Archive for November, 2007

O que é RSS?

Posted on the November 30th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Se você viu este botão no blog com a frase “ASSINE O FEED RSS” e ficou perdidão sem saber do se trata, eu vou te ajudar e explicar como isso funciona.
Grande parte deste texto eu tirei do blog techbits.com.br, assim desde já agradeço: obrigado techbits.com.br! Além disso um dos nossos leitores deixou um comentário com o link de um vídeo muito bom sobre o assunto, o qual você encontra no final desde artigo.
Então, vamos por partes:

O que é RRS?

Basicamente, o RSS é uma forma de facilitar o acesso a uma grande quantidade de informações. Se você está acostumado a visitar uma dúzia de sites diariamente em busca de notícias novas, pode estar desperdiçando seu precioso tempo. Entrar em cada um, todos os dias, é trabalhoso e improdutivo. Com o RSS tudo isso acaba. Você só entra em um site quando o mesmo for atualizado. Melhor: você só entra no site se aquela informação que foi publicada é o que está procurando. Em uma era na qual a informação aparece aos montes e o tempo disponível para consumí-las é limitado, o RSS é o “salvador da pátria”.

Como saber se um site possui RSS?

Bom, tanto no Internet Explorer 7 quanto no Firefox, no canto direito da barra de endereços irá aparecer um ícone laranja, o mesmo que ilustra o início deste artigo, e o mesmo que você encontra na barra lateral da direita desta página. Esse é o símbolo oficial do RSS. Na verdade todo site que se preze deve possuir RSS. Se você ainda está no IE6, é só observar na página de seu site favorito se há alguma informação como RSS ou XML. Em caso positivo o site possui RSS e você precisará do link que esse ícone aponta para cadastrar no seu leitor favorito.

Leitores (Agregadores) RSS

Os arquivos RSS são lidos por agregadores, ou seja, os programas que juntam toda essa informação e mostram para você em um único lugar. Só será necessário escolher qual feed RSS você quer acompanhar e saber se há novidades interessantes por lá. Se for este o caso é sempre legal visitar o site para ler a informação.

Abaixo alguns leitores recomendados:

  • Google Reader :O que eu uso. Muito bom, simples e funcional. Funciona on-line, ou seja, você não precisa baixar nenhum programa para usá-lo. Leia um review.
  • Bloglines: O Bloglines talvez seja o mais usado dos agregadores RSS. É um software on-line o que significa que não é necessário instalar programas em seu computador e também estará acessível de qualquer computador ligado à web.
  • Netvibes: um ótimo leitor on-line, com visual renovado e estilo web 2.0.
  • Firefox: O Firefox é talvez o mais fácil de usar. É só clicar no ícone laranja na barra de endereços que o feed RSS já está assinado. Os sites que você cadastrou ficam na barra de favoritos do navegador e estão acessíveis a um clique do mouse.
  • Internet Explorer 7: O funcionamento é similar ao Firefox, ou seja, o ícone estará visível e fácil de usar.

Vídeo sobre RSS (em inglês com legendas em português)

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Bolsa de Estudos para o Japão da UEL

Posted on the November 30th, 2007 under Uncategorized by Mairo

A Universidade Estudual de Londrina (UEL) mantem um convênio com a Universidade de Meio no Japão em Okinawa, sendo que todo ano um estudante da UEL vai para a Universidade de Meio e estudantes de lá vem para a UEL. O intercâmbio é de um ano e vale muito a pena, eu fui em 2006! Lá você tem aulas de língua e cultura japonesa, além de conhecer pessoas do mundo inteiro, pois você fica num alojamente para estudantes estrangeiros. Alé disso você recebe uma bolsa mensal mais ou menos 800 dólares, o que “dá e sobra”, pois as despezas no alojamente são bem menor que morar numa casas “normal”.

Agora o melhor de tudo é que não há muita concorrência para conseguir a bolsa! Como trata-se de um bolsa somente da UEL, só alunos da UEL podem concorrer, e como não é todo mundo que estuda japonês, a chance você ir é grande! Os dois requisitos básicos são estudar na UEL e ter no mínimo o nível 3 no exame de proficiência em língua japonesa (coisa não tão difícil assim).

