Posts Tagged ‘gramática japonesa’

Curso de Japonês: Básico – Gramática – A Partícula de tópico 「は」

Posted on the July 11th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

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Definindo as funções gramaticais com as partículas

curso-de-japones-basico-002Continuando nosso curso de japonês básico, hoje vamos falar das partículas, especialmente da partícula 「は」. Partículas são letras japonesas, adicionadas no final das palavras, que definem qual a função gramatical da palavra dentro da frase. É muito importante usar as partículas corretas, pois mudando a partícula muda-se completamente o sentido da frase. Por exemplo, a frase “Come peixe” pode tornar-se “O peixe come”, simplesmente trocando uma partícula.

A partícula de tópico 「は」

A primeira partícula que vamos aprender é a partícula de tópico. Ela define, basicamente, sobre o que estamos falando, em outras palavras, o tópico da sentença. Por exemplo, na frase “Não aluno”, entendemos a frase, porém não sabemos sobre quem estamos falando sem a presença do tópico. Se adicionar um tópico seguido da partícula 「は」, por exemplo, “eu は”, saberemos que estamos falando sobre mim. A partícula de tópico é representada pelo hiragana 「は」. Essa letra é normalmente pronunciada /ha/, porém, quando partícula, pronuncia-se /wa/.

Exemplo 1

日本語は難しい! (nihongo wa muzukashi) – Japonês é difícil.

Estamos falando sobre a língua japonesa, indicando que ela é difícil. Note que não podemos confundir tópico com sujeito, pois são coisas diferentes. O 「は」 nessa frase indica que estamos falando “sobre o japonês” e não que ele é o sujeito da frase (mesmo que ele seja, não podemos pensa que 「は」 indica sujeito, pois isso vai confundir as coisas mais pra frente).

Exemplo 2

Bob: アリス学生?(Bob: Arisu wa gakusei?)- Você (Alice) é estudante?
Alice
: うん、学生。(un, gakusei)- Sim, eu sou.

Nesse caso, Bob indica que está falando sobre Alice. Veja que não há 「だ」 na frase, mas ainda assim temos o verbo “ser” na tradução. Uma vez que sabemos que estamos falando de Alice, não precisamos de mais nada para saber que a pergunta é sobre ela. Além de não podermos colocar 「だ」 numa questão, pois isso seria fazer uma pergunta e uma afirmação ao mesmo tempo, como vimos no post anterior do Curso de Japonês Básico.

Exemplo 3

アリス) 今日は試験だ。(kyou wa shiken da)- Hoje é a prova.
ボブ) ジムは? (Jim wa) – E o Jim?
アリス) ジムは明日。 (Jim wa ashita)- A (prova) do Jim é amanhã.

O tópico pode ser qualquer coisa, desde uma palavra até uma frase. Através dele sabemos muito sobre a frase, como neste exemplo, onde, embora não mencionamos a palavra “prova” na segunda e terceira linha, sabemos que estamos falando sobre “quando Jim vai fazer a prova”, pois estamos falando sobre isso.

 

Esse post é uma tradução do Tae Kim’s Japanese Grammar Guide, feita por Mairo Vergara

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Curso de Japonês: Básico – Gramática – Ser/Estar

Posted on the July 6th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

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Falando que isso é isso usando 「だ」!

Uma das partes mais complicadas no idioma Japonês é que não há uma verbo para expressar o estado de “ser/existir”, o nosso verbo “ser/estar”. No lugar disso, a língua japonesa declara que algo é algo através do uso da hiragana 「だ」 após um substantivo ou um “adjetivo-na”, e somente após estes.

Falando que isso é isso com 「だ」

  • Coloque 「だ」 no final de uma substantivo ou adjetivo-na.

  • (1) 魚。 - Peixe.

  • (2) 魚- É peixe..

Parece muito simples não, mas aqui está o verdadeiro segredo.

Um estado de ser pode ser expresso sem o uso do 「だ」!

Como visto, (1) significa simplesmente “peixe”, nada mais que isso. No entanto, você verá mais pra frente que, usando uma partícula de tópico, podemos declarar que “isso é isso” sem o uso do 「だ」. O que você deve estar se pergunta aqui é: “Se não precisamos usar o 「だ」, qual o sentido de usá-lo então?”. Usando o 「だ」, a frase fica mais enfática e mais… declarativa. É por isso, inclusive, que é mais comum ver homens usando 「だ」 no final das frases. É por isso, também, que não podemos usar 「だ」 ao fazer uma questão, pois soaria como uma afirmação e questão ao mesmo tempo. (a menos em casos de declarar uma questão como 「どこだ」.)

