Archive for the ‘Dicas para aprender japonês’ Category

Como Aprender Japonês – Guia Completo

Saturday, April 2nd, 2011

Este é um guia completo, passo a passo, de como você pode aprender Japonês do zero até o avançado. Não é um guia fácil, mas também não é impossível. Siga os passos, não desista e tudo dará certo.

Primeira fase: KANJI

A primeira coisa que você vai ter de aprender são os ideogramas usados na escrita Japonesa. Muita gente vai te dizer que eles são a parte mais difícil do aprendizado do idioma Japonês e que somente os japoneses conseguem aprender. Babaquice. Qualquer um pode aprender o Kanji se estudá-los de maneira correta. Você precisa de duas coisas: um SRS e o livro Remembering the Kanji. Leia aqui sobre SRS e aqui sobre o Remembering the Kanji. Por fim, leia aqui como usar os dois juntos. Seu objetivo é dominar os 2048 ideogramas do Remembering the Kanji, sabendo seus significados e como escrevê-los de cabeça.  Isso pode levar de um mês (se você estudar o dia inteiro) ou um ano. Basta seguir em frente, não pense no quanto falta para chegar lá, apenas continua estudando, todos os dias.

Segunda fase:

Japonezando sua vida

Você pode fazer isso enquando faz a primeira faze. Leia os posts sobre “japonezar sua vida”. Para aprender o idioma você vai ter que vivier o idioma. Se você tem dispozição para completar o Remembering the Kanji (primeira fase), provavelmente você tem para “japonezar sua vida”. Música, TV, revistas, internet, etc. É hora de viver o Japonês! Lembre-se apenas que isso tem que ser diverdido. Trate então de fazer coisas que você gosta, em japonês.

Terceira fase:

Sentenças

Usando um SRS é hora de começar a aprender sentenças em japonês. Muitas, muitas sentenças. Leia sobre sentenças e SRS. Seu objetivo deve ser um total de 10000 sentenças. Este é um número grande, muito grande. O importante é não desanimar e seguir em frente. Muitos leitores desde blog começaram a fazer isso e hoje em dia sabe tanto ou mais japonês do que eu. Assim, nada te impede de fazer o mesmo.

Quarta fase:

Be happy!

Comemore! Dominando o remember the kanji, com sua vida japonezada e 10000 sentenças adicionadas e revisadas você agora fala japonês fluentemente, passa no 1kyu dando risada e pode até mesmo escrever seu próprio blog sobre o idioma japonês. Congratulations!

10 dicas para aprender japonês

Friday, October 2nd, 2009

Aprender japonês pode ser complicado quando não sabemos “o caminho certo”. Muitas pessoas tentam aprender sozinhas e acabam desistindo. De fato, principalmente se esta é sua primeira língua estrangeira, aprender japonês pode ser complicado. Mas depois que você pegar o jeito, vai ver que não tão difícil assim. Hoje eu trago dez dicas que você absolutamente deve saber/conhecer para turbinar seus estudos do idioma japonês! Tenta não somente ler as dicas, mas aplicá-las aos seus estudos. Eu recomendo imprimir as dicas e sempre lembrar se você está, ou não, as seguindo. Se você seguir esses 10 princípios, o seu sucesso nos estudos é mais que garantido! Sintam-se livre para comentar e adicionar mais dicas!

