Archive for November, 2007

Você sabe o que é Input e Output?

Posted on the November 7th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Você sabe o que é Input e Output? Input e Output são duas palavras muito importantes para quem estuda línguas estrangeiras. Mesmo assim, muita gente desconhece isso até mesmo na faculdade, como no meu caso, no qual muitos alunos do terceiro ano de Letras Estrangeiras não sabem o significado e a importância desses termos.
Em línguas, Input é tudo aquilo que recebemos, tudo o que lemos e escutamos. Output é tudo o que produzimos, tudo o que falamos e escrevemos. Se pensarmos nas quatro habilidades que praticamos numa língua (ler, escrever, falar e ouvir) veremos que ler e ouvir são atividades de Input, enquanto falar e escrever são atividades de Output.Agora pensemos: quais dos dois você acha mais importante? Input ou Output?
Eu creio que Input é muito mais importante. O motivo é que ao recebermos Input na língua que estamos estudando, aos poucos vamos nos acostumando com a língua, vamos adquirindo mais vocabulário e um certo feeling para com a língua. Um grande quantidade de Input, ou seja, exposição à língua, aumenta nosso vocabulário passivo, ou seja, passamos a entender cada vez mais e mais. Quando mais se ouve e se lê, mais se entende.

Por outro lado temos o Output, que é basicamente falar e escrever. Ele também é importante, no entanto, para que você possa ler e escrever bem, você precisa ter um bom vocabulário, assim como um bom entendimento da língua (você precisa de Input!). Escrever e falar é sempre mais difícil do que entender. Mesmo em nossa língua nativa, o número de palavras que entendemos é muito maior do que o número de palavras que utilizamos. Por exemplo, entendemos discursos de políticos, mas não falamos como eles, podemos ir a uma palestra sobre filosofia e entendermos tudo, porém muitas palavras que escutamos nunca iremos usar. Essa é a diferença entre vocabulário ativo e passivo. O nosso vocabulário passivo é muito maior em nossa língua nativa, e assim será na língua estrangeira.

Hoje em dia os cursinhos de idiomas dão muito valor para Output, forçando os alunos a falarem, sem que eles tenham confiança e nem mesmo vocabulário suficiente. Isso é muito frustrante e, a meu ver, o tempo perdido em aulas poderia ser usado para estar em contato com a língua, lendo e escutando, recebendo Input e se familiarizando com o idioma.

Na minha opinião, estudantes, principalmente iniciantes, não devem se preocupar com falar e escrever. Preocupem-se com entender, com estar exposto ao idioma, recebendo a maior quantidade de Input possível. Escute rádio na língua, veja TV na língua, escute Podcasts, leia textos, livros, etc. Quanto mais tempo você passar em contado com a língua melhor, e assim falar e escrever são coisas que virão com o tempo, naturalmente.

Espero que tenham gostado do post! Abraços e não deixem de conferir algumas das nossas sugestões de livros de japonês:

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Podcast Episódio #8 – “Causos Nipônicos”

Posted on the November 6th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Como eu senti que o episódio número sete e aquele blá blá blá sobre o blog estava ficando meio chato, resolvi abortar o última parte do episódio sete e lançar logo o episódio número oito, inaugurando a série “Causos Nipônicos”. Espero que gostem, desta vez são somente 10 minutos!
Por favor comentários!


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Download aqui.

PS: A Banda que escuto chama-se Every Little Thing, recomendação do Como Aprender Japonês.

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Clínica do Kanji #3 – Você, também, pode ser um peso pesado no ‘Kanji Sumo’

Posted on the November 5th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Clínica do Kanji, Coluna #3, The Japan Times, 25 de Maio, 2001

“Você, também, pode ser um peso pesado no ‘Kanji Sumo’”

Wang Qingli de Shanghai e Brian McCormick, um canadense, encontraram-se dois anos atrás em Tóquio quando caíram juntos no nível inicial de um curso de japonês intensivo. Ambos tinham dificuldades com compreensão oral, gramática e vocabulário desconhecido, porém eram motivados e diligentes. Após alguns meses, seus professores começaram a dar cada vez mais ideogramas. Foi nesse ponto que o progresso de Brian começou a ficar consideravelmente lento em relação ao de Wang.

Mesmo sem saber hiragana e katakana, desde seu primeiro dia no Japão Wang podia entender muito do japonês escrito que ela via em sua volta. Claro que ela não podia dizer a pronuncia do Kanji em japonês, mas assim mesmo ela tinha uma grande vantagem em relação a Brian: Ela já sabia o significo do Kanji em sua língua nativa, e sabia como escrevê-los de cor.

