Archive for the ‘Uncategorized’ Category

LingQ Podcasts: aprenda 8 línguas diferentes gratuitamente!

Posted on the January 24th, 2008 under Materiais para estudar japonês,Uncategorized by Mairo

lingq the best way to learn languagesOs podcasts do LingQ estão ficando bons, muito bons! Hoje notei que já estão disponíveis em sete8 línguas diferentes, asssim resolvi publicar aqui no blog. O melhor dos podcasts é que eles trazem conversas naturais, não aquelas coisas artificiais do tipo “meu nome é fulano, olá fulana”. Indo ao LingQ você consegue as transcrições e assim fica ainda mais fácil de entender e estudar o que é dito. Enfim, com certeza muito, muito melhor que diálogos fabricados e livros didáticos!
Aqui vão os links dos 8 podcasts:


Japanese LingQ

Portuguese LingQ
English LingQ
French LingQ
Spanish LingQ

Swedish LingQ

Russian LingQ
German LingQ

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Aprender Idiomas: Quanto mais trabalho mais resultado!

Posted on the January 15th, 2008 under Uncategorized by Mairo

Todos nós estudantes de línguas já devem ter experimentado um sentimento do tipo “mas quando eu vou aprender isso?!?!”, não é mesmo? Ao longo dos dias, meses e ano de estudo, parece que nunca chegamos no final, a tão procurada fluência TOTAL. Eu sempre acreditei e ainda acretido que o aprendizado de uma língua pode ser dividido em três partes: um início fácil e divertido, um intermediário difícil e interminável e um avançado fácil, divertido e recompensador! O que procuramos é chegar neste avançado, num nível onde possamos tranquilamente ler revistas, acessar websites, conversar com alguém, etc. O problema é que após passar o “início fácil e divertido“, no qual aprendemos coisa como “meu nome é fulano” e “vim do brasil“, a coisa começa a complicar pois nos deparamos com a língua de verdade, a qual é bem diferente da língua usada nos livros didáticos e nas salas de aula.

É comum o estudante se acusar de “ser burro“, “não ter o dom“, etc. Calma, muita calma nessa hora! Você não é burro nem sofre de “falta de talento linguístico“. O que faz você não atingir a fluência desejada é simplesmente falta de trabalho. Sim! Eu sei, você quer isso pra amanhâ, quer simplesmente acordar e pronto, sair falando japonês, chinês, inglês, etc. Desculpe mas isso não vai acontecer a menos que você trabalhe em prol disso! Assuma para você mesmo a sua falta de esforço! Quantas horas de escuta você faz por dia? Não venha me dizer coisas como “crianças aprendem mais rápido“, sendo que crianças japonesas fazem 24 por dia de escuta. Esperimente escutar japonês 24 horas dia, 7 dias por semana, 12 meses por ano e só depois venha me dizer que crianças aprendem mais rápido. Quantas frases você tem no seu SRS? Não me venha dizer que não sabe japonês antes de aprender pelo menos umas 5000 frases usando um SRS!

Ok, ok, não fique nervoso. Baixe uns episódios do Naruto e veja como o Rock Lee faz. Talvez seja mais explicativo do que este post. A questão é que a razão para não chegarmos ao FINAL, para não entendermos TUDO o que é dito, é simplesmente que não trabalhamos o suficiente, não escutamos o suficiente, não lemos o suficiente, não revisamos nossos kanjis e sentenças suficientemente!

Assim, deixa de enrolar e vá fazer o que tem que ser feito, um passo de cada vez, um kanji de cada vez, uma palavra de cada vez, uma frase de cada vez. Continue indo em frente! O tempo que isso vai levar depende de você, depende de quantas horas você escuta, quantas frases revisa, quantos kanjis já estudou. Eu parei meus estudos pra terminar o Remembering The Kanji, estou no kanji número 1400 e gostaria de acordar amanhã no 2042, porém isso não vai acontecer a menos que eu pegue o livro e continue estudando e fazendo minhas revisões. E você deve fazer o mesmo, seja qual for seu método de estudo! Pare de choramingar e vá estudar!