  1. Concentre seus estudos em LER e ENTENDER. Falar e escrever virão naturalmente se você souber LER e ENTENDER. Muita gente não acredita e acha que devemos falar para aprender a falar e escrever para aprender a escrever. ERRADO! O segredo é “leia para escrever, escute para falar”. Eu diria que a proporção é 9/1: para cada 9 horas de leitura, 1 de escrita, e para cada 9 horas de escuta, 1 de fala.
  2. Escute horas e horas de japonês todos os dias! Escute japonês de verdade (rádio, tv, anime, dorama, podcasts, youtube, etc.) todos os dias durante horas! Mesmo que você não entender nada no início, escutar é fundamental para sedimentar o japonês na sua cabeça. Com a Internet, não há desculpas para não escutar japonês todo o dia!
  3. Escute coisas compreensíveis também! Seguindo a dica anterior, além de escutar todos os dias sem parar, escute também textos simples, que você já estudou e entende. Escute até decorar os textos, até ser capaz de repetir tudo de cabeça. Esse é o caminho da fluência! Repetição, repetição e mais repetição! Livros didáticos são ótimos para isso. Outro bom lugar para conseguir recursos é o LingQ.
  4. ROMAJI é proibido! Romaji, ou seja, o uso das letras romanas (a, b, c…), deve ser evitado ao máximo, se não completamente. Se você aprende usando Romaji, troque de livro/professor/material/etc., pois isso não é japonês de verdade. “これは本当の日本語だよ” <<< Isso é japonês de verdade.
  5. Aprenda Kanji, toneladas de Kanji! O normal é aprender Hiragana/Katakana e então ir, ao poucos, aprendendo o kanji. Esqueça isso! “Poucos” kanjis não servem para nada. Você precisa aprender toneladas de kanji, mergulhar no kanji, se afogar no kanji… Em termos de kanji, muito nunca é demais.
  6. Aprenda inglês! Sim, é isso mesmo! Aprenda, ao menos, um pouco de inglês, pois os bons materiais de estudo estão todo em inglês. Não é absolutamente necessário, mas pode ajudar muito. Principalmente para as duas próximas dicas.
  7. Estude o livro Remembering the Kanji e o guia online Tae Kim’s Grammar Guide. Eles estão entre são os melhor materiais da história para os estudos de língua japonesa!
  8. Leia o blog All Japanese All The Time, todo ele! Foi por causa dele que eu comecei a fazer o Como Aprender Japonês, então nem tenho mais o que falar, certo?
  9. Aprende o que é e como usar um SRS. SRSs são programas de memorização que podem dar uma supre turbinada nos seus estudos! Minha super recomendação é o ANKI, mas existem outros como o Memosyne. A diferença entre um estudante usando um SRS corretamente e um estudante tradicional é a mesma de um fusca para um carro de fórmula 1.
  10. Não desista nunca! Não pare de estudar porque “japonês é difícil”. Simplesmente continue estudando e uma hora você ai chegar lá. Leva tempo, mas é uma questão de dedicação, nada mais. Todo mundo que estudou e não aprendeu, simplesmente se dedicou por tempo insuficiente. O seu nível em qualquer idioma é resultado direto do número de HORAS que você passou com o idioma. (horas estudando o idioma EM PORTUGUÊS não contam, assim se ficou meia hora lendo as regras gramaticais para o pretérito imperfeito e leu 3 frases em japonês sobre isso, seu tempo de estudos foi somente um ou dois minutos).

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Tradutor Japonês – Quais os melhores?

Thursday, September 24th, 2009

Recentemente, falei sobre o dicionário de japonês do Yahoo, que é realmente muito bom.  Hoje, o assunto é tradutor japonês. Eu notei que muita gente procura não somente por dicionários online, mas também por tradutores de japonês. Você deve saber que tradutores automáticos não são muito confiáveis, eu, inclusive, recomendo o uso de um dicionário, e não de um tradutor automático, para os estudos. Porém, já que existe muita procura pelo assunto, resolvi fazer um post analisando alguns dos tradutores de japonês online disponíveis. Escolhi cinco frases para serem traduzidas com cada um dos tradutores, para então comparar os resultados entre os tradutores e com a tradução real das frases. Espero que gostem!

Frases a serem traduzidas:

私の名前は田中です。
Meu nome é Tanaka.

これはいくらですか。
Quando custa isso?

勉強しなければなりません。
Tem que estudar!

私が知る限りでは、彼は車で来ます。
Pelo que eu sei, ele vem de carro.

空手は武器を用いない護身術である。
Karate é a arte da defesa pessoal sem o uso de armas.

Tradutores a serem analisados:

Google Translator (Tradutor Japonês <> Português)

Babylon Translator (Tradutor Japonês <> Português)

Yahoo Babel Fish (Tradutor Japonês <> Inglês)

Traduzindo…

Vamos traduzir as frases então! Eu escolhi frases simples, com pontos interessantes para vermos se os tradutores entendem o que está escrito.

Frase 1: 私の名前は田中です。Meu nome é Tanaka.

Google Translator:  Meu nome é Tanaka. (nota 10!)

Babylon Translator: Meu nome é Tanaka. (nota 10!)

Yahoo Babel Fish: My name is Tanaka (Meu nome é Tanaka – nota 10!)

Frase 2: これはいくらですか。Quando custa isso?

Google Translator: Qual é o valor. (nota 8)

Babylon Translator: Uma quantidade isso que isto lá? (eerrrg, nota 0!)

Yahoo Babel Fish: Is this how much? (Quando custo isso? – Nota 10)

Frase 3: 勉強しなければなりません。Tem que estudar!

Google Translator: Devem estudar. (nota 9)

Babylon Translator: Tem que estudar. (Nota 10!)

Yahoo Babel Fish: You must study. (Você tem que estudar – nota 9)

Frase 4: 私が知る限りでは、彼は車で来ます。 Pelo que eu sei, ele vem de carro.

Google Translator: Tanto quanto eu sei, ele vem de carro. (nota 10)

Babylon Translator: Entra em consideração saiba no carro. (errg, nota 0)

Yahoo Babel Fish: If I know, with, as for him it comes being the car. (Se eu sei, com, ele vem sendo o carro – outro horrível! Nota 0!)

Frase 5: 空手は武器を用いない護身術である。 Karate é a arte da defesa pessoal sem o uso de armas.