Pra quem quer entrar na universidade e quer também ir para o Japão, essa talvez seja a melhor opção!
Abaixo uma fotinho de quando eu estava em Okinawa:

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Gramática, precisamos dela?

Posted on the November 21st, 2007 under Uncategorized by Mairo

Segue um exemplo de explicação gramatical do livro “Minna no Nihongo”, referindo-se a frase:
わたしはマイク・ミラーです
[watashi wa maiku miraa desu]

1. N1はN2です
1) Partícula は
A partículo は indica que a palavra que vem antes é o tópico principal da sentença. Seleciona-se um substantivo do qual se quer falar, adiciona-se は para indicar que esse substantivo é o tópico principal e se faz uma declaração acerca desse tópico.
1-わたしはマイク・ミラーです Eu sou Mike Miller.
Nota: A partícula は se lê わ

2)です
Os substantivos usados com です funcionam como predicados. です indica julgamento ou acerção. です também transmite que o falante está sendo polido ao ouvinte. です flexiona-se quando a sentença é negativa ou no tempo pretérito.
1-わたしはエンジニアです Eu sou engenheiro.

Eu me pergunto se precisamos de tudo isso para entender que “watashi wa miku miraa desu” significa “Eu sou Mike Miller”? Não é mais fácil manter as coisas simples, entendermos que em japonês não se fala “Eu sou Mike Miller”, mas sim “watashi wa miku miraa desu”, assim como em inglês fala-se “I am Mike Miller”. Lendo e escutando a frase “watashi wa miku miraa desu”, acostumamo-nos com ela, adquirimos as frases e palavras naturalmente, sem perder os cabelos com explicações gramaticais como as vistas acima. Nós aprendemos nossa língua nativa assim, naturalmente, eu não vejo por que não podemos aprender outras do mesmo modo. Fica o tópico para os leitores refletirem e comentarem!
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É porque é…

Posted on the November 20th, 2007 under Uncategorized by Mairo

“Por que fala assim e não assado?”
“Porque é assim que se fala, não assado”

As pessoas tendem em acreditar em mágica, em milagres, não importa a origem, quando resolvem estudar línguas. A abordagem “científica” para o aprendizado de línguas é um tipo de mágica – “Você quer falar como um nativo? Nós sabemos como. Aqui está o que você precisa – A GRAMÁTICA, estude-a duas ou três vezes por semana e você falará como um nativo. O que, você não atingiu a fluência com a nossa mágica? Você fez os exercícios? Faça eles corretamente, é por isso que você não fala como um nativo”.

Em minha experiência as pessoas odeiam ouvir a respostas “por que é assim que e gente fala” quando perguntam “por que é assim?”. Esta resposta acaba com os sonhos sobre mágica, colocando-os na realidade onde tudo depende basicamente deles e não há alguém para ser culpado por faltas, etc. Eu respondo “porque é assim que falamos” e os professores ficam furiosos, pois assim eles não são necessários, qualquer um pode estudar línguas por si mesmo. Eu respondo “porque é assim que falamos” para estudantes, e eles falam que sou louco, pois eles gastam enormes quantias de dinheiro com professores de línguas. Os primeiros têm medo de dizer que eles mesmo estão no caminho errado e passaram um bom tempo de suas vidas neste caminho, os segundos estão com medo de aceitar que gastaram e gastam muito dinheiro em algo errado.

Todos nós usamos o método “Não há razão, é assim porque é”. Todos nós adquirimos nossa língua nativa. Muitos dizem que não somos mais crianças. Está certo. Não devemos aprender língua sendo crianças, mas sim como crianças. Isso simplesmente significa deixar as coisas irem e acontecerem como devem ir e acontecer – escutar, ler, falar e se divertir. Sem razão, é assim porque é. Não há mágica nem milagre.

Traduzido por Mairo Vergara
Original em aqui.

