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Kanji – O guia completo!

Posted on the October 7th, 2009 under Ideogramas japoneses by Mairo

Kanji, os ideogramas japoneses, chamam muito atenção e confundem muita gente na hora de estudar. Para acabar de vez com qualquer mistério sobre o assunto, resolvi fazer um guia completo sobre os ideogramas japoneses.

Kanji ou Kanjis?

Bom, a primeira coisa que você tem que saber sobre os ideogramas japoneses é que eles são chamados de KANJI. Uma coisa curiosa é que não existe o plural de kanji (“kanjis”), embora, muitas vezes, costumemos escrever “kanjis”. Quando falamos “o kanji”, estamos falando sobre os ideogramas em geral. Para se referir e um único kanji, podemos dizer “um kanji”. Particularmente, eu preferindo usar “ideogramas”, quando me refiro a vários “kanji”.

O que é exatamente um Kanji?

Uma imagem vale mil palavras…

kanji-amor

O kanji é literalmente um ideograma, o que, segundo o dicionário, significa “sinal que não exprime som nem articulação, mas ideias”. E o kanji, em sua essência, é exatamente isso: um sinal, uma figura, que exprime uma ideia. Esse que mostramos, exprime a idea de amor. Se você ver esse kanji em algum lugar, saberá que significa “amor”. É importante saber que, embora o kanji venha da China, ele, na realidade, não tem língua nenhuma, mas sim é usado por algumas línguas, como o chinês e o japonês, do mesmo modo que as letras romanas (a, b, c…) não tem uma língua específica, mas são usadas por centenas de línguas do mundo.

De onde veio o kanji?

Muito gente gosta de estudar a história do kanji, seja por curiosidade, seja como uma forma de aprender os ideogramas. O kanji nasceu na china, durante a dinastia HAN (KAN em japonês.) KAN significa “dinastia Han”, JI significa “letra”, assim “kanji” é literalmente “letra da dinastia Han”. Segundo a Wikipedia, Monges Budistas chegaram ao Japão no século V e trouxeram consigo textos em Chinês que foram então utilizados para criar um sistema de escrita japonesa, que ainda não existia naquela época. No início, só havia kanji, até que então foram desenvolvidos os dois silabários (hiragana e katakana), ambos baseados no kanji. Hoje em dia, os dois silabários e o kanji são usados ao mesmo tempo no sistema de escrita japonês. Na imagem abaixo, temos uma frase simples “watashi no namae wa mairo desu” (Meu nome é Mairo) em que são usados os dois silabários (hiragana e katakana) e o kanji, tudo ao mesmo tempo!

kanji-exemplo

A leitura do kanji?

Além de significado, o kanji também tem uma forma de ser lido. Essa é uma das partes mais complicadas do japonês, pois cada kanji tem diferentes formas de leitura dependendo do contexto. Um único kanji pode ser lido de 5 ou mais formas diferentes!  Dê uma olhada nessa imagem para ver como o mesmo kanji pode ser lido de duas formas diferentes…

kanji-sora

 

No primeiro caso, o ideograma de “céu” é lido SORA. No segundo, é lido “KARA”. Em ambos os casos o kanji exprime a idéia de “céu/vazio”. Karate é a arte das mãos (TE) “vazias” (KARA), ou seja, de usar suas mãos, e somente elas, como um arma.  As leituras são dividas em dois tipos: Onyomi e Kunyomi.

Onyomi

Onyomi é a leitura de origem chinesa do kanji. Ela é geralmente usada em palavras compostas, quando o kanji faz parte de outra palavra. Por exemplo, o kanji de rua/caminho 道 é lido “michi”, e seu onyomi é DO, como na palavra kendo 剣道 (caminho da espada).

Kunyomi

Kunyomi é o leitura japonesa do kanji. Ele é geralmente usado quando o kanji vem isolado de outras palavras. No exemplo anterior, o kanji 道 é lido MICHI. Michi é o kunyomi do kanji, que significa “rua/caminho”.