Google Translator: Karate é uma auto-defesa sem armas. (nota 10)

Babylon Translator: O caratê a defesa nenhum como usar uma arma para.. (ZERO!)

Yahoo Babel Fish: Karate is the self defense technique which does not use the weapon. (Karate é a técnica de auto defesa que não usa armas – nota 10)

Médias:

Google Translator: 9.4

O tratudor do Google ficou com uma ótima média. Antigamente ele era muito ruim, mas hoje em dia está cada vez melhor! Pelo que eu sei eles tem um banco de dados de traduções humanas que ajuda na tradução, deixando ela menos automática.

Babylon Translator: 4.0

O Babylon é o maior dicionário online/eletrônico do mundo. Porém o serviço de tradução ficou um pouco a dever, traduzindo somente duas frases corretamente.

Yahoo Babel Fish: 7.8

O tradutor de Yahoo se mostrou bom para algumas frases e horrível para outras. Além disso, ele traduz para o inglês e não para o português.

Conluindo

O Google como sempre leva o primeiro lugar! Porém, como já disse, eu recomendo sempre o uso de um dicionário. Use o tradutor apenas como um auxílio, quando você entender as palavras, mas mesmo assim ainda não entender o sentido da frases. Eu vejo muitos alunos usando o Google Translator para estudar e, particularmente, não recomendo, pois os alunos simplesmente não pensam e deixam o computador traduzir tudo.

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Aprenda Japonês com o Japanese Pod 101

Friday, September 18th, 2009

Você conhece o Japanese Pod 101? Já ouviu falar? Não? Pois então deixe eu te falar um pouco sobre um dos maiores sites para o aprendizado de japonês do mundo! Eu conheci o Japanese Pod 101 em 2006, quando estava morando no Japão. O site oferece lições de japonês em formato de podcast, com recursos adicionais para membros registrados. Vamos ver mais de perto como tudo isso funciona!

Podcast? Que isso?

Podcast é como se você um programa de rádio, mas que você pode fazer o download e escutar qualquer hora no seu computador, no seu mp3, no rádio do carro, etc, no chuveiro, etc. As lições do Japanese Pod 101 são em formato Podcast. Nelas, os “professores” conversam e apresentam textos, explicações, curiosidades, etc., sobre o idioma japonês. Normalmente os apresentadores são americanos e japoneses, assim você sempre tem um falante nativo para dar aquelas explicações mais complicadas. O podcast é em inglês, assim é necessário um conhecimento mínimo do idioma para acompanhar as lições. Porém, eu mesmo, quando comecei, não sabia muito inglês, e, escutando o Japanese Pod 101, acabei aprendendo tanto japonês quanto inglês!

Dê uma olhada numa das lições para ter uma ideia do que estou falando: DOWNLOAD

As lições são divididas nos seguintes níveis:

  • Newbie – Novatos
  • Beginner – Iniciantes
  • Lower Intermediate – Pre-intermediário
  • Intermediate – Intermediário
  • Upper Intermediate – Intermediário-Avançado
  • Survival Phrases – Frases para sobrevivência!

Há também lições extras do tipo:

  • Lições em vídeo
  • News
  • Lições sobre cultura japonesa
  • Audio Blog
  • Onomatopéias

Materiais extras

Além dos podcasts, o site oferece materiais no formato PDF com textos e exercícios de gramática e kanji para cada uma das lições. Nesses materiais você encontra todos os textos, palavras e ideogramas abordados na lição. Além disso, recursos como prática de pronúncia, exercícios extras de kanji e gramática, dicionários, preparação para testes de proficiência e até mesmo tutores personalizados estão disponíveis! O interessante é que, em 2006, quando conheci o site, eles tinham apenas os podcasts com os PDFs, e, hoje em dia, são um gigantes centro de estudos para o idioma japonês.

E tudo isso é de graça?

Quase, hehe. Os podcasts são totalmente gratuitos! São centenas de lições em áudio, tudo de graça! Porém, para ter acesso aos PDFs e outros recursos é preciso se associar ao site.  As boas notícias são: 1) você pode testar o site durante 7 dias, para saber se realmente vale a pena, 2) os preços são muito em conta! A assinatura básica custa 4 dólares por mês (7,20 reais, segundo a cotação de hoje 18/09/09), a assinatura padrão (a mais comum) sai por 10 dólares (18 reais) e a premium , que oferece uma tonelada de recursos, custa 26 doletas (46,90 reais). Se você pensar que toda semana há lições novas e que você pode acompanhar todos os níveis que quiser, vai ver que o preço realmente vale a pena, principalmente se comparado ao preço de cursinhos de japonês (que custam de 100 pra mais!). Eu sugiro que você faça sua conta de testes, use o site durante uma semana e então veja por si mesmo se vale a pena assinar!

Fazendo a conta de teste!