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7 motivos para estudar Kanji

Posted on the January 13th, 2008 under Uncategorized by Mairo

Como sempre digo, o estudo do japonês e o estudo do kanji [ideogramas] se completam, estudo para melhorar o outro. Qui vai uma pequena lista dos motivos para estudarmos os ideogramas:

1. Kanji compõe a maior parte do japonês escrito, muito mais que hiragana e katakana;
2. Você estará aprendendo uma cultura milenar com centenas de anos de tradição;
3. Sabendo kanji você vai poder ler revistas, jornais, livros, site, etc;
4. Sem saber kanji você vai ler somente livros didádicos escritos em hiragana e katakana;
5. Estudar kanji, por mais difícil que seja, pode ser muito, muito legal;
6. Escrever aquele kanji de 20 traços na frente vai ser seu momento de glória;
7. Caso você for para o Japão, placas, nomes de comida e outras coisas não serão mais problema…

Caso você tenha mais motivos, deixe comentários e quem sabe aumentamos essa lista!

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É impossível aprender Japonês estudando apenas em Português

Posted on the January 13th, 2008 under Uncategorized by Mairo

Quem conhece e lê o blog English Experts talvez tenha lido o post É impossível aprender Inglês estudando apenas em Português. Após ler o texto resolvi escrever um post similar, só que voltado para o Japonês.

A questão é que muitas pessoas simplesmente fogem de textos e materiais escritos em japonês [ou qualquer outra que seja a língua estrangeira estudada] sempre procurando estudar usando materiais quase que totalmente em Português. Eu costumo dizer que quanto mais tempo de contato com a língua você tiver, mais você aprende. Pois ao estudar japonês usando livros totalmente em português você não está em contato com a língua e consequentemente não está aprendendo tão eficientemente quanto aprendiria com materias em japonês. É preciso perder o “medo” do idioma estrangeiro, do desconhecido, é preciso entender que ao estudar uma língua estrangeira sempre vão haver coisas que não conhecemos ou não compreendemos, pois não trata-se de nossa lingua nativa. Procure usar um bom dicionário, de preferência um eletrônico como Babylon ou o Rikaichan, e deixe-se levar pelo idioma, pelo desconhecido. O que você não entende não vai fazer mal para o seu aprendizado, simplesmente deixe para depois, um dia você vai entender. Agora, tudo o que você entende vai fazer MUITO BEM para o seu aprendizado. Quanto mais tempo você estudar japonês em japonês, mais você aprende. Isso se aplica inclusive para a gramática, ponto de muita discussão aqui no Blog. Deixe a gramática para depois, quando você tiver certa confiança na língua e conseguir estudar a gramática do japonês em japonês! Com certeza os resultados serão muito bons!

A nossa língua vai nos ajudar e muito, nos dicionários, em traduções, etc. Porém lembre-se que só estudando em português você não ai aprender, você vai sim aprender se aventurando nos textos em japonês, lendo, escutando e repetindo estes textos várias e várias vezes, tudo em japonês!

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Curso de Kanji: Lição 1

Posted on the January 8th, 2008 under Uncategorized by Mairo

Curso de Kanji: Introdução

Hoje começo um dos projetos mais esperados do Como Aprender Japonês: o Curso de Kanji. Para leitores novos, recomendo lerem o post sobre Como funciona o Remembering the Kanji, pois nosso curso vai seguir o método do livro e quem não estiver habituado pode ficar um pouco perdido. A idéia é aprensentar mnemônicos  (histórias) para todos os 2042 ideogramas apresentados no livro de Heisig, seguindo a ordem do livro e usando o sistema de primitivos, o que permite revisar ideogramas antigos e ao mesmo tempo que se estuda os novos. Para cada ideograma eu vou apresentar uma única história, porém os leitores podem deixar sugestões de histórias nos comentários, o que seria interessante.

Lição 01

Na primeira lição vamos apresentar um grupo de 15 ideogramas básicos, no início, sem se preocuparmos muito com os primitivos. Tente apenas aprender estes 15 ideogramas e sua ordem de escrita. Nas próximas lições vamos usar estes ideogramas para formar novos ideogramas e você vai começar a sentir como o método funciona. Aprender a ordem correta de escrita desses 15 ideogramas também vai servir de base para a escrita dos ideogramas futuros.

Clique nas imagens para ampliar.

A primeira imagem é um exemplo para você entender melhor as informações. Para quem não conhece o método recomendo ler o post Como funciona o Remembering the Kanji.














