Posts Tagged ‘idiomas’

Cesar Cielo – Ganha quem QUER mais!

Wednesday, August 5th, 2009

Como o Cesar Cielo foi campeão do mundial de natação, resolvi republicar este texto, que escrevi quando ele ganhou as olimpíadas. Boa leitura!

Quem viu o Cesar Cielo ser campeão olímpico de natação? Depois que o Cielo garantiu nosso único ouro até o momento em Pequim, eu vi o Gustavo Borges falando sobre o que o nadador precisa para ser campeão: fazer o básico (largada, chegada, etc), nadar bem (óbvio) e querer.

Quem quer mais é que vai ser campão”, Gustavo Borges.

E no jogo de aprender línguas vale o mesmo. Quem quer mais é que vai aprender! Esse é um problema antigo no aprendizado de línguas. Estudantes sem motivação alguma, mas que por algum motivo qualquer querem aprender um idioma e então vão fazer cursos, ou pagam aulas particulares, quando na realidade não querem de verdade aprender, simplesmente precisam do idioma por algum motivo, normalmente trabalho. Esses estudantes dificilmente vão aprender. É como nadar uma prova de 50 metros simplesmente por nadar, sem vontade de vencer, de ser campeão. Todos os campeões tem uma coisa em comum: a vontade de ser campeão. Não nadam ou jogam ou estudam pelo dinheiro, mas sim porque querem se superar, querem vencer. Do mesmo modo todos os estudantes que sucedem no aprendizado de línguas compartilham a vontade de aprender, a vontade de entender a produzir o idioma que estudam.

Indo além na minha comparação, as diferenças entre competidores de alto nível são mínimas. Micheal Felps, maior nadador na história, ganhou uma de suas medalhas por 0,01 segundos de diferença para o segundo colocado. Sabe o que ele falou para o Cielo? “Essa foi por um centésimo de segundo, então coloca a mão na parede (da piscina) a mais cedo possível que você ganha!”. Pois quando estudamos línguas, não importa muito quem tem mais jeito, quem aprende mais fácil, etc. É quem quiser mais, quem “colocar a mão na parede mais cedo”, esses são os que vão aprender, esses serão os campeões!

Língua e esporte tem muito em comum. Diferente dos outros tipos de estudo, língua é algo que necessita prática, treino, paciência e persistência. Por mais que os professores “modernosos” venham com esses papos de sala de aula dinâmica, aulas assim ou assado, psicologia, seilaoquegia, etc. Tudo isso é uma imenso blá-blá-blá para encher as salas de aulas de alunos que pagam mensalidades caríssimas. Tomando as palavras do Gustavo Borges, para ser campão você precisa:

  1. Fazer o básico: estudar, e com regularidade;

  2. Nadar bem: saber estudar, estudar bem! É melhor fazer exercícios ou ler um texto? É melhor estudar com romaji ou com kana/kanji?

  3. Querer: você tem que querer aprender, nada de “preciso aprender”. Se você não gosta ou não quer aprender, melhor tentar fazer outra coisa.

Bom, espero que o texto ajude você a dar uma melhorada nos seus estudos, ou pelo menos refletir um pouco, já que essa é uma lição que serve para muitas coisas na nossa vida. Até a próxima!

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Abordagem revolucionária para aprender japonês (e outras línguas…)

Thursday, January 29th, 2009

revolutionary-article-on-language-learningAbordagem revolucionária no aprendizado de idiomas [Japonês no nosso caso :)]

Publicado dia 27 de Janeiro de 2009 em Victoria News, traduzido por este que vos fala!

O ensino de idiomas pode ser revolucionado segundo uma pesquisa do PhD da Victoria University Paul Sulzberger. Doc. Sulzberger descobriu que a melhor maneira de aprender uma língua é através da frequente exposição aos padrões de sons do idioma, mesmo que você não entenda nada do que isso significa. “Pode parecer loucura, mas simplesmente escutar a língua, mesmo que você não entenda, é muito importante. Muitos professores de idiomas podem não aceitar isso” diz Sulzberger.