Acesse o site do japanese pod 101 e procure por esse botão:

japanese-pod-101b

Clique nele para criar sua conta de 7 dias grátis! Use-a para aproveitar todas as vantagens do site e ver se vale a pena pagar uma assinatura!

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Como eu aprendi o alfabeto japonês japonês em 2 semanas

Friday, September 18th, 2009

O alfabeto japonês é formado de dois silabários (hiragana e katanaka) e um montão de ideogramas (kanji). Disso você já sabe (caso não saiba, confira O alfabeto japonês). Os ideogramas, por serem em número muito alto, levam um bom tempo para serem aprendidos, porém, os silabários podem ser aprendidos facilmente. Hoje eu vou falar de como aprender o alfabeto japonês em 2 duas semanas, pois eu fiz isso e você pode fazer o mesmo!

O começo de tudo!

Tudo começou quando eu mudei para Londrina e, na falta do que fazer, resolvi estudar japonês numa escola do lado da minha casa. Logo na primeira aula, a professora me explicou que, em japonês, não era “a e i o u”, mas sim “a i u e o”. E com isso vieram 5 letrinhas, como você pode ver na imagem abaixo:

alfabeto-japones

No início, pensei que era impossível fazer esses “riscos sem nexo”, mas logo me toquei que era exatamente a mesma coisa que aprender o “a e i o u”. No começo, fica realmente esquisito e feio, mas, com a prática, as letras vão ficando bonitinhas. Uma coisa que acontece é que sempre vemos o alfabeto japonês escrito em imagens ou no computador, bem feitinho e bonito, mas nunca nos deparamos com uns garranchos japoneses. Por isso, pensamos que as letras tem que ser sempre perfeitas e ficamos achando que não sabemos escrever, o que não é verdade. Enfim, após um pouco de prática eu acabei decorando a escrita do “a i u e o”. Então a professora apresentou o….

alfabeto-japones-b

Lá fui eu aprender mais cinco letrinhas. Depois disso, ela falou que em média os alunos aprendiam 5 letras de cada vez e levavam de um a três meses para aprender todo o alfabeto. Na hora eu não pensei muito sobre isso, simplesmente peguei uma tabelinha com o alfabeto e fui pra casa estudar…

Estudando em casa!

Como eu achei tudo aquilo muiiiiiito legal, fiquei viciadão em casa estudando o alfabeto. Em vez de pegar 5 letras de cada vez, como a professora tinha dito, peguei logo 15! Eu dava uma olhada nas letras, copiava-as num caderno e então me testava. Simplesmente olhava para uma letra e tentava lembrar a leitura. Se não lembrava, olhava na minha tabela. E seguia fazendo isso, pura decoreba. O problema é que, depois de decorar as 15 letras, eu já queria outras 15! Segui então estudando todos os dias, copiando tudo no caderninho e praticando toda hora. Depois de duas semanas eu falei para a professora: “Chega de alfabeto, já sei tudo, vamos logo começar nossa apostila (que estava toda escrita em japonês)”.

O segredo!

Na realidade, não há segredo para aprender o alfabeto japonês. Basta ir, aos poucos, praticando a leitura. Escreva as letras numa caderno, do mesmo modo que vê nas imagens desse post, então tape a parte da leitura e tente lembrar o significado. Quando não lembrar, olhe a leitura. Pratique um pouco da escrita para fixar a forma da letra na cabeça e teste novamente. Faça com 5 letras de cada vez e quando enjoar mude para outras cinco. Vá indo e voltando entras as letras. Faça testes com 5 letras, depois com 15, depois com 30 e depois com todo o alfabeto. Não há mistérios e, depois de acostumar, o alfabeto japonês fica igual o nosso alfabeto. Há, porém, uma pequena diferença entre o hiragana e o katakana. O hiragana, por ser bem mais usado, é, em geral, mais fácil de fixar, enquanto o katakana, embora tenha traços até mais simples do que o hiragana, por ser menos usado, leva mais tempo para ser firmemente decorado.

Bom, agora fica com você. Passe nos posts sobre o alfabeto japonês e hiragana/katakana para pegar tabelas e listas de letras e começa já a estudar! Estude todos os dias e daqui a duas semanas volte aqui no blog e deixe um comentário contando os resultados!

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Cesar Cielo – Ganha quem QUER mais!

Wednesday, August 5th, 2009

Como o Cesar Cielo foi campeão do mundial de natação, resolvi republicar este texto, que escrevi quando ele ganhou as olimpíadas. Boa leitura!

Quem viu o Cesar Cielo ser campeão olímpico de natação? Depois que o Cielo garantiu nosso único ouro até o momento em Pequim, eu vi o Gustavo Borges falando sobre o que o nadador precisa para ser campeão: fazer o básico (largada, chegada, etc), nadar bem (óbvio) e querer.

Quem quer mais é que vai ser campão”, Gustavo Borges.