No último Dezembro ela passou o nível um do Teste de Proficiência em Língua Japonesa, e no momento estuda Farmácia numa universidade japonesa. Brian, por outro lado, logo foi devastado pelo Kanji. Sabendo que ele seria capaz de usar softwares capazes de converter palavras em Kanji, ele disse para seu professor que “aprender a reconhecer os ideogramas com o propósito de ler será suficiente”, e que ele não tinha interesse em aprender como escrevê-los a mão.

O professor avisou que em prol de ser capaz de distinguir o grande número de ideogramas semelhantes, Brian deveria desenvolver a habilidade de analisar as formas dos ideogramas. Então, Brian escreveu e reescreveu os ideogramas muitas e muitas vezes, mas acabou esquecendo muitos deles no final.

E as pronúncias! Mesmo Wang falou para Brian que ela também achava estas assombrosas. Um Kanji em chinês normalmente tem uma pronúncia, no máximo duas bem parecidas. Com japonês não é assim. Um Kanji típico em japonês tem de uma a três pronúncias derivadas do chinês (leitura on) e outras uma, duas ou três pronúncias que são as palavras em japonês, com o mesmo significado do Kanji (leitura kun).

Nosso amigo Canadense desistiu do curso quando foi pedido que ele repetisse o nível básico. Ele decidiu que aprender japonês era uma coisa sem esperança e voltou sua atenção para atingir fluência oral no idioma.

Brian foi um peso leve no “Torneiro Lingüístico de Sumo” conhecido como Aprendizado de Kanji. Diferente de pesos pesados como Wang, Brian e o resto de nós provenientes de um mundo sem Kanji encaramos a formidável tarefa tripla de aprender a forma, o significado e um vasto número de pronuncias para cada novo Kanji.

E se, ao invés de nos colocarmos no frustrante e muitas vezes infrutífero exercício de tentar simultaneamente memorizar todos os três aspectos de cada novo ideograma, tomemos uma abordagem “divide and conquer” [dividir e conquistar].

Esta é a estratégia proposta no livro de auto-estudo “Remembering The Kanji I”. Usando o sistema de James Heisig, os aprendizes aprender primeiro a forma e um significado, em sua língua nativa, para cada um dos 1,945 ideogramas de uso geral, antes mesmo de pensar em suas pronúncias.

Particularmente, eu demorei seis meses para completar o livro de Heisig e outro ano para aprender leituras suficientes para passar o nível 1 do exame de proficiência. Heisig diz que estudantes “full time”, devem ser capazes de terminar o livro de quatro a seis semanas.

Eles devem ter aproximadamente a mesma vantagem que Wang teve sobre Brian quando ela chegou no aeroporto de Narita: Mesmo que eles não saibam um única pronúncia, eles podem começar a sentir-se confortáveis com as palavras impressas no Japão, e suas vidas “nunca serão as mesmas novamente”.

Quando eles virem num estacionamento no supermercado uma placa escrito 8時 にて閉鎖します [Fecha as 8 horas], eles vão lembrar as “keywords” de Heisig para[tempo], [fechado] e [corrente]. Como os executivos de Taiwan que não são capazes de ler a placa em voz alta, mas podem entender o significado, eles irão para casa de carro, e não a pé.

Quando olharem bananas a venda e virem 減農薬lembrarão as keywords “reduzido-agricultural-remédio” e comprarão um produto mais seguro para seus filhos.

Quando virem徐行num sinal de transito, poderão lembrar “gradualmente-ir” e irão dirigir na velocidade adequada.

Tornando-se pesos pesados no “Kanji Sumo”, terão após a tarefa árdua de aprender as pronúncias dos ideogramas. Nós também vamos tratar disso, na próxima coluna da Clínica do Kanji!

Tradução por Mairo C. Vergara
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc3final.htm

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A internet rompendo barreiras!

Posted on the November 4th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Eu acredito que a internet é um dos melhores lugares para se aprender, principalmente línguas. Por mais moderna que possa ser uma escola de idiomas, eu creio que, ainda assim, uma escola nunca vai poder oferecer tanto material, tantas possibilidades de aprendizado de línguas quanto a internet pode oferecer, assim como tanta interatividade entre os estudantes. É sobre isso que gostaria de falar no tópico de hoje.