“Nossa habilidade de ler novas palavras está diretamente relacionada com o quão frequentemente escutamos as combinações de sons que formam as palavras. Se você quer aprender Espanhol, escutar uma rádio em Espanhol na internet vai aumentar dramaticamente sua habilidade de entender o idioma e aprender novas palavras”

A pesquisa do Doc. Sulzberger desafia a atual teoria do aprendizado de idiomas. Sua hipótese principal é que simplesmente escutando um novo idioma criamos estruturas no cérebro requeridas para aprender novas palavras. “O tecido neural requerido para aprender e entender uma nova língua vai se desenvolver automaticamente a partir da simples exposição ao idioma – do mesmo modo como os bebês aprendem sua língua nativa” diz Dr. Sulzberger.

Ele começou a pesquisa após anos ensinando Russo para estudantes da Nova Zelândia e observando como os estudantes desistiam das aulas. “Eu sempre estive consciente das grandes dificuldades que os estudantes tem ao estudarem outra língua, principalmente no início. Muitos desistem pois pensam que não estão progredindo.” Doc. Sulzberger diz que estava interessado em saber o que faz o aprendizado de novas palavras tão difícil em uma língua estrangeira, enquanto estamos constantemente aprendendo novas palavras em nossa língua nativa. Ele achou a resposta no modo em que o cérebro desenvolve as estruturas neurais ao escutar novas combinações de sons.

“Quanto tentamos aprender palavras em língua estrangeira, damos de cara com sons para os quais não temos nenhuma representação neural. Um estudante tentando aprender uma língua estrangeira pode ter algumas poucas estruturas pré-existentes para se apoiar na hora de aprender novas palavras”. Doc. Sulzberger procurou por maneiras que as pessoas podem desenvolver essas estruturas para facilitar o processo de aprendizado. Sua descoberta foi simples: extensiva exposição ao idioma, algo fácil devido à globalização e às novas tecnologias. “É mais fácil aprender idiomas nos dias de hoje, pois estes são muito acessíveis. Você pode ir para casa e assistir o noticiário em Francês na internet”

Ele diz que pessoas tentando aprender uma língua estrangeira no seu país tem uma desvantagem se comparadas com aquelas que viajam para outro país e imergem-se nos sons e na cultura do idioma. Por essa mesma razão, ele diz, temos de repensar a maneira como línguas são ensinadas. “Professores devem assumir a importância de extensiva exposição auditiva na língua. Uma hora por dia estudando textos em Francês numa sala de aula não é suficiente, mas um hora extra escutando Francês no seu iPod pode fazer uma enorme diferença” diz Sulzberger.

Língua é uma habilidade, não é como aprender um fato. Se você quer ser um levantador de pesos, tens de desenvolver os músculos. Não há como aprender a levantar pesos lendo um livro. Para aprender um idioma você tem que cultivar o tecido cerebral apropriado, o que é feito por muita escuta. Música e filmes são ótimos!

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Mairo Vergara

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SRS – Como lembrar de tudo que você estuda!

Tuesday, January 27th, 2009

anki-srsImagine poder lembrar de tudo que você estuda? Imagine poder decorar todas as leis de seu livro de direito, todas as fórmulas químicas do cursinho e, no caso de  nós estudantes de Japonês, todos os ideogramas, seus significados e leituras. O que muita gente não sabe é que existe uma forma de fazer isso que não exige horas e horas e esforço e sofrimento em cima dos livros. Essa forma chama-se Spaced Repetition (repetição espaçada).