E no jogo de aprender línguas vale o mesmo. Quem quer mais é que vai aprender! Esse é um problema antigo no aprendizado de línguas. Estudantes sem motivação alguma, mas que por algum motivo qualquer querem aprender um idioma e então vão fazer cursos, ou pagam aulas particulares, quando na realidade não querem de verdade aprender, simplesmente precisam do idioma por algum motivo, normalmente trabalho. Esses estudantes dificilmente vão aprender. É como nadar uma prova de 50 metros simplesmente por nadar, sem vontade de vencer, de ser campeão. Todos os campeões tem uma coisa em comum: a vontade de ser campeão. Não nadam ou jogam ou estudam pelo dinheiro, mas sim porque querem se superar, querem vencer. Do mesmo modo todos os estudantes que sucedem no aprendizado de línguas compartilham a vontade de aprender, a vontade de entender a produzir o idioma que estudam.

Indo além na minha comparação, as diferenças entre competidores de alto nível são mínimas. Micheal Felps, maior nadador na história, ganhou uma de suas medalhas por 0,01 segundos de diferença para o segundo colocado. Sabe o que ele falou para o Cielo? “Essa foi por um centésimo de segundo, então coloca a mão na parede (da piscina) a mais cedo possível que você ganha!”. Pois quando estudamos línguas, não importa muito quem tem mais jeito, quem aprende mais fácil, etc. É quem quiser mais, quem “colocar a mão na parede mais cedo”, esses são os que vão aprender, esses serão os campeões!

Língua e esporte tem muito em comum. Diferente dos outros tipos de estudo, língua é algo que necessita prática, treino, paciência e persistência. Por mais que os professores “modernosos” venham com esses papos de sala de aula dinâmica, aulas assim ou assado, psicologia, seilaoquegia, etc. Tudo isso é uma imenso blá-blá-blá para encher as salas de aulas de alunos que pagam mensalidades caríssimas. Tomando as palavras do Gustavo Borges, para ser campão você precisa:

  1. Fazer o básico: estudar, e com regularidade;

  2. Nadar bem: saber estudar, estudar bem! É melhor fazer exercícios ou ler um texto? É melhor estudar com romaji ou com kana/kanji?

  3. Querer: você tem que querer aprender, nada de “preciso aprender”. Se você não gosta ou não quer aprender, melhor tentar fazer outra coisa.

Bom, espero que o texto ajude você a dar uma melhorada nos seus estudos, ou pelo menos refletir um pouco, já que essa é uma lição que serve para muitas coisas na nossa vida. Até a próxima!

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10 motivos para aprender Japonês

Sunday, July 19th, 2009

curso-de-japones-10-motivos-para-aprender-japones

Todo mundo estuda Inglês, pois o idioma é importante para conseguir um trabalho melhor, poder estudar nos USA, etc. Todo mundo estuda Espanhol, porque é a segunda língua do mundo, depois do Inglês, porque é parecido com Português, etc. Todo mundo quer estudar Chinês, porque é a língua do futuro, porque os negócios com a China estão bombando, porque a China vai dominar o mundo, etc. E Japonês, por que aprender Japonês? Hoje resolvi fazer uma lista de 10 motivos para aprender Japonês!

10 motivos para aprender Japonês agora!

1. Prestígio: Se você aprender Japonês, todos vão pensar que você é MUITO inteligente.

2. Conhecimento: Conhecer e compreender o alfabeto japonês, um tipo de escrita muito bem bolada (kanji), milenar e bem diferente do que estamos acostumados. Os ideogramas japoneses são fantásticos, praticamente uma forma de arte. Prepare-se para impressionar seus amigos escrevendo 侍 (samurai) e, melhor ainda, suas amigas, escrevendo 愛 (amor).

3. Entendimento: Você vai conhecer a cultura japonesa de verdade, entendendo como vivem e pensam os japoneses. Muito coisa que vemos no Brasil, principalmente por meio de Otakus malucos, é fora da realidade. Aprendendo o idioma, você vai, de fato, entender o que é e como funciona a cultura japonesa.

4. Aprofundamento: Expandir sua realidade, podendo ter toda a mídia japonesa a disposição para adquirir conhecimento. Games, animes, livros, revistas, etc. Tudo vai estar a sua disposição. Dragon Ball dublado nunca mais!

5. Bom senso: Você vai cantar músicas em Japonês sabendo o que está falando, e nunca mais vai fazer parte dessa comunidade.

6. Oportunidade: Você pode conseguir uma bolsa de estudos para o Japão e ficar lá ganhando dinheiro, estudando e comendo sashimi com cerveja. (Eu fiz isso! Então você também pode!)

7. Sonho: Suas chances de casar com a Koda Kumi sao 1% maior.

8. Noção: Você vai saber que “arigato” não vem de “obrigadô”.

9. Cultura: Você vai ter acesso a uma das culturas mais ricas do mundo, aprendendo são somente um idioma, mas tudo que existe por trás do mesmo: Kendô, Shodô, Kyudô, Origami, etc.