É importe saber que um único kanji pode ter mais de um onyomi e um kunyomi. É exatamente isso que torna o aprendizado complicado, pois dependendo do contexto, a leitura pode mudar!

Como Aprender o Kanji?

Essa é a grande pergunta! Como aprender o kanji! Bom, a primeira coisa que você tem que saber é que existem centenas de ideogramas! 2000 ideogramas são usados no dia-a-dia japonês, e para conseguir ler efetivamente em japonês é preciso conhecer praticamente todos eles! Os japonesas começam a aprender kanji na primeira série e só terminam no final do colegial! 12 anos aprendendo kanji! Claro que você não quer levar 12 anos para aprender, então vamos ver quais são as alternativas…

As dificuldades de aprender

Aprender kanji, com disse um professor meu, é um luta entre lembrar e esquecer (覚えると忘れるの勝負). Você vai precisar memorizar centenas de letras, riscos, leituras, significados, etc. Multiplique 2000 ideogramas por 3 leituras médias para cada kanji e você já tem 6000 leituras diferentes! Muito trabalho, não? Além disso, com o tempo, o kanji começa a confundir, você começa a achar que este é aquele e aquele é este, e por aí vai. Enfim, as dificuldades são muitas, mas nada que os métodos corretos são corrijam!

Quais os melhores materiais para aprender?

Os métodos normais para o ensino/aprendizagem são os seguintes…

1. Aprenda os silabários (hiragan e katakana) e ir então aprendendo o kanji aos poucos…

NÂO FUNCIONA! Quando você chegar nos 300-400 ideogramas, vai começar a confundir todos eles e achar que é impossível aprender 1000 ou mais ideogramas. Sem contar que a velocidade que você esquece é maior do que a velocidade que você aprende.

2. Escrever o mesmo kanji centenas de vezes num caderno…

Ok, todo estudante de japonês faz isso. PARE AGORA! Isso não serve para nada, absolutamente nada! Minto, serve para uma coisa: para confundir ainda mais os ideogramas na sua cabeça. Escute o que eu digo, escrever o mesmo kanji dezenas de vezes NÃO ajuda na memorização dos mesmo.

Esses dois métodos são os mais usados e realmente não funcionam. Se você tem dúvidas, vá para um escola de japonês e veja  quão bom são os estudantes. A grande maioria para na barreira dos 300-400 ideogramas. Disso, porque eu passei por isso! Felizmente, depois eu descobri que existiam outros métodos….

Os melhores métodos, na minha opinião, são…

1. Usar um SRS.

Você pode seguir o método de ir aprendendo aos poucos se você combinar isso com um SRS. Se você não sabe o que é um SRS, leia AQUI. Eu costumo usar o Anki. Quando eu estudava sem SRS, achava difícil aprender UM ideograma novo por dia. Com o SRS, você pode aprender 10, 20, 30 ou mais por dia…

2. Usar o Livro Remembering the Kanji.

Esse é, sem dúvida nenhuma, o melhor livro já feito para estudar kanji. Ele tem um método bem diferente, focado no significado do kanji. Muita gente crítica o método, mas a diferença de usá-lo ou não é muito grande. O único problema é que o método é em inglês, assim, você precisa ter um noção básica do idioma.

3. O melhor de todos! Combine os dois métodos. Remembering the Kanji e SRS!

Mais algumas dicas…

Uma boa dica é estudar kanji sempre dentro de um contexto. Assim, quando quiser saber um kanji, procure sempre um frase que use o kanji. Isso faz com que você sempre aprenda o kanji junto outras palavras e dentro de certa estrutura. Estudar ideogramas isolados dá muito mais trabalho e os resultados não são tão bons, assim, estude sempre frases e textos. Outra coisa importante é não ter medo de aprender kanji. Como kanji é a parte mais difícil dos estudos do idioma japonês, é bom você se dedicar bastante aos estudos dos ideogramas. Quanto mais cedo e com mais intensidade você estudar kanji, melhores serão os resultados. Se você seguir o caminho “aprender hiragana/katakana e kanji aos poucos”, só vai acabar se decepcionando lá pra frente, quando der de cara com a “parede de kanji” que eventualmente vem pela frente. Assim, minha recomendação final é: estude kanji o máximo que puder! Como eu disse, kanji nunca é demais!