Nós temos dois tipos de memórias: a de curto e a de longo prazo. Na memória de curto prazo estão as coisas passageiras, que logo esqueceremos. Na memória de longo prazo estão coisas permanentes, que não esqueceremos dentro de um bom tempo (ou para sempre). A nossa memória de curto prazo é uma muita fraquinha, muito mesmo. Se eu te ensinar que KIATSUKEI é barômetro em Japonês, muito provavelmente você vai esquecer disso daqui um ou dois dias. Já a memória de longo prazo é muito forte. Eu lembro do telefone da minha vó até hoje (eu costumava passar os fim de semenas na casa dela), mesmo fazendo mais de dez anos que eu não disco esse número! Spaced Repetition é uma forma de estudar em que passamos as informações em nossa cabeça da memória de curto prazo para nossa memória de longo prazo. Para fazer isso, revisamos as informações regularmente, sempre um pouco antes de esquecer as mesmas. Por exemplo: hoje eu te ensinei que KIATSUKEI em Japonês significa barômetro.  Você lembrará disso por uma dia. Amanhã, eu te pergunto “como se fala barômetro em Japonês?” e você faz um esforço e diz “KIATSUKEI”. Esse esforço que você fez, forçou um pouco a passagem dessa informação do curto para o longo prazo. Agora, provavelmente você vai lembrar disso durante uma semana. No final da semana, quando você está quase esquecendo que KIATSUKEI significa barômetro, eu te pergunto novamente “então, ainda lembra como falar barômetro em Japonês?”, você pensa, concentra-se e responde: KIATSUKEI. Agora você está começando a memorizar essa informação. Daqui a um mês eu posso te perguntar novamente, e caso você lembre eu pergunto daqui a três meses. Para o caso de você não lembrar, voltamos atrás e diminuímos os intervalos. Com o tempo e as repetições espaçadas, a informação vai deixando a memória de curto prazo e passando para a memória de longo prazo. Essa técnica é extremamente poderosa, pois exige pouco esforço, apenas regularidade. O problema é que fazer isso manualmente é muito complicado. É agora que os computadores entram em ação!

SRS (Space Repatition System) são programas de computador que permitem que você crie flashcards (cartões pergunta-resposta) e teste seus conhecimentos nestes seguindo a lógica das repetições espaçadas. Funciona da seguinte maneira: você cria cartões resposta do tipo…

P- Como falar gato em Japonês?
R- Gato em japonês é Neko.

…e o programa, ao longo dos dias, vai te testando nesses cards. Seu trabalho é criar os cards e revisá-los todos os dias, sempre lembrando que quem define o que você vai revisar é o programa, não você. Os resultados do bom uso de um SRS são incríveis: o que você colocar lá, você vai lembrar, ponto.

Porque então não existem milhares de pessoas que lembram de tudo, sabem todas as leis dos livros de direito, todas as fórmulas químicas e todos os ideogramas japoneses? A resposta é simples: o uso de um SRS requer regularidade e dedicação. Por menor que seja o esforço, tendemos a preferir estudos mais intensos do que regulares. Revisar um SRS todos os dias durante meses ou anos não é tarefa fácil. Não basta decidir que você vai revisar todos os dias, é preciso criar o hábito de revisar todos os dias. Criar um hábito necessita um tempo de adaptação, normalmente umas três semanas de esforço, lembrando todo dia que “tenho que fazer X”. O bom é que uma vez que você cria o hábito, você simplesmente “faz” o que tem de fazer ao invés de fazer porque “tem que fazer”.

Qual SRS devo usar?

Existem vários SRSs por aí, mas o melhor de todos é o ANKI. Ele é free (grátis), é bonito e tem muitas opções. Acesse o site do Anki para baixar o programa e confira este ótimo guia de como usar o programa.

Abraços a todos!
Mairo Vergara

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Citações sobre aprendizado de idiomas

Friday, January 23rd, 2009

quotesStu Jay, um dos meus  poliglotas favoritos, disse “Quando eu pego uma língua pra valer, eu como, bebo, durmo e respiro a língua”. Já faz algum tempo que eu venho juntando citações a respeito do aprendizado de línguas, agora chegou a hora de compartilhá-las com vocês leitores. Espero que gostem e aprendam ainda mais sobre o aprendizado de línguas.

“A aquisição de uma língua não depende do uso extensivo de regras gramaticais e exercícios.” Stephen Krashen

Quando tratamos de uma língua, você não precisa necessariamente ficar “bom”; nela, você tem que simplesmente ficar “acostumado”. A língua tem que se tornar um hábito, um reflexo para você. Deixe-a entrar nos músculos de suas mãos, rosto e boca. E isso não requer que você pense muito, pois tudo que você tem de fazer é expor você mesmo. Exponha você mesmo  à “radiação linguística”, não somente até você adquirir uma doença radioativa temporária, mas sim até desenvolver um “câncer” radioativo-linguístico chamado fluência. Katz

“Aquisição requer interação compreensível na língua estudada- comunicação natural – nas quais os falantes não se preocupam com a forma de suas frases, mas sim com as mensagens que tentam comunicar e entender.” Stephen Krashen