10. Moral: Você vai ser FODA, meu, tu vai saber Japonês! Tem noção! Inglês todo mundo sabe, agora Japonês…

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Aprenda Japonês com um Dicionário Japonês-Japonês!

Tuesday, May 19th, 2009

Dicionário Japonês
Dicionários são necessário para aqueles aprendendo japonês ou qualquer outro idioma. Isso você sabe (embora eu já tenha conheça pessoas que aprenderam sem usar dicionários… mas isso é outra história). A questão é a diferença entre dicionários bilíngues e monolíngues. Que é isso? Dicionários bilíngues são aqueles normalmente usados por estudantes de línguas estrangeiras, trazendo duas línguas, por exemplo, Inglês-Português, Português-Inglês, Japonês-Português, Português-Japonês, etc. Monolíngues são os dicionários com somente uma língua, exemplo, Português-Português, Inglês-Inglês, etc. Em japonês são os 英和&和英辞典 (eiwa & waei jiten, bilíngues) e os 国語辞典 (kokugo jiten, monolíngues). Todo estudante sério de uma segunda língua deve ir o mais rápido possível para o dicionário monolíngue.
A ideia é ficar o mais longe possível da sua língua nativa. Obviamente, no início, isso não é possível, mas, como já disse, o ideal é abandonar o dicionário bilíngue o mais cedo possível e migrar para o monolíngue. Passei a usar um monolíngue pouco tempo atrás (pouco mesmo, menos de um mês) e já posso sentir como a qualidade do processo supera a quantidade do mesmo, feito com um dicionário bilíngue. Usando dicionários bilíngues a velocidade e praticidade são maiores, e você aparentemente aprende bem mais. Isso fica claro quando você usa um monolíngue. Monolíngues são mais lentos, difíceis, complicados, etc. Por exemplo, ao procurar a definição de uma palavra, esta vai conter várias palavras que você não sabe, te obrigando a procurar a definição da definição da definição da definição… Por mais lento e complicado que pareça, em termos de qualidade, é muito melhor que os dicionários bilíngues. Aqui entram alguns fatores lógicos. Primeiro, a língua é algo finito e de certo modo cíclico. Definições levam a definições, que levam a outras definições, que levam a outras e outras, e que voltam àquela mesma definição inicial. Muitas vezes é só achar um único ponto em meio a várias definições para desencadear seu entendimento. Segundo, o dicionário é metalinguístico, ou seja, a língua falando da língua. Você tem uma coisa que se auto-explica! Se você não consegue entender, então tem de trabalhar em cima disso. (If you can’t understand it, it means you need to work on it. Katsumoto, AJATT). Por fim, o uso dos monolíngues fará com que você leia na língua estrangeira e somente nela, sem auxílio de qualquer outra língua. Com o tempo, sua velocidade de leitura e seu feeling para a língua vai aumentar em muito. Eu posso sentir isso em menos de um mês de uso, quem dirá em meses ou anos!

Antes de terminar esse post, vale lembrar que algumas vezes ainda é possível usar um dicionário bilíngue, mas isso somente como último recurso, quando você não entende de modo algum as definições das definições das definições.

Particularmente, estudando no computador, em costumo usar três dicionários ao mesmo tempo, todos monolíngues, assim é difícil não achar uma definição que eu não entenda, mesmo que às vezes a busca seja um pouco demorada. Só ainda não achei um monolíngue com bons exemplos. Todos costumam trazer exemplos, mas talvez por serem dedicados a falantes nativos de japonês, muitas vezes, os exemplos são mais difíceis que as próprias definições. Dicionários bilíngues tem exemplos mais simples, visto que são voltados para falantes não nativos.

Como Aprender Japonês? Mudando de atitude!

Sunday, May 17th, 2009

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Post antigo, para relembrar! Abraços!