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Clínica do Kanji #4 – “Como eu leio isso? Deixe-me contar as maneiras…”

Posted on the August 15th, 2008 under Ideogramas japoneses by Mairo

Clínica do Kanji #4, The Japan Times, 15 deJunho de 2001
“Como eu leio isso? Deixe-me contar as maneiras…”

Comparado com a aprendizado da leitura dos 1,945  ideogramas de usa geral do japonês, Aprender a escrever os ideogramas de cabeça é moleza. Veja o caso de 生 (“vida”), um ideograma muito popular com número especialmente alto de diferentes pronúncias. Peça para uma amigo japonês dar um exemplo de palavra para cada leitura de 生: sei, shou, nama, ki, umu, ikiru, hayasu, ou e naru. (e.g.: 生徒 seito “estudante”, 生ビールnama-biiru “draft beer”).

Se você não o fez, pode provalvelmente aprender a escrever 生 de cabeça em alguns minutos. No entanto, você ainda vai descobrir leituras diferentes para este ideograma nos próximos 10 ou 20 anos!

Da onde saiu esse sistema de leituras que nos dá tanta dor de cabeça? Pelo que se sabe, os japoneses já falavam japonês muito antes de emprestar o sistema de escrita chinês. Porque as duas línguas eram completamente diferentes, somente os ideogramas por si mesmo não combinavam muito bem com o japonês, porém com a adição dos kanas [hiragana e katakana]foi possível criar o sistema de escrita japonês.

Para demonstrar o porquê de haver variadas leituras para cada ideograma, vamos dar uma olhada no kanji 東 (“leste”) e 都/京 (ambos significando “capital”, para cidade). Antes de sua relação com o kanji, os japoneses já tinham duas palavras para os significados de “leste” and “capital” (higashi e miyako, respectivamente). Muitos palavras antigas, “pre-kanji”, foram associadas com ideogramas de mesmo significado; estas pronpuncias são chamadas “leitura kun”. Alguns ideogramas não tem um “leitura kun”, mas a maioria deles tem uma ou duas.

Além dessas “leituras kun” foram adicionadas leituras que são uma imitação japonesa das leituras em chinês, chamadas “leitura on”. Para ter uma idéa de como os japoneses já alteravam as palavras estrangeiras para sua própria língua desde os séculos passados, basta dar uma olhada na moderna terebi (“televisão”) e makudonarudo (“McDonald”).

O kanji entrou no Japão por várias regiões de diferentes dialetos do chinês, durante períodos históricos diferentes, aumentando ainda mais o confusão de leituras existentes. As  “leituras chinesas” são geralmente incompreensíveis para os Chineses. Um kanji normal tem de uma a três leituras on.

Leituras on são mais frequentes em compostos do que leituras kun, mas há exceções. Por exemplo, 東(“leste”) e 京 (“capital”), quando juntos formam a palavra 東京, que é pronunciada “Toukyou” (Tóquio). No campo das artes marciais, 剣道 “kendo” e 柔道 “judo” também usam leituras on, enquanto  空手 “karate,” junção de 空 (“vazio”) E 手 (“mão”) usa leituras kun. A grande maioria dos nomes de pessoas e lugares em japonês, como 鈴木 Suzuki e 横浜 Yokohama, usam leituras kun.

Alguns compostos podem também ter uma mistura das duas leituras, por exemplo, 毎朝 (maiasa, “toda manhã”). O “mai” é uma leitura chinesa, já o “asa” é japonês.

Para complicar ainda mais, existem as palavras com “leituras especiais”. Consistem em dois caracteres juntos com base somente no significado, sem relação com a pronúncia. Um exemplo é 大人 (“adulto”): junção de 大(dai, “grande”) e 人(jin, “pessoa”), que é não pronunciado “daijin”, como seria esperado, mas sim otona.