Conjugando o negativo do ser/estar

No idioma Japonês, sentenças negativas e no passado são expressas por meio de conjugação. Conjugamos tanto um substantivo quando um adjetivo para suas formas passadas e negativas para dizer que algo “não é [X]” ou “não foi [X]“.Isso pode parecer confuso no começo, mas não é tão complicado assim.

Para o negativo, basta adicionar 「じゃない」 ao substantivo ou adjetivo-na.

  • Coloque 「じゃない」 no final do nome ou adjetivo-na.
    (例) 友達 → 友達じゃない (não é amigo)

Exemplos:

(1) 魚じゃない- Não é peixe.
(2) 学生じゃない- Não é estudante.
(3) 静かじゃない- Não é quieto.

Conjugando o passado do ser/estar

Para dizer que “algo foi algo” usamos 「だった」 no final do substantivo ou adjetivo-na.

Para dizer o passado negativo (não foi), a sentença negativa é conjugada no passado tirando-se o 「い」 do 「じゃない」 e adicionando-se 「かった」.

  1. Passado: Adicione 「だった」 ao substantivo ou adjetivo-na.
    (例) 友達 → 友達だった (foi amigo)

  2. Passado negativo: Conjugue o substantivo ou adjetivo para o passado e torque o 「い」 do 「じゃない」 por 「かった」
    (例) 友達 → 友達じゃない → 友達じゃなかった (não foi/era amigo)

(1) 魚だった- Foi/era peixe.
(2) 学生じゃなかった- Não foi/era estudante.
(3) 静かじゃなかった- Não foi/era quieto.

Resumindo

Hoje aprendemos como expressar o estado de ser/estar em 4 tempos diferentes/modos. No próximo artigo vamos aprender como usar algumas partículas, as quais nos permitem dar “papéis” as palavras. Aqui vai uma pequena tabelinha do que aprendemos hoje.

Summary of state-of-being

  Afirmativo Negativo
Presente 魚(だ) É peixe
魚じゃない Não é peixe
Passado 魚だった Foi pexei
魚じゃなかった Não foi peixe

Esse post é uma tradução do Tae Kim’s Japanese Grammar Guide, feita por Mairo Vergara

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Dica de Gramática: como falar “se” em japonês, parte 4

Posted on the February 6th, 2008 under Dicas para aprender japonês by Mairo

Hoje terminamos os estudos de como falar “se” em japonês, apresendando a palavra “もし” e uma forma um pouco diferente de usar o “たら” que aprendemos na lição passada. Espero que gostem!


“たら”

Como vimos, usamos a forma “たら” para dizer “se”, como nos exemplos:

だったら、遊びに行くよ。
Se tiver folga vou brincar/jogar.

学生だったら、学生割引で買えます。
Se é estudante pode comparar com desconto para estudantes.

Porém é possível usar a forma “たら” da seguinte forma:

家に帰ったら、誰もいなかった。

アメリカに行ったら、たくさん太りました。

Se traduzimos usando o “たら” como aprendemos até agora, ficaria assim:

家に帰ったら、誰もいなかった。> Se voltar para casa, não tinha ninguém. Meio sem nexo, não? A questão aqui é que o significado muda, expressando agora um tipo de situação não esperada. Veja como ficam as traduções corretas para os exemplos acima:

家に帰ったら、誰もいなかった。
Quando voltei para casa, não tinha ninguém lá. (inesperado)

アメリカに行ったら、たくさん太りました。
Indo para América, acabei engordando. (inesperado)

“もし”

“もし” é uma palavra que significa “se” e pode ser usada com tudo que aprendemos até aqui, aumentando ainda mais o “grau de incerteza”. É bom para fazer pedidos, convidar alguém apra fazer algo, etc. Veja os exemplos:

もしよかったら、映画を観に行きますか?
Se você quiser [se for conveniente para você], não quer ir ver um filme?

もし時間がないなら、明日でもいいよ。
Caso você não tenha tempo, pode ser amanhã.

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Estude a gramática através da língua, não a língua através da gramática!