Como Aprender Japonês? Mudando de atitude! Em menos de um mês já posso sentir os resultados de uma aparentemente simples mudança de atitude em relação a meus estudos de língua japonesa.
Veja bem, por volta de um mês atrás eu estava com a mesma idéia que viveu em minha cabeça ao longo dos meus três anos de estudos do idioma: que japonês é super difícil, que é impossível aprender a ler todos os ideogramas, escrever então nem se fala. Estas idéias devem por certo circular na cabeça de muitos estudantes de língua japonesa, assim como circularam na minha durante meus estudos aqui no Brasil e praticamente se confirmaram após um ano de estudos no Japão, no qual não pude chegar no nível de fluência que esperava chegar…
A questão aqui é, como disse, mudança de atitude. Foi somente seis meses depois de retornar do Japão que vi como minha visão e minha atitude perante o idioma estavam errados. Algumas leituras, durante as benditas férias (e depois quando eu digo que a faculdade atrasa minha vida, acham que é besteira…) me fizeram ver como o que realmente faz diferença, em se tratando do aprendizado de línguas, é a sua atitude para com a mesma.
Vejamos o Inglês, por exemplo. Eu nunca tive problemas com Inglês, ou melhor, eu tive, mas nunca tratei isso como problema. Eu costumava jogar videogame achando que sabia Inglês, lembro de ficar pensando o que era “I can…”, lembro de jogar “Adams Family” em Francês, eu e meu irmão, anotando todas as falas e levando para minha avó, que sabia um pouco do Idioma e podia assim nos ajudar a “ir pra frente” no jogo (até hoje não acabei…). Isso porque meu Inglês era tão ruim que não dava realmente para pensar em ir pra frente com o jogo em Inglês. Lembro também de jogar “Final Fantasy 7” sabendo quase nada de Inglês e mesmo assim gostar da história. Também lembro de terminar “Metal Gear Solid” sem memory card, jogando sem parar o dia inteiro, eu e um amigo, que sabia um pouco de Inglês, eu jogava e ele explicava os diálogos… e por aí vai. Videogame realmente foi uma grande contribuição na minha formação linguística! E eu fui jogando, lendo, entendendo o que podia, o necessário, mas nunca me preocupando com a língua em si. Ah, claro, muitas músicas em inglês, outra grande influência. Briguei com meu primo, que se intitula o Deus supremo do Inglês, que Spice Girls eram “Garotas do Espaço”… vejam como eu era horrível em inglês! Foi um episódio interessante…
Mas essa atitude de usar a língua, quase que fingir entender a língua, foi fazendo com que a língua quase que por osmose crescesse dentro de mim. Bastou eu entrar na faculdade e começar a ter aulas de Inglês com professores que não falavam Português para eu ver que meus anos de videogame e Oasis (a banda) valeram alguma coisa. E bastou ir para o Japão e conhecer alguns americanos que moravam por lá para meu Inglês decolar para um nível mais do que satisfatório para alguém que nunca fez cursinho, nunca estudou Inglês, nunca fez a tarefa de Inglês da faculdade, etc…
Essa atitude deve servir de exemplo para qualquer outro idioma, incluindo o japonês. Não digo que se deva largar tudo e ir jogar videogame e escutar j-pop até aprender japonês. NÃO. Inglês está na minha vida desde meus 13-14 anos, e hoje tenho quase 24… O que eu quero dizer é aplicar a mesma atitude num estudo consciente da língua japonesa. No último mês, após as inúmeras leituras sobre o assunto, tratei de fazer algumas mudanças no modo como estudo, e todas essas mudanças articuladas formam uma grande mudança de atitude.

Primeiro, passei a escutar somente músicas em Japonês, não pensando em entender as letras, mas pensando que j-pop é muito legal (eu gosto, não sei você…) e que as músicas em Japonês me lembram do tempo que estive no Japão.
Comecei a estudar o livro “Remembering The Kanji”, de J. W. Heisig. Veja bem, voltando ao início do kanji, desde o “ichi ni san”, fazendo, em média, um capítulo por dia, sem muita pressa, mas com planejamento. Passei a usar um SRS, colocando sentenças das provas de proficiência em língua japonesa, com foco primeiro no kanji, para depois focar na gramática. Isso corresponde também a uma mudança de atitude em relação a prova. Desta vez quem está com medo não sou eu, mas sim a prova, pois se vou passar ou não, isso não sei, mas que vou estudar todos os dias, até o dia da prova, isso eu vou, nem que seja um único kanji por dia, o importante é não perder a regularidade. Estou usando um dicionário monolíngue, o que no início foi bem difícil, mas já estou acostumando. Às vezes, não consigo de modo algum achar uma definição que eu entenda e acabo, assim, usando o dicionário bilíngue. No entanto, espero que futuramente isso não seja mais necessário. Atualmente, costumo usar três dicionários eletrônicos ao mesmo tempo: um portátil, que comprei no Japão, e dois onlines, o que me abre muitas possibilidades.

Também comecei a “japonezar” minha vida. Musicas em Japonês, podcasts japoneses, livros em Japonês na bolsa do casaco, programas em Japonês no computador, e quando leio algo em outras línguas, isso normalmente diz respeito a língua japonesa ou a línguas em geral. Pode parecer besteira ou loucura, porém hoje, antes de dormi, peguei um livro para crianças do ensino fundamental japonês e li um pouco. No Japão, eu dei uma olhada no livro, mas obviamente não li, ou não segui em frente, achando como sempre que nem mesmo livros de crianças da terceira série podem ser lidos por meros gaijins (não-japonses)… Foi então que vi que as mudanças, principalmente o uso do dicionário monolíngue, estão fazendo diferença. Enquanto escutava a música calminha da Ayaka Hirahara, eu lia a introdução do livro. A velocidade que eu lia não era normal, o modo como eu entendia, entendendo o que entendia e pulando o que não entendia, entendo as coisas pelo contexto, olhando o assunto e não na língua, etc., não era normal, e os kanjis que eu não sabia como ler, mas sabia o significado, devido ao Remembering the Kanji, também não eram algo normal. Pela primeira vez na vida eu estava sentando, escutando música e lendo algo em Japonês porque estava achando aquilo interessante, e não porque queria aprender a língua!

