Clínica do Kanji #3 – Você, também, pode ser um peso pesado no ‘Kanji Sumo’

ebook-728x90

Clínica do Kanji, Coluna #3, The Japan Times, 25 de Maio, 2001

“Você, também, pode ser um peso pesado no ‘Kanji Sumo’”

Wang Qingli de Shanghai e Brian McCormick, um canadense, encontraram-se dois anos atrás em Tóquio quando caíram juntos no nível inicial de um curso de japonês intensivo. Ambos tinham dificuldades com compreensão oral, gramática e vocabulário desconhecido, porém eram motivados e diligentes. Após alguns meses, seus professores começaram a dar cada vez mais ideogramas. Foi nesse ponto que o progresso de Brian começou a ficar consideravelmente lento em relação ao de Wang.

Mesmo sem saber hiragana e katakana, desde seu primeiro dia no Japão Wang podia entender muito do japonês escrito que ela via em sua volta. Claro que ela não podia dizer a pronuncia do Kanji em japonês, mas assim mesmo ela tinha uma grande vantagem em relação a Brian: Ela já sabia o significo do Kanji em sua língua nativa, e sabia como escrevê-los de cor.

No último Dezembro ela passou o nível um do Teste de Proficiência em Língua Japonesa, e no momento estuda Farmácia numa universidade japonesa. Brian, por outro lado, logo foi devastado pelo Kanji. Sabendo que ele seria capaz de usar softwares capazes de converter palavras em Kanji, ele disse para seu professor que “aprender a reconhecer os ideogramas com o propósito de ler será suficiente”, e que ele não tinha interesse em aprender como escrevê-los a mão.

O professor avisou que em prol de ser capaz de distinguir o grande número de ideogramas semelhantes, Brian deveria desenvolver a habilidade de analisar as formas dos ideogramas. Então, Brian escreveu e reescreveu os ideogramas muitas e muitas vezes, mas acabou esquecendo muitos deles no final.

E as pronúncias! Mesmo Wang falou para Brian que ela também achava estas assombrosas. Um Kanji em chinês normalmente tem uma pronúncia, no máximo duas bem parecidas. Com japonês não é assim. Um Kanji típico em japonês tem de uma a três pronúncias derivadas do chinês (leitura on) e outras uma, duas ou três pronúncias que são as palavras em japonês, com o mesmo significado do Kanji (leitura kun).

Nosso amigo Canadense desistiu do curso quando foi pedido que ele repetisse o nível básico. Ele decidiu que aprender japonês era uma coisa sem esperança e voltou sua atenção para atingir fluência oral no idioma.

Brian foi um peso leve no “Torneiro Lingüístico de Sumo” conhecido como Aprendizado de Kanji. Diferente de pesos pesados como Wang, Brian e o resto de nós provenientes de um mundo sem Kanji encaramos a formidável tarefa tripla de aprender a forma, o significado e um vasto número de pronuncias para cada novo Kanji.

E se, ao invés de nos colocarmos no frustrante e muitas vezes infrutífero exercício de tentar simultaneamente memorizar todos os três aspectos de cada novo ideograma, tomemos uma abordagem “divide and conquer” [dividir e conquistar].

Esta é a estratégia proposta no livro de auto-estudo “Remembering The Kanji I”. Usando o sistema de James Heisig, os aprendizes aprender primeiro a forma e um significado, em sua língua nativa, para cada um dos 1,945 ideogramas de uso geral, antes mesmo de pensar em suas pronúncias.

Particularmente, eu demorei seis meses para completar o livro de Heisig e outro ano para aprender leituras suficientes para passar o nível 1 do exame de proficiência. Heisig diz que estudantes “full time”, devem ser capazes de terminar o livro de quatro a seis semanas.

Eles devem ter aproximadamente a mesma vantagem que Wang teve sobre Brian quando ela chegou no aeroporto de Narita: Mesmo que eles não saibam um única pronúncia, eles podem começar a sentir-se confortáveis com as palavras impressas no Japão, e suas vidas “nunca serão as mesmas novamente”.

Quando eles virem num estacionamento no supermercado uma placa escrito 8時 にて閉鎖します [Fecha as 8 horas], eles vão lembrar as “keywords” de Heisig para[tempo], [fechado] e [corrente]. Como os executivos de Taiwan que não são capazes de ler a placa em voz alta, mas podem entender o significado, eles irão para casa de carro, e não a pé.

Quando olharem bananas a venda e virem 減農薬lembrarão as keywords “reduzido-agricultural-remédio” e comprarão um produto mais seguro para seus filhos.

Quando virem徐行num sinal de transito, poderão lembrar “gradualmente-ir” e irão dirigir na velocidade adequada.

Tornando-se pesos pesados no “Kanji Sumo”, terão após a tarefa árdua de aprender as pronúncias dos ideogramas. Nós também vamos tratar disso, na próxima coluna da Clínica do Kanji!

Tradução por Mairo C. Vergara
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc3final.htm

Gostaria de receber dicas de japonês direto no seu email? Basta digitar seu e-mail aqui e clicar “Assinar”

This entry was posted in Uncategorized and tagged , , , , , . Bookmark the permalink.

One Response to Clínica do Kanji #3 – Você, também, pode ser um peso pesado no ‘Kanji Sumo’

  1. Lucas says:

    Realmente Kanji é dureza, mas como já fala anteriormente ”aprenda se divertindo” é relamnte isso é fato, bom podem achar que é zuera, mas tenho 17 anos, e sei falar ingles que é uma belaza, na verdade sou sempre o ”the best of english” de todo ano, a questão é que nunca fiz um cursinho pra tal lingua, o que ocorreu foi que aprendi me divertindo, sei lá sou viciado em jogos, e foi jogando que aprendi, online principalmente,no entanto quando alguem me pergunbta se fiz curso e eu digo ”não” ninguem acredita, isso é fato para varias pessoas.
    Por isso a frase do divertimento é que vc tem que aceitar com jeito, não estude kanji reclamando da dificuldade, procure sempre o jeito mais facil e divertido pra você aprender.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *