A história da Ana: fluência total em japonês em apenas 3 anos!

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Já faz algum tempo que quero contar isso aqui no Blog… é a história de uma amiga minha que conheci no Japão, o nome dela é Ana. 

A Ana foi para o Japão quando estava no terceiro colegial, para jogar Softball. Ela jogava desde criança e fazia parte da seleção brasileira. Ela ganhou uma bolsa para treinar no Japão, ela e uma amiga. Quando foi para o Japão, a Ana não sabia nada, absolutamente nada de japonês. No entando, pelas leis japonesesas (ou da bolsa, não sei ao certo), ela tinha que treinar e também estudar numa escola japonesa. Ela assim entrou no último ano do colegial japonês. No primeiro ano, ela morava junto com a amiga brasileira, porém convivia com as outras japonesas do Softball e da escola, diariamente. Ou seja, exposição total ao idioma. No segundo ano, a amiga dela foi para outra cidade e a Ana ficou sozinha, ou melhor, ficou somente com as companheiras de Softball, pois ela também já tinha se formado na escola. Ao mesmo tempo que treinava, ela fazia aulas de japonês, com professores japoneses. Este segundo ano foi um ano de TOTAL exposição, nada de português! Japonês 24 horas por dia! Ela levantava cedo e ia treinar Softball com técnicos japoneses, jagadores japoneses, amigos japoneses, etc.. A tarde ela estudava numa escola de japonês onde os professores eram japoneses e só falavam japones, onde não haviam brasileiros, onde era TUDO EM JAPONÊS. Voltando para casa ela encontrava com as meninas do Softball e só falava e escutava japonês. No fim de semana saia com japoneses, bebia com japoneses, etc. No fim do ano a Ana passou no nível 2 do exame de proficiência em japonês, e dizia ela que ao ligar para a mãe no Brasil, tinha dificuldades de falar em português, colocando palavras me japonês no meio do português. No terceiro ano a Ana entrou para uma Universidade no Japão e no fim do ano passou no nível 1 do exame de proficiência em japonês.

Quando eu conheci a Ana, lá no Japão, era engraçado pois quando ela falava em japonês com alguém, pensavam que ela era japonesa, e mesmo que ela falasse “Não, sou Brasileira”, os japoneses só acreditavam quando ela começava a falar em português comigo. Ela também conversava bastante comigo sobre japonês, sendo que ela não sabia nada de gramática! Ela sabia a língua, como um japonês, mas pergunte pra ela a diferença entre falar assim ou assado, por que usa isso ou aquilo, e ela te olha com cara de boba.

Ela aprendeu a língua naturalmente, do mesmo que uma crinça aprende! Claro que ela teve de estudar, ou você acha que uma criança passa no nível 1 do exame de proficiência? A Ana é um dos exemplos de como gramática, aulas, livros didáticos, exercícios, dever de casa, tudo isso vai contra a natureza do ser humano, que é simplesmente adquirir a língua naturalmente.

Eu conheço uma pessoa que fez algo semelhante, mas é um cara da Inglaterra. Ela aprendeu ainda mais rápido que a Ana, mas usando uma método um pouco mais “hardcore”. Isso fica para o próximo tópico.

 

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