Desde que comecei o blog, estou realmente impressionado com o poder que a internet tem de aproximar pessoas fisicamente distantes. Os visitantes do blog, pessoas como o Tatau, o Jo, o Horyu, a Elaine, o Marcelo Marçal, o Deh (que deixou um comentário muito massa!), etc., todos esses, enfim, VOCÊS ai que estão lendo, fazem esse blog vivo, e isso tudo só é possível porque existe a internet para nos ligar.

Além disso temos também visitantes internacionais! Alguém viu os vídeos “As dificuldades do japonês“, que postei uns tempos atrás? Pois ontem eu recebi um comentário da autora dos vídeos, e conversei com ela por MSN!!!! E marcamos um conversa pelo Skype também. Coisa que eu nunca esperava! Falando em Skype, foi pelo Skype que conversei com o Julio, outro leitor do blog, o cara que “sabe mais japonês que os próprios japoneses“. O Júlio mora no Japão faz 10 anos, fez mestrado em língua japonesa na universidade de Osaka! Além disso, anteontem conversei pela primeira vez com o Steve Kaufmann, pois antes tinha sido somente por e-mail. Os planos para o LingQ são grandes, e ainda pretendo falar muito dele aqui.

Enfim, eu fico impressionado como eu estou conversando com tanta gente, fazendo tantos contados, tudo isso através da internet! Estudantes que fazem o tradicional “cursinho de japonês” tendem a não ter esse interatividade, creio eu. São muitas as pessoas que defendem que a internet acaba com as relações, porém eu creio que, quando bem usada, pode acontecer justamente o contrário, a internet pode promover relações! Diferente do estudante passivo, que espera que o professor lhe entregue tudo pronto, os estudantes ativos, que buscam material, buscam melhores formas de estudar, são estes os estudantes que estou conhecendo. Eu acredidto que estamos todos de certa forma ligados: eu, com o Como Aprender Japonês, O Tatau, com o Aprenda Japonês com o Tatau, o Jo, com o Aprendendo Japonês, o Katsumoto (o mestre!) com o All Japanese All The Time, a Loretta com seus videos “As dificuldades do japonês“, o Kaufmann com suas idéias maravilhosas sobre língua e seu LingQ e TODOS os leitores do blog. Cria-se assim uma comunidade, a qual não conhece barreiras geográficas, e é motivada basicamente pela vontade de aprender um idioma. E tudo isso ainda vai melhorar muito! Muito mesmo!

Obrigado a todo mundo, o blog e tudo que ele me proporciona me deixam muito, muito feliz.

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Como foram minhas aulas de Japonês

Posted on the November 1st, 2007 under Uncategorized by Mairo

Aproveitando o último tópico e o comentário do Horyu, resolvi escrever sobre como foram minhas aulas de japonês há alguns anos atrás, aqui no Brasil mesmo. Eu estou na Escola Modelo de Londrina, a qual tinha um método interessante. Em vez de uma aula, com vários alunos de mesmo nível escutando um professor, você ficava numa sala com alunos de níveis diferentes, e cada um fazia seu estudo, sendo que a professora ia auxiliando cada um individualmente. Era quase que um estudo pessoal. Você ia lá e estudava, tendo uma professora para te ajudar. Ora ela ajudava você, ora outros alunos. Funciona muito bem! Quem tem que estudar é o aluno, e a professora tira suas dúvidas.

Quando entrei na faculdade, resolvi fazer aulas de japonês que o departamento de línguas disponibilizava. Não deu certo! Por que? Porque eu sentava numa sala com vários alunos, pegava um livro cheio de exercícios e a professora falava “exercício 1, letra A, Mairo...”, e eu respondia. “Letra B, fulano de tal..“, e o fulano respondia. Era uma aula tradicional, a professora dava explicações, liamos um pouco, fazíamos exercícios, etc. Muito diferente do método da Escola Modelo… Pessoalmente não deu certo comigo. Sentar numa classe e responder exercícios não é o meu estilo. Eu prefiro sentar na minha casa, colocar uma música baixa, pegar o material e estudar! Cansei? Paro, faço um café, dou uma relaxada de uns 10 minutos e continuo.

Esse é o modelo que proponho. Estude você, na hora que você quiser, no lugar que você quiser! Mas estude!
Eu estou pensando num curso, um jeito de disponibilizar material e orientação para quem quer estudar por conta mas ainda esta meio perdido. Assim, sugestões são bem vindas!

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