Aprender Línguas é muito mais simples do que parece!

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Finalmente depois do semestre mais estressante, mil estágios, aulas, treinos, warcraft (hehe) e tudo mais, estou de férias! É pouco tempo, mas suficiente para colocar uns textinhos bem interessantes no Blog. Espero que gostem, ficou grande mas vale a pena ler, e ainda vai ter continuação!


Aprender Línguas é muito mais simples do que parece!

Cada vez mais eu tomo consciência de que aprender idiomas é algo simples e divertido, praticamente um “hobby inteligente”. O problema aqui é que nossas escolas e professores tentem a complicar tudo com suas “estratégias de leitura”, “atividades de consersação”, “curso de imerção intensiva 24 horas full time every day for just $78230380 per hour”… Eu como um bom professor nada acadêmico proponho que esqueçamos as salas de aula, professores, workbooks, etc., e foquemos no mais importante: a língua, e como podemos aprendê-la. Eu concordo 120% com Steve Kaufmann que idiomas não se ensinam, mas sim se aprendem. Pode parecer paradoxal, mas meu papel como professor não é te ensinar o idioma, e sim te mostrar o como aprender. Não vou comer o bolo pra você, vou dar a faca e o garfo, e você come sozinho, essa é a questão.

Embora estejamos na era das aulas do tipo “aqui você começa falando!”, “em nosso curso o aluno aprende a falar desde a primeira aula” e genéricos, a coisa não funciona bem assim. Pense que antes de falar sua língua nativa você escutou esta mesma durante muito tempo! Crianças são totalmente burras, mas em certos aspectos elas simplesmente acabam com a gente, ganham de 1000 a zero. Língua é um desses aspectos. Pense na relação compreensão/produção de uma criança de 3 anos. Ela fala muito pouco, frases simples, muito básicas. Mas ele entende absudamente! Ela pode não conseguir falar “Vou agora tomar café, depois escovo os dentes, preparo meu material e vou para a escola que começa as 8 horas”, mas se você falar “Tome café, escove os dentes e vamos então para a escola, pois a aula começa as 8” ela vai tomar o café, escovar os dentes, pegar a mochilinha e então você vai levá-la para a escolinha. Ohhhh.. que lindo, você em dois dias de cursinho aprendeu a falar a frase acima, de modo bem tosco e não-natural, mas ainda assim você consegue falar. Quando chegar um falante nativo e falar a mesma frase pra você, na velocidade normal da língua (uhuuu, “como eles fala rápido”, você vai pensar provavelmente) você vai ficar boiando e seu cursinho de conversação (junto com seu dinheiro) foi pro saco.

Convenhamos, antes de falar temos que aprender a ouvir. É bem comum professores de português (incluindo eu mesmo) dizerem que “quando mais você lê melhor você escreve”. Isso é verdade para línguas estrangeiras também. Ler está diretamente relacionado com escrever. No entando não vimos muito a afirmação “quanto mais você escuta mais e melhor você fala”. Falar está diretamente relacionado com escutar. É por isso que eu odeio aquelas aulas de metologia de ensino, didática e afins. Pelo amor de deus, um professor falando sobre as teorias de ensino e os problemas sociais e psicológicos que influenciam o trabalho do docente (ponto para quem acertar meu termo acadêmico…) não vai formar jamais um bom professor. O que vai formar um bom professor são outros bons professores, dando o exemplo de como dar uma boa aula lá na frente. Cursos de formação de professores deverem ser compostos de BONS professores (desculpe usar a palavra professor 212 vezes, mas não há outra), não importando o que eles ensinassem. Um ano de aulas com bons professores de física, educação física e história formaram um ótimo professores, pois os alunos vão se espelhar nos grandes mestres que tiveram. Mil anos de aula de didádica e metodologia com professores horríveis [99% das aulas de didática e metodologia são a coisa mais chata do mundo por culpa não da disciplina, mas dos professores] vão formar professores horríveis e chatos…. Enfim, não quero destruir o pessoal da pedagogia, até porque há possibilidades de eu fazer meu mestrado em Letras/Pedagogia (ou seja, se algum deles ler isso aqui, já era meu mestrado).