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Tradução – Parte 06 – Remembring the Kanji – Um curso completo de como não esquecer o significado e a escrita dos ideogramas japoneses

Posted on the January 7th, 2008 under Uncategorized by Mairo

Antes de começar o curso, alguns pontos importantes devem ser notados. Em primeiro lugar, o estudante deve atentar para não ir muito rapidamente, assumindo que os primeiros ideogramas são elementares e podem ser “pulados”. O método deste livro deve ser aprendido passo-a-passo. 20 ou 25 ideogramas por dia podem ser ideais para quem só tem algumas horas disponíveis para os estudos. Caso o estudante tenha tempo disponível, o curso pode ser completo de 4 a 6 semanas. Quando a parte um for completa o estudante já deverá ter descoberto o seu
próprio passo de estudo. Em segundo lugar o aviso para estudar os ideogramas usando papel e lápis/caneta deve ser levado a sério. Enquanto simplesmente lembrar os ideogramas não demanda que estes sejam escritos, o estudante logo deverá notar que não há como melhorar a aparência estética dos ideogramas, assim como adquirir um certo “feeling” para como eles são escritos, se não praticando a escrita com lápis e papel. O método vai deixar o estudante sem o duro trabalho de escrever o mesmo ideograma várias e várias vezes, porém a fluência escrita é algo que só vem com a pratica. Caso seja conveniente, você pode “escrever” os ideogramas com seu dedo usando a palma da mão, do mesmo modo como os japoneses fazem. Terceiro, os ideogramas devem ser revisados começando com a palavra-chave, indo então para a história e então escrevendo o determinado kanji. Uma vez que o estudante conseguir fazer isso, a ordem inversa é algo que virá com o tempo.
Quarto, é importa lembrar que a melhor ordem para aprender os ideogramas não é necessariamente a melhor ordem para lembrar os ideogramas. Eles devem ser revisados e lembrados na ordem que forem encontrados e que precisam ser revisados, não na ordem apresentada aqui. Por isso, recomendamos o uso de flash cards para revisão.
Finalmente, seria bom darmos alguns avisos para estudantes com ambições de dominar o sistema de escrita japonês. A idéia vem, ou ao mesmo é suportada por, uma certa tendência sobre aprendizado que vem da demasiada exposição ao ensino: a noção de que a língua é um punhado de técnicas que podem ser recionalmente divididas, sistematicamente aprendidas e certificadas por testes. O kanji, junto com a vasta estrutura do japonês, e qualquer outra língua, recusa ser aprendido desse modo. O ordem racional trazida ao kanji neste livro é somente feita como um adicional para deixá-lo próximo, familiar aos ideogramas, deixar eles surpreenderem você, inspirarem, instruir, seduzir você. Porém eles não podem ser dominados sem um completo entendimento de sua longa e complexa história e uma percepção de seus segredos e imprevisível vitalidade, tudo que é simplesmente demais para uma única pessoa trazer para a ponta de um pincel.

Tendo dito isso, o objetivo do livro continua sendo atingir proficiência natural na escrita dos ideogramas e na relação com seus significados. Se a lógica sistemática e a irreverência encontrada nas páginas deste livro ajudarem ao menos alguns dos poucos que pegarem este livro com o grave erro de estudar japonês sem aspirar fluência escrita, os esforços feitos aqui terão recebido sua recompensa.

Kamakura, Japan
10 Fevereiro de 1977

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Tradução – Parte 03 – Remembring the Kanji – Um curso completo de como não esquecer o significado e a escrita dos ideogramas japoneses

Posted on the December 7th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Introdução – Parte 03

Por memória imaginativa eu quero dizer a capacidade de lembrar imagens puramente criadas pela mente, sem nenhum tipo de estímulo visual para nos apoiarmos. Quando lembramos nossos sonhos estamos usando a memória imaginativa. O fato de confundirmos, algumas vezes, o que acontece na vida real com o que acontece em sonhos é um indicador de quão poderosa a memória imaginativa pode ser.

Sonhos tem elementos familiares para nós e, embora o todo seja algo fantástico, mesmo assim ele (o sonho) é ainda capaz de exercer a mesma força em nossa memória que um estímulo externo. É possível usar a imaginação dessa maneira também quando acordados e usar sua força para ajudar memória visual que é fraca para lembrarmos os ideogramas.