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Pausa nos Estudos…

Posted on the November 16th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Avisando os leitores do Blog que eu estou fazendo uma pequena pausa nos estudos de japonês, e isso inclui o Blog em parte… Já fazem quase 6 meses que estou estudando japonês direto, todos os dias! Esta semana eu notei que não aguentava mais, pois estava virando obrigação! Eu mesmo me obrigava e estudar a língua, e quando não estava estudando pensava “tenho que estudar!”. Coisa de loko O.o…

Estou dando uma relaxada, resolvi tocar meu contra-baixo novamente (depois de 2 anos sem tocar!!!!) e dar uma olhada numas coisas sobre música, que são bem legais. Acho que é a primeiro vez nos últimos 6 meses que escuto música não-japonesa! Porém é claro que por trás de minha aparente pausa nos estudos existe uma estratégia (hehehe)…

As vezes temos que dar um tempo de alguma prática, para refrescar mesmo, e quando voltamos a coisa melhora e muito! A primeira vez que eu vi isso foi lendo uma artigo sobre o jogo “Tetris Attack“, que explicava como atingir uma pontuação altíssima dentro de 6 meses, bastando se treinar todos os dias. Em certo ponto falava mais ou menos assim “você vai ‘empacar’ em X pontos, nessa época dê um tempo de Tetris Attack e vá jogar outro jogo, um rpg por exemplo, ou faça qualquer outra coisa, fique um mês sem jogar! E depois volte… No início você vai estar lento e ‘enferrujado’, mas dentro de alguns dias sua abilidade vai voltar e, de fato, você vai começar a melhorar e muito!“. Isso, pelo que falava neste artigo, tem a ver com uma certo “costume” que nosso cérebro pega ao longo da prática constante, de modo que “não sai nada novo”. Acostumamos a fazer de um jeito e não conseguimos criar nada novo. Precisamos então dar uma pausa, para recomeçar depois “sem nada na cabeça”, com força total.

Em línguas funciona do mesmo modo. Uma parada de uma ou duas semanas depois de um certo tempo de estudo funciona muito bem, pois voltamos com toda a força e sem esquecer nada! Podemos claro enferrujar um pouco, mas isso logo passa e podemos continuar os estudos, só que com a mente fresca! Veremos os resultados daqui alguns dias quando eu voltar aos estudos… Talvez eu volte aos treinos de Kendo antes de voltar aos estudos de japonês, pra ficar com a mente realmente fresca (e o corpo doendo…)

Até mais ver!

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Como e o que escutar – Música, Língua e o nosso ouvido

Posted on the November 12th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Já passa da meia noite e aqui estou eu a escrever um post… Eu venho tratando sobre Listening e o modo como isso pode realmente ajudar em nossos estudos de línguas. Eu creio não haver mistérios quando tratamos de listening, de compreensão. Não há mágica, não há segredo, não há necessidade de ser mais ou menos inteligente. Basta praticarmos conscientemente e sistematicamente, para que dentro de certo tempos comecemos a compreender os sons, o ritmo, o modo como o idioma funciona.

Hoje estava escutando um curso sobre “ouvido absoluto“. Para quem não sabe, “ouvido absoluto” é a capacidade de ouvir uma nota musical e saber qual é a nota. Por exemplo, eu pego um violão, toca um Lá, e você só ouvindo sabe que trata-se de um Lá. Pode parecer simples, mas não é…
Quando era mais novo eu queria aprender a tocar contra-baixo. De fato eu tenho um contra-baixo e sei tocar um pouco. Porém eu toco muito mais tecnicamente do que “de ouvido”. Eu tenho boa técnica no baixo, mas meu ouvido é “uma trava”. Eu também sou uma completa desafinação para cantar… Eu sempre acreditei (e talvez ainda acredite) que desenvolver um bom ouvido musical ou mesmo conseguir cantar um “lá” corretamente é algo impossível para mim. Isso não soa estranho para alguém envolvido com línguas? Em línguas escutamos e reproduzimos sons, entendemos sons e utilizamos estes sons para nos comunicar.

Escutando este curso sobre “ouvido absoluto“, não só eu confirmei que existe relação entre desenvolver um ouvido musical e o “ouvido linguístico“, assim como pude ver que vários conceitos que aplico ao aprendizado de línguas são usados no “aprendizado do ouvido musical“.