Voltando ao assunto principal, o eu quero dizer é que há uma ordem básica nos estudos de uma língua estrangeira. Esqueça a parte de falar e escrever por um tempo, e foque em escutar e ler. Aqui creio haver duas possibilidades: Você pode ir do modo “cool” escutar/ler > falar/escrever ou então no super natural escutar > falar > ler > escrever. Depende muito de suas necessidades. Muita gente busca muito mais a comunicação, outros preferem aprender a ler, pois tem interesse no material de revistas, jornais, websites, blogs, etc. A idéia aqui como eu sempre digo é muito simples. Imagine um copo d’água: cada vez que você escuta sua língua em questão é como se você colocasse uma gota d’água no copo. Para leitura o mesmo. Cada texto que você é uma gota no copo. E ele vai enchendo, enchendo, enchendo… Vai chegar uma hora que ela vai estar cheio e então transbordar, a água (a língua) vai começar a sair pra fora! Você vai estar falando e escrevendo, pois o copo já está cheio! Ou seja, uma vez que você definiu seu caminho, basta escutar, escutar e escutar, ou ler, ler e ler! Ok, você ficou perido agora não é mesmo? Claro, não é só escutar sem pensar… Existem algumas dicas de COMO ESCUTAR E LER, assim como outras dicas de COMO POLIR SEUS ESTUDOS, coisas que vou tratar nos próximos artigos, assim fique ligado no Como Aprender Japonês!

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3 Responses to Aprender Línguas é muito mais simples do que parece!

  1. gabriela says:

    Oii, queria disser q seu blog é maravilhoso, comecei a assistir novelas japonesas, começei ame interessar bastante e quero aprendar a falar e a escrever, pra quem sabe viajar para o Japão, para vvcs verem o quanto eu fikei viciada nisso, adorei o seu site, e tudo bem explicadinho, só queria saber mas os nomes, pq a gente fala uma coisa e é bem diferento, por exemplo, meu nome é Gabriela em japones fika Gaburiela, qro aprender muiito mas ta bem dificil vou tenta com todas as minha forças aprender, ser vc puder me dar uma ajuda, ou qualquer outra pessoa q saiba JaponÊs , pode me enviar emails :gabi_miazita@hotmai.com
    obriigada Mairo

  2. Yuina/Bruna says:

    Olá, estou lendo o seu blog a algum tempo, me assemelho em vc em algusn aspectos.. tenho interesse no japonês e no inglês.. – não seria interesse a palavra que mais me enquadraia ao meu sentimento diante do inglês, mas falta de opção-
    mas achei interessante sobre vc falar sobre crianças de 3 anos. SEi lá.. tenho 2 filhas, uam de 3 anos e uma de 1 ano, e julgando pela minha filha de 3 anos, ela forma frases complexas. A ensinei a falar “ve-la” ao invez de “ver ela”. Mas isso só foi possível ao instruir adequadamente. A corrigir e corrigir os outros quando eles falam, compreender o que ela deseja falando minimamente, mas a forçar a falar de forma que todos a compreendam. então julgo que sou uam boa – na mente da minha filha devo ser carrasca- professora. A mesma coisa, acreditoq ue seja pra outros idiomas. vc deve conviver com quem fale correto e corrigi-lo, e mesmo o compreendendo, deva o instruir a falar de forma que todos o compreendam..
    meu texto tá massivo… mas achoq ue a mendagem é essa.

    parabens pelo blog – desculpa o assacinato do portugues.. escrever com 1 mão e segurar 2 pestinhas na outra exige sacrifícios!

  3. Gaburiela/Gabriela says:

    muito legal adorei saber falar meu nome em japonês;
    meio igual + incrivel;
    amei esse blog

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