A meu ver, isso é a mudança de atitude. É claro que não é igual para todos, assim como não foi igual no caso do meu Inglês e do meu Japonês. Porém, para aqueles que querem achar uma saída, aqueles que, como eu, tentam aprender a língua do sol nascente (ou qualquer outra língua que seja), fica meu conselho de ver a língua como algo divertido e legal, que está ao seu lado e não contra você. Você estuda Norueguês? Pois compre um disco daquela banda de rock norueguesa, compre uma bandeira da Noruega, escreva frases em Norueguês nas paredes do seu quarto, instale uma versão do Windows em norueguês, aprenda cozinha norueguesa, etc… Viva a língua! Estuda japonês? Idem.

Abraços a todos,

Mairo Vergara

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Abordagem revolucionária para aprender japonês (e outras línguas…)

Thursday, January 29th, 2009

revolutionary-article-on-language-learningAbordagem revolucionária no aprendizado de idiomas [Japonês no nosso caso :)]

Publicado dia 27 de Janeiro de 2009 em Victoria News, traduzido por este que vos fala!

O ensino de idiomas pode ser revolucionado segundo uma pesquisa do PhD da Victoria University Paul Sulzberger. Doc. Sulzberger descobriu que a melhor maneira de aprender uma língua é através da frequente exposição aos padrões de sons do idioma, mesmo que você não entenda nada do que isso significa. “Pode parecer loucura, mas simplesmente escutar a língua, mesmo que você não entenda, é muito importante. Muitos professores de idiomas podem não aceitar isso” diz Sulzberger.

“Nossa habilidade de ler novas palavras está diretamente relacionada com o quão frequentemente escutamos as combinações de sons que formam as palavras. Se você quer aprender Espanhol, escutar uma rádio em Espanhol na internet vai aumentar dramaticamente sua habilidade de entender o idioma e aprender novas palavras”

A pesquisa do Doc. Sulzberger desafia a atual teoria do aprendizado de idiomas. Sua hipótese principal é que simplesmente escutando um novo idioma criamos estruturas no cérebro requeridas para aprender novas palavras. “O tecido neural requerido para aprender e entender uma nova língua vai se desenvolver automaticamente a partir da simples exposição ao idioma – do mesmo modo como os bebês aprendem sua língua nativa” diz Dr. Sulzberger.

Ele começou a pesquisa após anos ensinando Russo para estudantes da Nova Zelândia e observando como os estudantes desistiam das aulas. “Eu sempre estive consciente das grandes dificuldades que os estudantes tem ao estudarem outra língua, principalmente no início. Muitos desistem pois pensam que não estão progredindo.” Doc. Sulzberger diz que estava interessado em saber o que faz o aprendizado de novas palavras tão difícil em uma língua estrangeira, enquanto estamos constantemente aprendendo novas palavras em nossa língua nativa. Ele achou a resposta no modo em que o cérebro desenvolve as estruturas neurais ao escutar novas combinações de sons.

“Quanto tentamos aprender palavras em língua estrangeira, damos de cara com sons para os quais não temos nenhuma representação neural. Um estudante tentando aprender uma língua estrangeira pode ter algumas poucas estruturas pré-existentes para se apoiar na hora de aprender novas palavras”. Doc. Sulzberger procurou por maneiras que as pessoas podem desenvolver essas estruturas para facilitar o processo de aprendizado. Sua descoberta foi simples: extensiva exposição ao idioma, algo fácil devido à globalização e às novas tecnologias. “É mais fácil aprender idiomas nos dias de hoje, pois estes são muito acessíveis. Você pode ir para casa e assistir o noticiário em Francês na internet”

Ele diz que pessoas tentando aprender uma língua estrangeira no seu país tem uma desvantagem se comparadas com aquelas que viajam para outro país e imergem-se nos sons e na cultura do idioma. Por essa mesma razão, ele diz, temos de repensar a maneira como línguas são ensinadas. “Professores devem assumir a importância de extensiva exposição auditiva na língua. Uma hora por dia estudando textos em Francês numa sala de aula não é suficiente, mas um hora extra escutando Francês no seu iPod pode fazer uma enorme diferença” diz Sulzberger.

Língua é uma habilidade, não é como aprender um fato. Se você quer ser um levantador de pesos, tens de desenvolver os músculos. Não há como aprender a levantar pesos lendo um livro. Para aprender um idioma você tem que cultivar o tecido cerebral apropriado, o que é feito por muita escuta. Música e filmes são ótimos!

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Mairo Vergara

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