Dentre estes, o mais importante ainda segue sendo o de “saber o como“. Tempos atrás eu postei algo falando sobre “A Habilidade de Aprender Línguas“. Pessoas que passam anos tentando aprender inglês e não aprendem, na realidade não tem problemas, não tem dificuldades ou limitações, mas sim, não sabem como aprender. Para aprender uma língua de modo eficiente é preciso saber o que é uma língua, como línguas funcionam e como eles podem ser aprendidas. Sem saber o “como aprender“, ou seja, sem a “habilidade de aprender línguas“, dificilmente chegaremos ao sucesso. Por outro lado, pessoas que entendem o “como“, podem facilmente aprender uma, duas, três ou mais línguas. O mesmo eu ouvi hoje escutando o curso de “ouvido absoluto“. Se não conseguimos distinguir um Fá de um Dó, é porque até hoje escutamos sem saber “como escutar ou o que escutar“. Uma vez que você sabe como “escutar os sons“, você pode começar a notar o que existe de diferente entre um Fá e um Dó. E é tudo uma questão de saber o como escutar, e de praticar!

Dois assuntos diferentes, mas não tão distantes, música e línguas, e entre eles o “como escutar“. Algo muito interessante e que espero conhecer mais. Essa coisa de “The Power of Listening” está dando o que falar aqui no blog!

Até mais ver!

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Output e aprendizado de línguas

Posted on the November 11th, 2007 under Uncategorized by Mairo

O seguinte texto é uma transcrição de um texto em áudio do Steve Kaufmann, falando sobre Output. Eu fiz bem por cima, para vocês terem uma idéia geral, pois como tinha somente o áudio, foi tudo de ouvido. Espero que gostem. Quem quiser escutar o original, aqui está o link.

Output e aprendizado de línguas

Muitos de vocês devem saber que eu coloco muita ênfase em Input como uma método chave para o aprendizado. Por exemplo, em meus estudos de Russo, a maior parte do tempo eu estou simplesmente escutando. Eu comecei com coisas bem simples, como por exemplo o “The Power of the Linguist” (n.t. “The Power of the Linguist” é uma história em texto e áudio, voltada para iniciantes) que foi traduzido para o Russo no LingQ, eu também uso outras coisas simples, que eu escuto 20 ou 30 vezes. Antes do LingQ ser lançado eu costumava usar o “Help yourself in Colloquial Russian” e qualquer outra coisa que tivesse em mãos, sempre lendo, escutando e salvando palavras. Obviamente, quando comecei a usar o LingQ eu pude manter estatísticas de meus estudos, pude salvar palavras num banco de dados, e também fui capaz de ver que ao começar com textos de literatura russa, o que foi por volta de 4 meses depois de começar a estudar Russo, inicialmente eu tinha 50-60% de palavras desconhecidas nos textos, de modo que foi realmente difícil trabalhar com os textos. Eu pegava pequenas partes do texto, salvava palavras e escuta várias vezes, voltando ao texto depois e sempre mantendo esse movimento. Agora, neste momento o LingQ me diz que, para maior parte do material de literatura russa eu tenho por volta de 20% de palavras desconhecidas. Isso significa que quando eu escuto e leio coisas que não entendo, eu sinto que ainda tenho de baixar essa porcentagem para 10% ou menos. Quando eu aprender tantas palavras que possa pegar um texto de literatura russa ou uma artigo, ou o que for que seja, e tenha menos de 10% de palavras desconhecidas, então vou pensar que atingi o nível em que tenho que focar em output e gramática, ao invés de ler a escutar simplesmente procurando entender. Eu posso então a começar a salvar palavras e frases que contenham, por exemplo, mudanças de caso e outras coisas que existem no Russo… Este vai ser o tempo que falarei mais e escreverei mais. Então qual o papel do Output nos estudos iniciais, para estudantes iniciantes?

