil a coisa complica ainda mais, pois você não tem a imersão cultural que tem no Japão, e assim fluência oral já fica difícil, imagine então fluência literária… 

O blog existe justamente para juntar material, recursos, idéias, etc, para o estudo. Eu procuro achar o melhor método para o estudo, e ainda estou procurando. O “Como aprender japonês” é um blog de um estudante de japonês que ainda não chegou no final do caminho. Por isso mesmo as coisas vão estar bem bagunçadas, eu vou postando ao passo que descubro novos métodos, novos materiais, etc. O ideal para quem quer estudar seria ler todo o meu blog, assim como outros Blogs sobre língua japonesa, outros sites, etc. Não existe um manual, até porque diferentes métodos de adaptam a diferentes pessoas, cada um tem seu jeito de aprender.

No entanto, isso não significa que eu não tenha um método em minha cabeça. Eu tenho, mas ainda não muito claro. Eu comecei a estudar japonês seis anos atrás, parei dois anos, o que faz com que este seja meu quarto ano de estudo. De lá para cá eu venho aprendendo o que dá certo e o que não dá certo. Não somente por minha experiência pessoal, mas também vendo outros estudantes e seus resultados. Atualmente eu posso dizer que tenho uma idéia de como se deve dar o estudo do japonês a longo prazo. Foi isso que conversei com minha visita ontem. Se você tem tempo, digamos uns 2 anos para aprender, é bom pensar em algo a longo prazo. Muitos estudantes precisam aprender rápido, principalmente quando estão prestes a ir para o Japão. Para estes eu não tenho muitas recomendações, visto que realmente fica difícil aprender em pouco tempo. Mas para os que tem certo tempo eu recomendaria algo mais ou menos assim.

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