Finalmente, temos os kanjis usados meramente pela sua pronúncia, sem relação alguma com seu significado. 寿司 sushi, sem dúvida nenhuma a palavra japonesa mais conhecida no mundo, é um exemplo de “ateji”: 寿司 é um junção de duas leituras on, em que os caracteres signifcam “longevidade” e “oficiar,” os quais não nos trazem a idéia de “peixe cru com arroz”

Ateji são às vezes usados para substituir palavras em katakana, emprestadas de outros idiomas. Um exemplo é 倶楽部 (kurabu, “clube”), que você pode ver em muitos clubes noturnos. Os ideogramas significam: junta, prazer e departamento.

Sem dúvida, a parte mais complicada no aprendizado dos ideogramas são as leituras. Na próxima coluna, vamos ver como usar a “análise de componentes” como ajuda para adivinhar as leituras.

Enquanto isso, ao ivés de “Tokyo,” tente falar “Higashi-Miyako” numa conversa. (e.g.: “Eu estava pensando em ir para Higahi-Miyako!”) Você certamente vai se divertir um pouco e pode até entrar numa boa conversa sobre aprendizado dos ideogramas.

Traduzido por Mairo C. Vergara
Artigo original em inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc4final.htm

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Kanji é significado!

Posted on the March 3rd, 2008 under Dicas para aprender japonês,Ideogramas japoneses by Mairo

Alguns dias atrás encontrei uma das minhas antigas professoras de japonês. O motivo: foi contar que não passei no exame de proficiência! Pois é, reprovei no 2 kyuu! Fiz 229 pontos, sendo que eram precisos 240 para passar. Isso quer dizer que acertei uns 58%, faltou apenas 2%!!!! Tudo bem, já faz tempo que eu “me toquei” que essa coisa de passar nas provas de proficiência é apenas uma questão de tempo, e como no fim desse ano eu vou passar no 2 kyuu com certeza, quem sabe daqui 2 anos não passo no 1kyuu! Como disse, questão de tempo… 

Mas não é sobre isso que vim falar. Vim falar que conversando com minha professora, expliquei como eu estava estudando kanji, e como isso não era mais um problema para mim. De fato eu reprovei por causa do listening (que vergonha, mas acho que fiquei nervoso na hora). O Kanji e a leitura/gramática foram mais tranquilos, principalmente o Kanji! Quando expliquei que muitos kanjis da prova eu sabia o significado, mesmo sem saber ler, ela me disse: “Mas kanji é significado”.

Eu digo de novo: Kanji é significado!

Você aí estudante de japonês, “enfie” isso na sua cabeça! Kanji é significado! Um ideograma tem um significado, independente da línguas, se é chinês, japonês, coreano, etc. De fato o Kanji não uma língua em si, ele é simplesmente um ideograma (um desenho, um monte de risquinho, etc, como você preferir…) que carrega um significado. Poderiamos usar um kanji em qualquer língua, bastando que as pessoas soubessem os significados!

É por isso que sou adepto do filosofia de James Heisig no seu Remembering the Kanji, no qual se pretende aprender os 2042 ideogramas de uso geral antes de qualquer estudos de japonês, usando uma única palavra em inglês para cada ideograma! “Mas não vou saber ler, mas eles não tem várias leituras, mas isso não é japonês, blá blá blá”!

Não, não é japonês! É kanji! Kanji e japonês são coisas diferente, você pode aprender japonês sem aprender kanji, porém é recomendável aprender kanji caso queira aprender ainda mais japonês!

Assim, aprenda o kanji e o que ele significa! Depois disso pense em aprender leituras e todo o resto!

Até a próxima!