Eu acredito que output é importante para iniciantes. Falando de “speaking”, não tanto como uma oportunidade de aprender a língua, mas sim para outros propósito. Primeiro, para manter você motivado, quando tiver que falar com um professor ou um tutor por exemplo. Quando você fala você nota coisas que tem dificuldade e pode então procurar por estas quando estiver lendo e escutado. Embora eu ainda acredite que escrever é mais eficiente quando tratamos de achar problemas, creio que os dois, escrever e falar são importantes, mesmo quando corrigimos alguém falando e esta pessoa tende continuar cometendo o mesmo erro… Enfim, é algo importante, mais como um desafio, porém o mais importante é saber que fazer somente “conversations” não é algo que vai ajudá-lo a aprender a língua, por várias razões. Primeiro de tudo, por que é muito difícil ter uma conversa somente “por ter uma conversa” com alguém que você não tem interesse em ter uma conversa, sobre assuntos como “o que você fez no fim de semana”, “o que você pensa do aquecimento global”, etc. E mesmo falando isso, logo não há mais o que falar quando você não tem um interesse genuíno em ter um conversa, o que ainda torna-se mais difícil pois é feito numa língua estrangeira.

Assim, um pouco de escrita ou fala, uma ou duas vezes por semana, apenas uma pouco, e um foco maior em Input, até você atingir um nível no qual sua compreensão tanto de áudio como sua habilidade de ler, quando você estiver num ponto que você goste de ler na língua que estuda, no qual sua habilidade de compreensão se tornou tão forte, você então pode pegar o que “construiu” e ir para a parte de Output. E eu acredito que nessa hora, se você deu enfoque em Input, em ler e escutar, você terá um forte vocabulário, confiança, até mesmo melhor pronúncia do que aqueles que estudaram ao modo tradicional. Por modo tradicional eu digo “fazer o capítulo 1, aprender a falar o que esta no capítulo 1, fazer os execícios e quando terminar ir para o capítulo 2“, ou então “sentar numa classe com 20 pessoas que falam a língua que você quer aprender muito mal“, assim você está imerso num ambiente no qual a língua não é a língua autêntica, falada por falantes nativos, com real significado, mas sim vários estudantes ‘tropeçando’, assim como você, o que eu creio ser um mal ambiente para o aprendizado.

Assim, Output é importante, mesmo num estágio inicial, mesmo para um estudante focando em Input, em ler, escutar e aprender vocabulário, acostumando-se com a língua, uma ou duas vezes por semana, como um desafio, inicialmente em conversas um-a-um, pois em grupo ainda seria algo complicado, e só depois de alguns meses começar a fazer discussões em grupo, ainda assim somente uma ou duas vezes por semana, assim como escrever, pois é escrevendo que você vai achar onde estão seus maiores problemas.

Por fim, o mais importante é não ficar desapontado por não saber como dizer alguma coisa. Eu não acredito em pessoas que dizem que você precisa de somente 800 palavras numa língua e pode ser fluente, não, você não pode. Ou que se você aprender “cinco frases para usar no banco ou no restaurante” isso vai ser suficiente. Pode até ser se você quer somente “ir ao México e dizer ‘buenos dias’ para algumas pessoas“, mas se você quer aprender uma língua isso não vai funcionar. Eu acredito que uma fase inicial de Input e silêncio, seguida de uma forte fase de Output, na qual você sentirá muito mais confiança, é o melhor camino.

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Deve o estudante de japonês aprender a escrever os ideogramas?

Posted on the November 11th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Esse post é uma pequena tradução de um texto interessante que vi no site 一日一回 Everything Japanese.

Deve o estudante de japonês aprender a escrever os ideogramas?

Muito tempo atrás se usava pincéis e papel. É difícil de imaginar, mas num tempo antes dos computadores ninguém podia simplesmente escrever hiragana e apertar a tecla espaço algumas vezes para achar o kanji certo; eles tinham de lembrar como escrevê-lo e então de fato escrevê-lo! Terrível!
Eu não gosto de escrever nada a mão. Em parte porte minha escrita não é muito bonita, em parte porque eu só escrevo a mão para pagar contas com cheque.

Não escrever?

