Cesar Cielo – Ganha quem QUER mais!
Como o Cesar Cielo foi campeão do mundial de natação, resolvi republicar este texto, que escrevi quando ele ganhou as olimpíadas. Boa leitura!
Quem viu o Cesar Cielo ser campeão olímpico de natação? Depois que o Cielo garantiu nosso único ouro até o momento em Pequim, eu vi o Gustavo Borges falando sobre o que o nadador precisa para ser campeão: fazer o básico (largada, chegada, etc), nadar bem (óbvio) e querer.
“Quem quer mais é que vai ser campão”, Gustavo Borges.
E no jogo de aprender línguas vale o mesmo. Quem quer mais é que vai aprender! Esse é um problema antigo no aprendizado de línguas. Estudantes sem motivação alguma, mas que por algum motivo qualquer querem aprender um idioma e então vão fazer cursos, ou pagam aulas particulares, quando na realidade não querem de verdade aprender, simplesmente precisam do idioma por algum motivo, normalmente trabalho. Esses estudantes dificilmente vão aprender. É como nadar uma prova de 50 metros simplesmente por nadar, sem vontade de vencer, de ser campeão. Todos os campeões tem uma coisa em comum: a vontade de ser campeão. Não nadam ou jogam ou estudam pelo dinheiro, mas sim porque querem se superar, querem vencer. Do mesmo modo todos os estudantes que sucedem no aprendizado de línguas compartilham a vontade de aprender, a vontade de entender a produzir o idioma que estudam.
Indo além na minha comparação, as diferenças entre competidores de alto nível são mínimas. Micheal Felps, maior nadador na história, ganhou uma de suas medalhas por 0,01 segundos de diferença para o segundo colocado. Sabe o que ele falou para o Cielo? “Essa foi por um centésimo de segundo, então coloca a mão na parede (da piscina) a mais cedo possível que você ganha!”. Pois quando estudamos línguas, não importa muito quem tem mais jeito, quem aprende mais fácil, etc. É quem quiser mais, quem “colocar a mão na parede mais cedo”, esses são os que vão aprender, esses serão os campeões!
Língua e esporte tem muito em comum. Diferente dos outros tipos de estudo, língua é algo que necessita prática, treino, paciência e persistência. Por mais que os professores “modernosos” venham com esses papos de sala de aula dinâmica, aulas assim ou assado, psicologia, seilaoquegia, etc. Tudo isso é uma imenso blá-blá-blá para encher as salas de aulas de alunos que pagam mensalidades caríssimas. Tomando as palavras do Gustavo Borges, para ser campão você precisa:
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Fazer o básico: estudar, e com regularidade;
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Nadar bem: saber estudar, estudar bem! É melhor fazer exercícios ou ler um texto? É melhor estudar com romaji ou com kana/kanji?
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Querer: você tem que querer aprender, nada de “preciso aprender”. Se você não gosta ou não quer aprender, melhor tentar fazer outra coisa.
Bom, espero que o texto ajude você a dar uma melhorada nos seus estudos, ou pelo menos refletir um pouco, já que essa é uma lição que serve para muitas coisas na nossa vida. Até a próxima!
Abordagem revolucionária no aprendizado de idiomas [Japonês no nosso caso
Imagine poder lembrar de tudo que você estuda? Imagine poder decorar todas as leis de seu livro de direito, todas as fórmulas químicas do cursinho e, no caso de nós estudantes de Japonês, todos os ideogramas, seus significados e leituras. O que muita gente não sabe é que existe uma forma de fazer isso que não exige horas e horas e esforço e sofrimento em cima dos livros. Essa forma chama-se Spaced Repetition (repetição espaçada).
Stu Ja
