Clínica do Kanji #1 – Não se desespere – você pode colocar um fim ao kanji caos

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O que é a Clínica do Kanji?

Kanji Clinic (Clínica do Kanji) é uma coluna publicada na terceira terça-feira de cada mês no The Japan Times.

Seu propósito é providenciar conselhos práticos e inspiração para adultos não-japoneses que querem atingir fluência literária em língua japonesa aprendendo os 1,945 kanji (ideogramas chineses) de uso geral. Escrita por Mary Sisk Noguchi, professora associada (aposentada) da Universidade de Meijo em Nagoya, Japan.

Clínica do Kanji Coluna #1, The Japan Times, 13 de Abril, 2001.

“Não se desespere – você pode colocar um fim ao kanji caos

Lisa Garcia Yoshimoto, residente a longo tempo no Japão, vem de um país onde Kanji é raramente visto.

Largamente iletrada em japonês, ela experimenta um luta diária para ser totalmente funcional e participante na sociedade japonesa. Lisa costumava depender muito de materiais impressos na sua vida diária em sua terra natal.

Ela considera irritante e humilhante a necessidade de ajuda de colegas na escola onde ele ensina inglês, ou mesmo de seu marido, para ler o mais ordinário material impresso ou escrito a mão. Lisa fala japonês fluentemente. Ela pode tranqüilamente identificar algumas centenas de “ideogramas essenciais para a sobrevivência”, porém ele gostaria de ser capaz de ler muito mais: memorandos no trabalho, notas enviadas pelos pais de seus alunos, web sites japoneses, jornais e revistas, instruções de comidas e remédios, etc.

Para fazer isso, Lisa sabe que vai ter de aprender aproximadamente 2000 ideogramas. De tempos em tempos, ela obedientemente abre um dos muitos livros didáticos de kanji, os quais ela comprou ao longo dos anos.

“Eu sou inteligente e motivada”, pensa Lisa. “Por que eu estudo tanto e esqueço tanto?”. A resposta provavelmente está no modo como Lisa tem estudado o kanji. Ela e muitos outros incontáveis estudantes de língua japonesa tem gastado sua energia em métodos que levam a resultados somente parciais.

Métodos para introduzir o kanji para aprendizes adultos são normalmente os mesmos utilizados com crianças: Professores de sala de aula e escritores de livros didáticos apresentam, primeiramente, a ordem correta de escrita e uma ou duas leituras para cada novo ideograma. Então eles mostram qual parte do ideograma é usada para localizá-lo num dicionário de ideogramas (o “radical”), e finalmente, eles dão alguns exemplos de palavras compostas nas quais o ideograma é utilizado.

As necessidade e resistências que adultos trazem para o aprendizado do kanji, de outro modo, demandam técnicas diferentes daquelas usadas por crianças. Estudantes elementares de japonês, com suas mentes não-críticas, memorizam aproximadamente 1000 ideogramas por meio de aprendizado repetitivo. Por outro lado, estrangeiros adultos que estão aprendo kanji não têm a vantagem de serem falantes nativos do idioma japonês.

Entretanto, adultos possuem uma grande experiência de vida e de sucesso de aprendizado. Eles se beneficiam freqüentemente de uma abordagem racional e lógica, em que tudo se encaixa e é explicado. Adultos atarefados, muito ocupados, tendem a desistir antes de adquirir fluência literária em japonês, a mesmo que estes possam sua necessidade de ver “ordem”, e não “caos”, no estudo dos ideogramas. Aprendizes como Lisa irão apreciar alívio de suas dores de cabeça com ideogramas se usarem livros que quebram o kanji em partes manejáveis, por meio de uma técnica chamada “análise de componentes”.

Está abordagem sistematicamente quebra cada ideograma em partes de uma a seis traços, e designa nomes para cada parte. Estes nomes podem ou não ser baseados nas antigas explicações chinesas para os ideogramas. Um aprendiz pode facilmente recordar a forma correta e o significado de um complexo ideograma ligando os componentes com vívidas histórias.

Vários e excelentes livros de auto-estudo incluem “análise de componentes”, incluindo “2001 Kanji” de Joseph R. De Roo (Bonjinsha Publishers).

De Roo investigou durante anos a antiga história e cultura chinesa procurando ligações que pudessem explicar a lógica existente por trás dos componentes. Aqui estão quatro das histórias de De Roo que incluem o componente “de pé”. As histórias também os seguintes componentes:

“Dez”, “Árvore”, “Obersvar”, “Mão” “Mulher” e “Sol”.

(Nota: Somente um significado em português [original em inglês] é designado para cada kanji e cada componente)

“PICANTE”

Quando você come algo PICANTE, você LEVANTA DEZ vezes mais rápido que o normal a vai para a cozinha lavar sua boca…

“PAIS”

PAIS responsáveis que moram perto de uma floresta (ÁRVORES DE PÉ) devem observar seus filhos cuidadosamente devido aos perigos da floresta.

“ENTRAR EM CONTATO COM”

A MÃO de um homem ENTRA EM CONTATO COMuma prostituta (uma MULHER DE PÉ que trabalha nas ruas).

“SOM”

Povos da China antiga costumavam ouvir o SOM do sino do templo,pela manhã, no momento em que o “SOL LEVANTA”.

Você sofre de suaves até severas dores de cabeça devido aos ideogramas? Você experimenta depressão clínica quando dá de cara com uma página em japonês? Análise de componentes, uma sistemática e efetiva maneira de introduzir ideogramas na sua memória ativa, pode levar você à recuperação. Esta coluna tratará uma variedade de assuntos sobre aprendizado de kanji, e providenciar um fórum para comunicação entre aprendizes adultos de kanji. A Clínica do Kanji está aberta; por favor informar dores e indisposições, assim como efetivos tratamentos para o aprendizado de kanji na KanjiClinic.com.

Mary Sis Noguchi é professora associada da Universidade de Meijo, em Nagoya. Ela foi recentemente diagnostica como “viciada em ideogramas”.

Tradução por Mairo C. Vergara
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc1final.htm

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