Obviamente, uma boa educação significa aprender a escrever os ideogramas em sua ordem correta de escrita (você tem de saber regras básicas sobre a ordem de escrita), nem que seja para impressionar seus amigos. Porém, no mundo de hoje saber apenas ler os ideogramas é suficiente na maior parte dos casos. Provavelmente 99% do japonês que você precisa escrever pode ser escrito com um computador. O tempo que leva para aprender a escrever os 2000 ideogramas poderia ser gasto em áreas mais produtivas como leitura e vocabulário. Nas raras ocasiões que você precisar escrever um kanji, dicionários vão te ajudar, principalmente os eletrônicos.
Pessoas que podem ler kanji, mas não podem escrever são chamados
ワープロ馬鹿 wa-puro baka, pela sua dependência nos conversores automáticos de kana-kanji em forma de teclados [ワープロn. Word processor

馬鹿 n. (Hira=ばか) fool, idiot]. Por anos eu somente li os ideogramas, pelas razões que acabei de lhes mostrar. Porém o jogo de Nintendo DS DS 200万人の漢検 mudou minha forma de pensar um pouco. Eu ainda não escrevo muito a mão, mas há algumas razões para isso:

1. Impressionar seus amigos – Nã tem nada como ser capaz de escrever um kanji de 20 traços na frente de seus amigos japoneses.
2. Preencher formulários e genéricos sem usar dicionários.
3. Começar um penpal a moda antiga, usando caneta e papel.
4. Ganhar apreciação pelos ideogramas.
5. Lembrar detalhes dos ideogramas – o que é importante para saber distinções entre ideogramas semelhantes.
6. Um sincero desprezo pela expressão
ワープロ馬鹿

Eu gostaria de ouvir dos outros. Você estuda kanji para aprender tantoa ler quanto escrever? Se sim, quais suas motivações para isso?

Tradução por Mairo Vergara Texto Original aqui.

E aí pessoal, o que você acham? Eu particularmente pensava do mesmo modo que o autor do texto. No entanto hoje mudei minha visão sobre o assunto e creio que aprender a escrever é essencial. Desde que comecei a dar valor para a parte escrita, minha intimidade com os ideogramas aumentou, eu me sinto mais a vontade, consigo ver diferenças que não via antes. No entanto eu creio que não se resume somente a “escrever” os ideogramas, mas sim estudá-los, quase como algo a parte da língua japonesa. Futuramente posto sobre isso! Até mais ver.

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O Poder de Escutar [The Power of Listening]

Posted on the November 10th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Estudar uma língua estrangeira, ainda mais uma língua completamente diferente da nossa, como a língua japonesa, é uma experiência singular. Diferente de estudar, por exemplo, história ou literatura, ao estudar línguas lidamos com algo que não entendemos, padrões aos quais nosso cérebro não está acostumado, sendo assim estranhos para nós. Digamos, por exemplo, que eu lhe diga que os Estados Unidos atacaram o Japão com uma bomba atômica. Mesmo não sabendo disso, você vai entender, vai compreender sem estranhamento, podendo acreditar ou não nisso. No entanto, quando estudamos uma língua estrangeira não ocorre o mesmo, pois estamos lidando com o desconhecido. É incrível, mas nosso cérebro tem que criar novos padrões, novas formas de pensar, que antes não existiam, ao aprendermos uma língua estrangeira. Isso é um assunto muito interessante, que hoje me levou a pensar…
Do mesmo modo que um iniciante não compreende um texto simples, um estudante mais avançado não compreende um texto mais complicado, e assim passa pelo mesmo que passa o estudante iniciante. Hoje eu peguei um texto bem interessante para estudar, uma palestra de introdução para alunos universitários recém entrando na universidade. O texto fala sobre o futuro, sobre como nosso mundo vai mudar, etc. No entanto é um texto de nível universitário, com muitas palavras que não sei. Veja como eu estudei ele:Primeiramente eu escutei ele algumas vezes, prestei atenção no que entendia, e também no que não entendia. Após isso eu tirei um longo tempo (aproveitando o sabadão!) para salvar todas as palavras que não sabia, e fiz uma lista destas, com seus devidos significados. Demorou mas eu fiz. Escutei o texto novamente, ficou um pouco mais claro, mas não muito. Eu creio que agora devo pegar a lista de palavras e estudá-las. E então voltar ao texto, escutá-lo novamente, ficando neste processo, alternando entre estudar as palavras, ler o texto e escutar o áudio. Eu sei que aos poucos, conforme estudo as palavras e leio o texto, eu vou começar e entendê-las no áudio, assim como “sentir” o modo como são usadas, como as frases se constroem. Meu cérebro vai ir aos poucos se acostumando com estas novas palavras, com o modo que são utilizadas e como se ligam umas com as outras.

