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Abordagem revolucionária para aprender japonês (e outras línguas…)

Posted on the January 29th, 2009 under Dicas para aprender japonês by Mairo

revolutionary-article-on-language-learningAbordagem revolucionária no aprendizado de idiomas [Japonês no nosso caso :) ]

Publicado dia 27 de Janeiro de 2009 em Victoria News, traduzido por este que vos fala!

O ensino de idiomas pode ser revolucionado segundo uma pesquisa do PhD da Victoria University Paul Sulzberger. Doc. Sulzberger descobriu que a melhor maneira de aprender uma língua é através da frequente exposição aos padrões de sons do idioma, mesmo que você não entenda nada do que isso significa. “Pode parecer loucura, mas simplesmente escutar a língua, mesmo que você não entenda, é muito importante. Muitos professores de idiomas podem não aceitar isso” diz Sulzberger.

“Nossa habilidade de ler novas palavras está diretamente relacionada com o quão frequentemente escutamos as combinações de sons que formam as palavras. Se você quer aprender Espanhol, escutar uma rádio em Espanhol na internet vai aumentar dramaticamente sua habilidade de entender o idioma e aprender novas palavras”

A pesquisa do Doc. Sulzberger desafia a atual teoria do aprendizado de idiomas. Sua hipótese principal é que simplesmente escutando um novo idioma criamos estruturas no cérebro requeridas para aprender novas palavras. “O tecido neural requerido para aprender e entender uma nova língua vai se desenvolver automaticamente a partir da simples exposição ao idioma – do mesmo modo como os bebês aprendem sua língua nativa” diz Dr. Sulzberger.

Ele começou a pesquisa após anos ensinando Russo para estudantes da Nova Zelândia e observando como os estudantes desistiam das aulas. “Eu sempre estive consciente das grandes dificuldades que os estudantes tem ao estudarem outra língua, principalmente no início. Muitos desistem pois pensam que não estão progredindo.” Doc. Sulzberger diz que estava interessado em saber o que faz o aprendizado de novas palavras tão difícil em uma língua estrangeira, enquanto estamos constantemente aprendendo novas palavras em nossa língua nativa. Ele achou a resposta no modo em que o cérebro desenvolve as estruturas neurais ao escutar novas combinações de sons.

“Quanto tentamos aprender palavras em língua estrangeira, damos de cara com sons para os quais não temos nenhuma representação neural. Um estudante tentando aprender uma língua estrangeira pode ter algumas poucas estruturas pré-existentes para se apoiar na hora de aprender novas palavras”. Doc. Sulzberger procurou por maneiras que as pessoas podem desenvolver essas estruturas para facilitar o processo de aprendizado. Sua descoberta foi simples: extensiva exposição ao idioma, algo fácil devido à globalização e às novas tecnologias. “É mais fácil aprender idiomas nos dias de hoje, pois estes são muito acessíveis. Você pode ir para casa e assistir o noticiário em Francês na internet”

Ele diz que pessoas tentando aprender uma língua estrangeira no seu país tem uma desvantagem se comparadas com aquelas que viajam para outro país e imergem-se nos sons e na cultura do idioma. Por essa mesma razão, ele diz, temos de repensar a maneira como línguas são ensinadas. “Professores devem assumir a importância de extensiva exposição auditiva na língua. Uma hora por dia estudando textos em Francês numa sala de aula não é suficiente, mas um hora extra escutando Francês no seu iPod pode fazer uma enorme diferença” diz Sulzberger.

Língua é uma habilidade, não é como aprender um fato. Se você quer ser um levantador de pesos, tens de desenvolver os músculos. Não há como aprender a levantar pesos lendo um livro. Para aprender um idioma você tem que cultivar o tecido cerebral apropriado, o que é feito por muita escuta. Música e filmes são ótimos!

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Mairo Vergara

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Três diferentes abordagens para o aprendizado de idiomas

Posted on the October 6th, 2008 under Dicas para aprender japonês by Mairo

Steve Kaufmann, num recente podcast, falou sobre três diferentes abordagens para o aprendizado de idiomas, sendo uma delas muito boa e as outras duas não tão eficientes. Você pode escutar o podcast aqui, mas como muita gente não entende Inglês [visto que nosso negócio aqui é o Japonês], eu resolvi refazer uma síntese do assunto neste post.

Das abordagens “não tão produtivas”, a primeira seria a que Steve chama  mínimalista: aquela pessoa que fala “Cara! Não é muito legal saber falar ‘onde é o banheiro’ ou ‘eu entendo mandarim’ em 28 línguas diferentes?!?” Do outro lado temos a abordagem perfeccionista: a pessoa frustrada pelo fato de não conseguir dizer tudo o que ela quer na língua que estuda. O bom aprendiz de línguas é justamente aquele que se encontra entre essas duas abordagem, que não é nem minimalista nem perfeccionista.

Lembrando que aqui sempre tomamos aprender línguas como algo sério, ou ao menos como um hobby sério. Assim, é completamente inútil aprender a falar 10 frases em um certo idioma. Mesmo que você viaje para a Russia e aprenda a perguntar as horas em Russo para um estranho na rua, você não vai ter a mínimo senso do que esta falando, assim como não vai entender nada do que o cara responder. Por outro lado, é preciso entender que, por mais fluente que você seja, sempre, sempre haverá dúvidas no aprendizado de idiomas, pois nem em nossa língua nativa sabemos tudo, todos os verbos, substantivos, frases, etc. Não há um fim, pois o aprendizado de idiomas é algo que vai continuar até o fim de sua vida. Assim, relaxe e aproveite!

Steve diz que aprender a língua é como cuidar do seu jardim. Não importa se o seu jardim é ou não é maior ou mais bonito que o do vizinho, o que importa é estar sempre cuidando do jardim e gostando, aproveitando isso. Você não vai plantar duas ou três flores e ir embora (minimalista), assim como não vai ficar sempre comparando o seu jardim com o do vizinho e reclamando (perfeccionista).

O conselho que fica é: não se contente com apenas algumas frases “úteis”, assim como entenda que a perfeição é inimiga dos seus estudos. Leia e escute muito. Fale e escreva, mas não tenha medo de errar, pois mais importante do que acertar ou errar é estar em contato com o idioma, estar cultivando seu jardim, pois com tempo ele vai ficar completamente florido.

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