Voltando-se para os ideogramas, se pudermos descobrir um número limitado de elementos básicos, fazendo uma espécie de alfabeto a partir deles, determinando uma imagem para cada um deles e juntando-os para construir novas imagens, construindo um complexo quadro em nossa imaginação, o impasse criado pelo pura memória visual pode ser vencido.

Um alfabeto imaginativo seria tão rigoroso quanto um alfabeto fonético, restringindo cada elemento básico a um valor básico único, sem ligações com padrões lógicos ou gramáticos da língua. Seria como um tipo de sonho, no qual qualquer coisa pode acontecer, e acontece diferente para cada um de nós. A memória visual seria usada ao mínimo para construirmos o alfabeto, sendo que após isso, estaríamos soltos para vagarmos livremente dentro das imagens fantásticas criadas de acordo com as preferências de cada um.

De fato, grande parte dos estudantes de japonês faz algo similar de tempos em tempos, criando seus próprios mnemônicos, no entanto sem nunca desenvolver um sistema organizado para usá-los. Ao mesmo tempo, muitos deles sentem-se embaraçados frente à “estupidez acadêmica” de seus próprios meios, achando que não há como determinar as maneiras ridículas que a mente trabalha. Porém, se esses métodos funcionam, mudarmos a atenção de “por que esquecemos” certos ideogramas para “por que lembramos” outros ideogramas, pode oferecer motivação suficiente para buscarmos uma maneira de sistematizar a memória imaginativa.

O alfabeto básico do mundo imaginativo escondido nos ideogramas será chamado, seguindo a terminologia tradicional, elementos primitivos (ou simplesmente primitivos).
Estes não devem ser confundidos com os tradicionais “radicais”, os quais formam a base dos estudos etimológicos de som e sentido, e que são usados para ordenar e organizar os ideogramas. De fato, muitos radicais são também primitivos, mas o número de primitivos não é limitado ao número de radicais. Os primitivos então são as combinações fundamentais de traços pelos quais os ideogramas são formados.

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Loja: The JapanShop.com

Posted on the December 5th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Hoje eu recebi o banner de um dos afiliados do blog: o The JapanShop.com. Trata-se de uma loja online voltada para estudantes de japonês, com muitos materiais ótimos, os quais você normalmente só encontra no em livrarias no Japão! O melhor é que os preços são bem camaradas e o frete é de graça, mesmo aqui para o Brasil! Você já deve ter visto que coloquei um banner no JapanShop no blog, basta clicar nele para acessar a loja.

Japanese Textbooks, Grammar and Kanji books at The Japan Shop

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Tradução – Parte 02 – Remembring the Kanji – Um curso completo de como não esquecer o significado e a escrita dos ideogramas japoneses

Posted on the December 4th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Introdução – Parte 02

As origens do sistema de escrita japonês podem ser traçadas desde a China Antiga e do século 18 a.c. A forma em que encontramos a escrita chinesa antiga é em grande parte pictográfica, detalhados hieróglifos. Estes foram posteriormente transformados e estilizados ao longo dos séculos, de modo que no tempo em que os japoneses foram introduzidos aos ideogramas por monges budistas coreanos e começaram a experimentar maneiras de adaptar o sistema de escrita chinês para sua própria língua (por volta do quarto ao sétimo séculos da nossa era), elas estavam já lidando com formas muito mais ideográficas e abstratas. Os japoneses fizeram suas próprias contribuições e mudanças ao longo do tempo, como era de se esperar. E como qualquer cultura oriental moderna que usa kanji, eles continuam usando, porém, atualmente mais em termos de uso do que de forma.

Tão fascinante é essa história que muitos encorajaram o estudo da etimologia como uma maneira de lembrar os ideogramas. Infelizmente o estudante rapidamente aprender as desvantagens dessa abordagem. O quão charmoso pode ser enxergar as formas de uma mulher por trás seu respectivo kanji, ou descobrir a forma rudimentar de uma mão, uma árvore ou uma casa, quando o ideograma é retirado (quando você não vê o ideograma), a memória do objeto familiar é de pouca ajuda para lembramos a escrita. Estudos etimológicos são mais eficientes depois de aprendidos os ideogramas de uso geral. Antes disso, eles só trazem problemas para nossa memória. Precisamos de uma ainda mais radical separação da memória visual. Deixe-me mostrar este impasse de uma maneira mais visual.