Ao longo dos próximos dias vou relatar o meu progresso com esse texto, falando quantas vezes eu o li e escutei, assim como o número de palavras que aprendi! Hoje eu acho que escutei ele umas 10 vezes!

Para os interessados, o texto que li foi este aqui:

人類社会の将来#1

今日は新入生歓迎のための講義にお招きいただきまして、ありがとうございます。 本当に、今日が最初の講義のある日ということで、皆さん楽しみに来てらしたと思います。私もある日、そういう日があったんだな、と思い出すのですけれど も、具体的にどんな日だったかまでは思い出せません。ただ、とても楽しい日だったというかすかな記憶が出てくるわけです。

今、新学年を迎えるにあたって、どういう話をしたら一番良いのかなと、そして、これをきっかけに、どういう学問するかも考えて欲しい、というご紹介の言葉が あったのですが、まぁ、あのー、学問領域から言えば、おそらく、国際政治史であり、国際関係論であり、それから、政治学であり、あるいは、経済学かもしれないのですが、 今日お話しすることはむしろ、皆さんには、とにかく、 広く世界に目を広げてほしい、向けてほしい、そして、その世界は実は、矛盾を孕む世界であると、そして、したがって、答えのな い世界だ、と私は考えているわけです。ですから、今までは、大学に来るという大きな目的のために、いろんな答えを揃えて、生活してらしたと思うのですけ ど、これからはむしろ、いろんなものにぶつかってみて、新しい答えを探していくと、こういうような数年をお過ごしになるんじゃないかと思うのです。という の は、本当に激しく変わっていく今の時代で、あまりきちっとした答えはないんですね。答えがあったら間違っていると。そういうことを申し上げると試験はどう す るのだろう、という問題が出てくるかもしれませんが、実に矛盾に孕んだ、世界の中に我々はいるのだ、と。しかも、日本だけを見ますと、あたかも繁栄の中で 安 定した暮らしがあるかに見えるaのですが、実は、日本が依存している世界の中は相互依存の世界であって、どういう形で何にいつまで依存できるか、というこ とは あまりはっきり出てこないだろうと思うのです。ま、それは、世界がある程度の安定と、そしてその安定は相互依存によるものなのですが、その相互依存のあり 方ということがはっ きり出てこないのです。感じられないんじゃないかと思うのです、みなさんの毎日の生活の中で。

まぁ、そういう中 で、いったい例えば例を出しますと、つい数日前の新聞にも、地球温暖化の現象が大きく報告書として、国連の有識者の中から出てきたということがあったわけ です。つまり、気候の変動作業部会“IPCC”から出た報告書によりますと、地球温暖化によって、2050年には水不足の弊害というのが新たに10億人以 上も増える。今は 11億人が水不足の中で暮らしているのです。それがさらに2050年にもなりますと、10億人以上増えるから、予想としては、21億人が水の不足の中で暮 ら す。それは、どういう意味があるのでしょうか?あらゆる食料も、医療も、それから、あらゆることに影響がある状況が予想されるのですが、それに対応する答 えというも のを私たちは知っているのでしょうか?先生方教えて下されるのでしょうか?それからまた、全生物種の20%乃至30%が絶滅の危機というものを迎えるだろ う。これ は、どういう意味があるのでしょうか?海面の上昇であるとか氷河の融解による洪水のリスクが増えてきている。それに対して、また旱魃と洪水というものに対 して、私たちはどれくらいの 用意があり、どういうようなプロセスを経て、それに対応していくのか。また逆に、非常に高度な武器というものが、発達しているわけです。ですけど、それに 対 応するには、高度な武器の開発なのでしょうか?案外、suicide bombingといわれていますが、一人ひとりが絶望的な中から、suicide bombingというような形で対応する、という現実もあるわけですね。また、病原菌が蔓延していることも知っているわけです。まぁ、いろんな薬が開発さ れ、それがま た逆にいろんな命の危機を起こしている、と。タミフルて、私は聞いたことないのですけれども、そういうものの現象も、私たちの生活の場合にはあると。そう い うことを考えますと、このものすごく激しく変化している現実世界に対する私たちの対応というものは、いかにも不足の部分が大きいということを感じられるわ けで す。

O áudio do mesmo você pode fazer download aqui.

Espero que tenham gostado do post! Abraços e não deixem de conferir algumas das nossas sugestões de livros de japonês:

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Quanto tempo de “listening”[escuta] você faz por semana em japonês?

Posted on the November 9th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Quanto tempo de “listening”[escuta] você faz por semana em japonês? Listening é uma das atividades mais importantes no aprendizado de japonês e de qualquer outra língua estrangeira. Para conseguir compreender o japonês, não somente estudar feito um louco vai ajudar. Você vai precisar mais do que isso! Você vai precisar treinar seu ouvido para escutar a língua. As coisas no idioma japonês não seguem a mesma ordem que seguem em português ou inglês. A estrutura é diferente, o modo de falar é diferente, o modo de pensar é diferente! Se fosse só isso estava bom… Ainda temos os sons, a velocidade da fala, os diferentes níveis de linguagem, etc. O livro não vai te ensinar isso, pode ter certeza.
O livro te proporciona ferramentas, armas, para você “ir para a guerra”. No entanto se você não “praticar”, não “treinar”, vai chegar lá e ser morto, mesmo com todas as armas. Listening é basicamente pratica. Um exemplo bem simples é que muitas vezes escutamos palavras que sabemos, porém não entendemos, pois elas vêm muito rápidas, vêm “grudadas” em outras, vêm no meio de muitas outras que não entendemos, etc. Ou seja, temos as armas, mas não temos prática.Listening é como um esporte para o cérebro, precisa acima de tudo prática, e prática diária! Eu recomendaria um mínimo de uma hora de prática diária. Além disso você também pode fazer listening sem prestar muita atenção ao que está sendo dito. Eu costumo fazer mais ou menos uma hora de listening “prestando atenção”, e mais algumas horas “sem prestar atenção”. Enquanto escrevo no blog, faço trabalhos da faculdade, jogo video-game, lavo a louça, etc. Em todos esses momentos eu procuro escutar algo em japonês, seja música, seja podcasts, seja o áudio dos textos que estudo [ainda não coloquei um rádio no banheiro, mas estou pensando na possibilidade...], o importante é escutar japonês [só tome cuidado para não escutar90% música 10% o resto...tente deixar as coisas balanceadas]

Os efeitos da prática diária de listening são fenomenais! O feeling para a com a língua aumenta em muito. Eu costumo estudar textos, procurando as palavras que não sei, e depois escuto o áudio do mesmo várias e várias vezes. No início mesmo eu tendo estudado as palavras, muitas coisa passa batido sem que eu entenda [Veja bem, eu estudei as palavras, porém ainda não entendo elas quando faladas]. Com o tempo e várias repetições do texto no meu ouvido as coisas vão se tornando claras. Vou me acostumando com a velocidade do texto, a forma, vou sentindo ele e as palavras vão ficando claras. Depois de algumas escutas, eu volto a ler a texto e… mágica! A leitura fica muito mais fluente! Eu novamente leio, procuro palavras que ainda não sei e retorno ao listening. Isso vai durar dias, até porque eu faço com vários textos ao mesmo tempo. Quando eu compreender 80-90% do texto, eu largo ele e passo para outro. E sigo nesse passo, praticando e praticando.

Eu chamo isso “The power of listening”. Em japonês eu gosto da frase:
繰り返せば繰り返すほど言葉になじみ、やがて流暢になるでしょう。[Kurikaeseba kirikaesu hodo kotoba ni najimi, yagate ryuchou ni naru deshou.]
Quanto mais você repete mais você se familiariza com a língua e em breve se tornará fluente.

Assim eu termino com a mesma pergunta do início: Quanto tempo de “listening”[escuta] você faz por semana em japonês?

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