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Clínica do Kanji #3 – Você, também, pode ser um peso pesado no ‘Kanji Sumo’

Posted on the November 5th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Clínica do Kanji, Coluna #3, The Japan Times, 25 de Maio, 2001

“Você, também, pode ser um peso pesado no ‘Kanji Sumo’”

Wang Qingli de Shanghai e Brian McCormick, um canadense, encontraram-se dois anos atrás em Tóquio quando caíram juntos no nível inicial de um curso de japonês intensivo. Ambos tinham dificuldades com compreensão oral, gramática e vocabulário desconhecido, porém eram motivados e diligentes. Após alguns meses, seus professores começaram a dar cada vez mais ideogramas. Foi nesse ponto que o progresso de Brian começou a ficar consideravelmente lento em relação ao de Wang.

Mesmo sem saber hiragana e katakana, desde seu primeiro dia no Japão Wang podia entender muito do japonês escrito que ela via em sua volta. Claro que ela não podia dizer a pronuncia do Kanji em japonês, mas assim mesmo ela tinha uma grande vantagem em relação a Brian: Ela já sabia o significo do Kanji em sua língua nativa, e sabia como escrevê-los de cor.

No último Dezembro ela passou o nível um do Teste de Proficiência em Língua Japonesa, e no momento estuda Farmácia numa universidade japonesa. Brian, por outro lado, logo foi devastado pelo Kanji. Sabendo que ele seria capaz de usar softwares capazes de converter palavras em Kanji, ele disse para seu professor que “aprender a reconhecer os ideogramas com o propósito de ler será suficiente”, e que ele não tinha interesse em aprender como escrevê-los a mão.

O professor avisou que em prol de ser capaz de distinguir o grande número de ideogramas semelhantes, Brian deveria desenvolver a habilidade de analisar as formas dos ideogramas. Então, Brian escreveu e reescreveu os ideogramas muitas e muitas vezes, mas acabou esquecendo muitos deles no final.

E as pronúncias! Mesmo Wang falou para Brian que ela também achava estas assombrosas. Um Kanji em chinês normalmente tem uma pronúncia, no máximo duas bem parecidas. Com japonês não é assim. Um Kanji típico em japonês tem de uma a três pronúncias derivadas do chinês (leitura on) e outras uma, duas ou três pronúncias que são as palavras em japonês, com o mesmo significado do Kanji (leitura kun).

Nosso amigo Canadense desistiu do curso quando foi pedido que ele repetisse o nível básico. Ele decidiu que aprender japonês era uma coisa sem esperança e voltou sua atenção para atingir fluência oral no idioma.

Brian foi um peso leve no “Torneiro Lingüístico de Sumo” conhecido como Aprendizado de Kanji. Diferente de pesos pesados como Wang, Brian e o resto de nós provenientes de um mundo sem Kanji encaramos a formidável tarefa tripla de aprender a forma, o significado e um vasto número de pronuncias para cada novo Kanji.

E se, ao invés de nos colocarmos no frustrante e muitas vezes infrutífero exercício de tentar simultaneamente memorizar todos os três aspectos de cada novo ideograma, tomemos uma abordagem “divide and conquer” [dividir e conquistar].

Esta é a estratégia proposta no livro de auto-estudo “Remembering The Kanji I”. Usando o sistema de James Heisig, os aprendizes aprender primeiro a forma e um significado, em sua língua nativa, para cada um dos 1,945 ideogramas de uso geral, antes mesmo de pensar em suas pronúncias.

Particularmente, eu demorei seis meses para completar o livro de Heisig e outro ano para aprender leituras suficientes para passar o nível 1 do exame de proficiência. Heisig diz que estudantes “full time”, devem ser capazes de terminar o livro de quatro a seis semanas.

Eles devem ter aproximadamente a mesma vantagem que Wang teve sobre Brian quando ela chegou no aeroporto de Narita: Mesmo que eles não saibam um única pronúncia, eles podem começar a sentir-se confortáveis com as palavras impressas no Japão, e suas vidas “nunca serão as mesmas novamente”.

Quando eles virem num estacionamento no supermercado uma placa escrito 8時 にて閉鎖します [Fecha as 8 horas], eles vão lembrar as “keywords” de Heisig para[tempo], [fechado] e [corrente]. Como os executivos de Taiwan que não são capazes de ler a placa em voz alta, mas podem entender o significado, eles irão para casa de carro, e não a pé.