Posted on the December 10th, 2007 under Dicas para aprender japonês by Mairo

A algum tempo atrás o assunto gramática foi tema de discusão aqui no Blog, pois como você deve saber eu não sou muito adepto da idéia de que para aprender uma língua você tem que aprender pela gramática. No entando eu creio que muito gente não entende o que eu quero dizer por “aprender a língua através da gramática”. 

Num recente post sobre a prova de proficiência em língua japonesa, o Tatau disse:

“Acho também que eu deveria ter estudado mais gramática. O Mairo e o Júlio Pereira bateram boca nos comentários de um post do Mairo sobre o estudo de gramática. Eu até concordo com o Mairo que dá aprender gramática por osmose, mas se você quiser fazer prova ou usar a língua profissionalmente como o Júlio, é bom você estudar”.


A questão é a seguinte: Eu não quero dizer, ao falar mal de gramática, que você não deve estudar gramática, mas sim que você deve estudar a gramática atráves da língua e não a língua através da gramática. Isso é algo comum não somente a línguas, mas também a qualquer outra forma de expressão. Deixe perguntar-te uma coisa: ao falar, você conta as palavras que você fala? Quantos pronomes você usa? Quais verbos são diretos, quais são indiretos? E a voz passiva, você usa ela concientemente, pensando “agora vou usar o verbo em tal forma e depois blá blá blá”? Esse série de perguntas foi feita pelo baixista Victor Wooten quando um fan pergutou como ele improvisava seus solos musicais. A resposta, em forma de perguntas sobre a língua, quer dizer que música e língua são ambas linguagens nas quais você não deve pensar muito, deve apenas sentir, falar, expressar-se. Nessa direção devem ser os seus estudos gramaticais: saber quando usar isso ou aquilo e quando não usar isso ou aquilo. Saber o que está certo e o que não está. Sentir o certo ou o errado (por mais filosófico que isso possa parecer). Saber porque está certo ou errado é o que os estudos através da gramática tradicional vão te dizer, mas esses porquês nem mesmo os japoneses sabem, nem mesmo nós sabemos a respeito do português, e nem por isso deixamos de falar corretamente, não é mesmo? 

Deixe-me colocar num plano mais prático: Em vez de estudar a regra, estude o exemplo! Você quer aprender a voz passiva? Procure exemplos e tente entendê-los, não o porque de serem como são, não qual verbo vai aqui ou ali, apenas tente entender o significado e se acostumar com a forma. Fique atento para formas e padrões que você não entende ou quer entender, e aos poucos você vai se acostumando e aprendendo a gramática através da língua! Tomemos um exemplo, digamos que você queira aprender a usar a estrura “fui fazer compras”, em japonês ficaria:

Watashi wa kaimono o shini ikimashita.

Agora vamos pensar gramaticalmente: Sujeito + partícula indicadora do sujeito + objeto + verbo trocando o “masu” por “ni” + verbo ir. Está aí a estrutura que você tem que saber, agora basta trocar as palavras e montar infinitas frases. É assim que professores de línguas passam horas em salas de aulas lotadas de alunos, mostrando a regra, a ferramenta que você vai usar na hora de falar a estrutura X, e é assim que milhares de alunos não aprende nada.

Você não vai aprender por causa da regra! Você vai aprender quando ver essa estrutura dezenas de vezes, sabendo ou não a regra. Você vai ver:

Watashi wa kaimono wo shini ikimashita.

Watashi ha hon wo kaini ikimashita.

Watashiha gohan wo tabeni ikimashita.

Etc, etc, etc…

Acredite: depois de ver a mesma estrutura dezenas, centenas, milhares de vezes, você vai saber usá-la, vai entendê-la perfeitamente, ela vai ter sentido para você e quando alguém falar “watashi wa kaimono wo suru ikimashita” você vai dizer “tá errado isso”, vão te perguntar “por que?”, e você vai responder “porque sim, por que não tá certo”, do mesmo modo que um japonês responderia e do mesmo modo que se alguém falar “eu comprar fui” você sabe que está errado!

Quando o Tatau fala que faltou estudar gramática, o que faltou foi exposição as estruturas cobradas na prova de proficiência, mas não conhecimento das regras gramaticais. Em vez de sentar e tentar aprender as regras, sente e leia, escute, exponha você ao idioma o maior tempo possível e fique atento para palavras, frases, estruturas. Com certeza você terá bons resultados!

Para por aqui pois o post está ficando longo, mas se você tem opiniões a respeito do assunto, deixe um comentário!

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