Imagine você segurando um caleidoscópio voltado para a luz o maior tempo possível, tentando memorizar a imagem que a luz, os espelhos e as pedras coloridas criaram. Provavelmente você deve ter uma memória não treinada para esse tipo de coisa, assim levará algum tempo, porém vamos supor que você consegue memorizar o desenho após dez ou quinze minutos. Você fecha os olhos, traça a imagem em sua cabeça e então confere sua imagem com a imagem original até estar certo que você a memorizou. Então alguém passa por perto e esbarra em você. O desenho se perde e no lugar aparece uma nova imagem. Imediatamente sua memória começa a confundir-se. Você larga o caleidoscópio, senta e tenta desenhar o que memorizou, mas em vão. Não há nada mais na memória para se apoiar. Os ideogramas são assim. Qualquer um pode sentar e exercitar uma dúzia de ideogramas por uma ou duas horas, apenas para descobrir no dia seguinte que quando algo semelhante é visto, a memória visual da forma é apagada e confundida com a nova informação.

Não é estranho que isso aconteça, o estranho é que ao invés de admitirmos que não podemos confiar numa memória puramente visual, acusamos nós mesmo de termos uma “memória fraca” ou “falta de disciplina”, e mantemos a mesma rotina de estudos. Assim, colocando a culpa numa “fraca memória visual”, não percebemos a possibilidade de outra forma de memória que pode lidar com a tarefa com relativa facilidade: a memória imaginativa.

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Tradução – Parte 01 – Remembring the Kanji – Um curso completo de como não esquecer o significado e a escrita dos ideogramas japoneses

Posted on the December 3rd, 2007 under Uncategorized by Mairo

Introdução

O objetivo deste livro é providenciar ao estudante de japonês um método simples de correlacionar a escrita e o significado dos ideogramas japoneses de um modo que seja fácil lembrá-los. O livro é voltado não somente para iniciantes, mas também para estudantes mais avançados que procuram uma solução para a constante frustração de esquecer a escrita dos ideogramas, assim como uma maneira de sistematizar o que já aprenderam.

Mostrando como decompor a complexidade do sistema de escrita japonês em seus elementos básicos e sugerindo maneiras de reconstruir significados a partir destes elementos, o método oferece uma nova perspectiva para o aprendizado do Kanji (ideogramas).

Obviamente, há muitas coisas que as páginas deste livro não vão te ensinar. Você não vai ler nada sobre como os ideogramas combinam-se para formar compostos (palavras formadas por mais de um ideograma). Também nada é dito sobre as várias maneiras de pronunciar os ideogramas. Além disso, todas as questões de uso gramatical foram omitidas. Tudo isso são coisas que merecem um estudo especial, separado do que faremos aqui. Por enquanto, lembrar o significado e a escrita do kanji – talvez a maior dificuldade ao se aprender japonês – pode ser simplificado se os dois (escrita e signicado) forem isolados e estudados aparte do resto.

O que faz esquecermos os ideogramas tão naturalmente é a sua falta de conexão com os padrões normais de nossa memória visual. Estamos acostumados com montanhas e estradas, com os rostos das pessoas e os horizontes das cidades, com animais, fenômenos da natureza, etc. Embora somente uma fração do que vimos é facilmente relembrada, nós somos confiantes que, dada a devida atenção, podemos lembrar qualquer coisa que decidirmos lembrar. Essa confiança está em falta no mundo do kanji. O que mais se aproxima do tipo de memória requerida para o aprendizado do kanji pode ser visto nos vários alfabetos e sistemas numéricos que conhecemos. A diferença é que, enquanto estes símbolos são poucos e normalmente relacionados com sons, o número de ideogramas é de milhares e eles não têm uma valor fonético consistente. Apesar de tudo, métodos tradicionais para o aprendizado dos ideogramas têm sido os mesmo usados para o aprendizado dos alfabetos: exercitar as formar uma por uma, vez após vez, ano após ano. Qualquer que seja o valor ascético nesse tipo de exercício, um modo mais eficiente seria relacionar os ideogramas, em primeiro lugar, com algo diferente de seus sons, quebrando assim os laços com a memória visual que nos apoiamos ao aprendermos os nossos alfabetos.

Continua…

Gostou? Esta é uma tradução do livro Remembering the Kanji I: A Complete Course on How Not to Forget the Meaning and Writing of Japanese Characters
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