Quando olharem bananas a venda e virem 減農薬lembrarão as keywords “reduzido-agricultural-remédio” e comprarão um produto mais seguro para seus filhos.

Quando virem徐行num sinal de transito, poderão lembrar “gradualmente-ir” e irão dirigir na velocidade adequada.

Tornando-se pesos pesados no “Kanji Sumo”, terão após a tarefa árdua de aprender as pronúncias dos ideogramas. Nós também vamos tratar disso, na próxima coluna da Clínica do Kanji!

Tradução por Mairo C. Vergara
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc3final.htm

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Clínica do Kanji #2 – Como construir sua casa de kanji, bloco por bloco

Posted on the September 27th, 2007 under Uncategorized by Mairo

Clínica do Kanji Coluna #2, Japan Times, 4 de Maio de 2001.

“Como construir sua casa de kanji, bloco por bloco”

Muitos estrangeiros adultos vivendo no Japão aspiram fluência literária em Japonês. Infelizmente estes aprendizes de ideogramas geralmente falham em considerar um aspecto crítico da tarefa que tem em mãos: a extrema importância de selecionar uma seqüência efetiva para aprender todos os 1,945 ideogramas de uso geral (joyo). Saber todos estes ideogramas é essencial para entender materiais escritos em japonês.

Livros de kanji para estudantes estrangeiros normalmente começam com os 80 ideogramas da 1ª série do ensino fundamental japonês. Um monte de ideogramas visualmente complexos, não familiares para iniciantes, contendo palavras compostas como勉強 benkyoo “estudo” ou郵便局 yuubinkyoku “correio” são normalmente ensinados no início por serem considerados como “necessários/freqüentemente usados” por adultos.

Livros assim, por falta de uma seqüência voltada para adultos, seguem então de certo modo a ordem definida pelo Ministério da Educação do Japão, mostrando a seguir os outros 926 ideogramas que alunos aprendem até a 6ª série.

Querer que estrangeiros adultos, com suas vidas atarefadas devido a trabalho, estudo, etc., memorizem os ideogramas na mesma seqüência usada pelas crianças é um erro grave: Quebra com uma abordagem de “construção” que pode tornar a tarefa muito mais fácil.

Muitos caracteres simples que não são introduzidos a estudantes elementares ou mesmo a estrangeiros estudantes de japonês podem ser facilmente usados como “tijolos, blocos de construção” para memorizar caracteres mais complicados. Por exemplo, “ponto” e “loja”, ambos ensinados na segunda série, incluem o ideogramaadivinhação“, o qual não é ensinado nas seis séries do ensino fundamental, aparecendo só depois na junior high school.

Você deve ter aprendido o primeiro ideograma de写真 shashin “fotografia” nas suas primeiras lições de japonês; agora você sabe que um de seus componentes, “transmitir”, é também um kanji de uso geral?

James Heisig, em seu inovador “Remembering The Kanji I, Um curso completo de Como Não Esquecer o Significado e a Escrita dos Ideogramas Japoneses”, apresenta todos os 1,945 ideogramas de uso geral na forma de “construção de blocos”: Ele não apresenta um ideograma antes que todos seus componentes/partes tenham sido devidamente nominadas/apresentadas.

Heisig assume que os usuários de seu “Kanji for Dummies” pretendem aprender cada um dos 1,945 ideogramas. Desde modo, ele não se preocupa com listas de freqüência ou ordens nas quais os estudantes japoneses memorizam os ideogramas.

A técnica de auto-estudo, “análise de componentes” de Heisig, permite que adultos, dotados de noções de lógica, abstração e concentração pouco vistas em crianças, relembrem o significado e a forma precisa mesmo dos mais complexos ideogramas vendo-os como a soma, o total de suas partes.

Nomeando alguns componentes com base em usos tradicionais (árvore ou fogo ), Heisig também traz outros nomes engraçados para os ideogramas e suas partes como “óculos de sol” ou “cofrinho”.

Ele mostra, com 500 de suas próprias engraçadas histórias, como usar o incrível poder da imaginação para lembrar os ideogramas. Os estudantes então têm de criar suas próprias histórias para os outros 1,500 ideogramas.

Aqui temos três histórias de Heisig, usando o componente chamado “computador”(Aviso: compartilhar essas histórias com qualquer um que tenha aprendido kanji ao “modo-antigo/tradicional” pode causar reações violentas)

PRETO

é COMPUTADOR, são CHAMAS. Como a maioria das coisas elétricas, um computador pode superaquecer. Imagine chamas saindo do computador, queimando tudo e a única coisa que sobra são as cinzas pretas do que era seu computador.

CARPA

Peixe e 里埋computador. Em bandeiras japonesas que trazem carpas desenhadas, os pais colocam também um computador, esperando que seus filhos tenham a coragem e determinação de carpas que nadam contra a corrente, e a eficiência e memória de computadores.

ENTERRAR

é terra. é computador. Aqui nós enterramos nosso amado computador, o qual nos serviu tão bem.

O livro de Heisig não contem a pronúncia dos ideogramas. Este iconoclasta dos ideogramas recomenda fortemente que você, aspirante sério a fluência literária em japonês, primeiramente aprenda a forma exata e o significado, em forma de uma única palavra, para cada um dos 1,945 ideogramas. Isso serve como a forte base para o aprendizado das muitas formas de pronúncia, e dá a você a mesma vantagem que estudantes vindos de países que utilizam ideogramas têm no aprendizado do idioma japonês.

O aprendizado do kanji deixa de parecer algo ruim quando misturado com humor. A abordagem bloco por bloco, história por história de Heisig, pode ser justamente o que você precisa para dar um novo impulso nos seus estudos de japonês

Tradução por Mairo C. Vergara
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc2final.htm

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Clínica do Kanji #1 – Não se desespere – você pode colocar um fim ao kanji caos

Posted on the September 22nd, 2007 under Uncategorized by Mairo

O que é a Clínica do Kanji?

Kanji Clinic (Clínica do Kanji) é uma coluna publicada na terceira terça-feira de cada mês no The Japan Times.

Seu propósito é providenciar conselhos práticos e inspiração para adultos não-japoneses que querem atingir fluência literária em língua japonesa aprendendo os 1,945 kanji (ideogramas chineses) de uso geral. Escrita por Mary Sisk Noguchi, professora associada (aposentada) da Universidade de Meijo em Nagoya, Japan.

Clínica do Kanji Coluna #1, The Japan Times, 13 de Abril, 2001.

“Não se desespere – você pode colocar um fim ao kanji caos

Lisa Garcia Yoshimoto, residente a longo tempo no Japão, vem de um país onde Kanji é raramente visto.

Largamente iletrada em japonês, ela experimenta um luta diária para ser totalmente funcional e participante na sociedade japonesa. Lisa costumava depender muito de materiais impressos na sua vida diária em sua terra natal.

Ela considera irritante e humilhante a necessidade de ajuda de colegas na escola onde ele ensina inglês, ou mesmo de seu marido, para ler o mais ordinário material impresso ou escrito a mão. Lisa fala japonês fluentemente. Ela pode tranqüilamente identificar algumas centenas de “ideogramas essenciais para a sobrevivência”, porém ele gostaria de ser capaz de ler muito mais: memorandos no trabalho, notas enviadas pelos pais de seus alunos, web sites japoneses, jornais e revistas, instruções de comidas e remédios, etc.

Para fazer isso, Lisa sabe que vai ter de aprender aproximadamente 2000 ideogramas. De tempos em tempos, ela obedientemente abre um dos muitos livros didáticos de kanji, os quais ela comprou ao longo dos anos.

“Eu sou inteligente e motivada”, pensa Lisa. “Por que eu estudo tanto e esqueço tanto?”. A resposta provavelmente está no modo como Lisa tem estudado o kanji. Ela e muitos outros incontáveis estudantes de língua japonesa tem gastado sua energia em métodos que levam a resultados somente parciais.

Métodos para introduzir o kanji para aprendizes adultos são normalmente os mesmos utilizados com crianças: Professores de sala de aula e escritores de livros didáticos apresentam, primeiramente, a ordem correta de escrita e uma ou duas leituras para cada novo ideograma. Então eles mostram qual parte do ideograma é usada para localizá-lo num dicionário de ideogramas (o “radical”), e finalmente, eles dão alguns exemplos de palavras compostas nas quais o ideograma é utilizado.

As necessidade e resistências que adultos trazem para o aprendizado do kanji, de outro modo, demandam técnicas diferentes daquelas usadas por crianças. Estudantes elementares de japonês, com suas mentes não-críticas, memorizam aproximadamente 1000 ideogramas por meio de aprendizado repetitivo. Por outro lado, estrangeiros adultos que estão aprendo kanji não têm a vantagem de serem falantes nativos do idioma japonês.

Entretanto, adultos possuem uma grande experiência de vida e de sucesso de aprendizado. Eles se beneficiam freqüentemente de uma abordagem racional e lógica, em que tudo se encaixa e é explicado. Adultos atarefados, muito ocupados, tendem a desistir antes de adquirir fluência literária em japonês, a mesmo que estes possam sua necessidade de ver “ordem”, e não “caos”, no estudo dos ideogramas. Aprendizes como Lisa irão apreciar alívio de suas dores de cabeça com ideogramas se usarem livros que quebram o kanji em partes manejáveis, por meio de uma técnica chamada “análise de componentes”.

Está abordagem sistematicamente quebra cada ideograma em partes de uma a seis traços, e designa nomes para cada parte. Estes nomes podem ou não ser baseados nas antigas explicações chinesas para os ideogramas. Um aprendiz pode facilmente recordar a forma correta e o significado de um complexo ideograma ligando os componentes com vívidas histórias.

Vários e excelentes livros de auto-estudo incluem “análise de componentes”, incluindo “2001 Kanji” de Joseph R. De Roo (Bonjinsha Publishers).

De Roo investigou durante anos a antiga história e cultura chinesa procurando ligações que pudessem explicar a lógica existente por trás dos componentes. Aqui estão quatro das histórias de De Roo que incluem o componente “de pé”. As histórias também os seguintes componentes:

“Dez”, “Árvore”, “Obersvar”, “Mão” “Mulher” e “Sol”.

(Nota: Somente um significado em português [original em inglês] é designado para cada kanji e cada componente)

“PICANTE”

Quando você come algo PICANTE, você LEVANTA DEZ vezes mais rápido que o normal a vai para a cozinha lavar sua boca…

“PAIS”

PAIS responsáveis que moram perto de uma floresta (ÁRVORES DE PÉ) devem observar seus filhos cuidadosamente devido aos perigos da floresta.

“ENTRAR EM CONTATO COM”

A MÃO de um homem ENTRA EM CONTATO COMuma prostituta (uma MULHER DE PÉ que trabalha nas ruas).

“SOM”

Povos da China antiga costumavam ouvir o SOM do sino do templo,pela manhã, no momento em que o “SOL LEVANTA”.

Você sofre de suaves até severas dores de cabeça devido aos ideogramas? Você experimenta depressão clínica quando dá de cara com uma página em japonês? Análise de componentes, uma sistemática e efetiva maneira de introduzir ideogramas na sua memória ativa, pode levar você à recuperação. Esta coluna tratará uma variedade de assuntos sobre aprendizado de kanji, e providenciar um fórum para comunicação entre aprendizes adultos de kanji. A Clínica do Kanji está aberta; por favor informar dores e indisposições, assim como efetivos tratamentos para o aprendizado de kanji na KanjiClinic.com.

Mary Sis Noguchi é professora associada da Universidade de Meijo, em Nagoya. Ela foi recentemente diagnostica como “viciada em ideogramas”.

Tradução por Mairo C. Vergara
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc1final.htm

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