Meu dicionário se tornou uma extensão da minha pele, assim como meu fones de ouvido são das minhas orelhas. Katz

“Os melhores métodos são os que providenciam “input compreensível” em situações de baixa tensão, contendo mensagens que os estudantes realmente querem ouvir. Esses métodos não forçam a produção da segunda língua em estágios iniciais, e sim deixam os estudantes falarem quanto estes estão “prontos”, reconhecendo que os resultados vêm quando é providenciado suficiente input compreensível, e não através de produção forçada e correção.” Stephen Krashen

“No mundo real, conversação com falantes nativos que tem vontade de ajudar o estudante a falar e ser entendido é de grande valor.” Stephen Krashen

Meu objetivo com este blog é, além de influenciar algumas pessoas com meu entusiasmo para com idiomas, dar uma olhada por trás das cortinas da língua, comunicação, aprendizado, história e política, para ver o que de fato se passa nos bastidores quando falamos – e ainda mais importante, quando não falamos nada! Stu Jay Raj

Meu avô costumava me dizer “Quando você esta aprendendo uma língua, você tem que tentar ao máximo evitar que falantes nativos desta língua te elogiem. Se eles estão te elogiando sobre o quão bem você fala a língua deles, significa que você ainda não chegou lá”. Stu Jay Raj

Eu estou interessado no que pode possibilitar que muitas pessoas aprendam idiomas, não em linguístas pedantes. Steve Kaufmann

Se disciplina é o necessário para tornar sonhos realidade, e também é lembrar o que você quer, então basicamente o que você tem de fazer para ir daqui até lá é lembrar o que você quer. Não lembrar onde você está [isso só vai te deixar triste], não lembrar onde você não está [o que também te deixará triste], mas sim lembrar o que você quer. Katz

Parabéns, você terminou a lição. Você está no caminho para se tornar um lenda da digitação! Meu programa de digitação (OK, não é diretamente relacionado com idiomas, mas mesmo assim é muito legal)

Quer ficar bom em ler e escrever uma língua? Então leia mais. Muito mais. Muito.  Katz

Abraços,
Mairo Vergara

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O mestre e seus princípios

Wednesday, October 8th, 2008

Um bom professor não é aquele que simplesmente ensina algo, que simplesmente transmite determinado conhecimento e pronto. Se fosse assim qualquer um virava professor. Na realidade, muita gente ainda tem essa concepção, e daí você, pobre professor, tem que escutar piadas do tipo “ok, mas além de dar aula você trabalha de que?”. E de quem é a culpa? Dos próprios professoras! Dos professores que dão suas aulinha, mandam os aluninhos fazerem o exerciciozinho, a provinha e pronto, dáo a nota. Como se os launos fossem todos fossem uns robôs que tem serem alimentados com informações dos mais diversos tipos…

O verdadeiro professor não é um mero transmissor de conhecimentos. O bom professor é um mestre. Isso mesmo: um MESTRE. É o cara que sabe mais, que viveu mais. E sabe como se formam bons mestres? Com bons mestres! É por isso que ninguém aprende a ser bom professor com aula de didática e psicologia, pois normalmente os professores de didática e psicologia não tem didática nem psicologia nenhuma! Acredite, sou filho de um psicólogo casado com uma educadora, e tudo que falta na minha casa é psicologia e didática. Vivendo e aprendendo, não é mesmo?

Assim, é convivendo, estudando com bons professores, com bons mestres, que você de fato vai aprender a ser um bom professor, um bom mestre.

São muitas as qualidades necessárias para formar um bom mestre, mas com certeza a maior e mais importante de todas elas é que este conheça os princípios fundamentais do que estuda/ensina. Não é questão somente de dominar o assunto que se ensina, mas sim de entender, compreender o que é e como funciona esse assunto. Na área de línguas estrangeiras o grande problema é que nossos cursinhos de línguas, nossas metodologias intersociocomunicativas e nossos professores intelectualóides criaram uma concepção que associa língua com sala de aula, o que não é verdade! Eu tenho uma ótima professora de inglês, que só não será uma das melhores professoras de inglês que jamais conhecerei pelo fato de fazer tudo voltado somente para a sala de aula. É um pensamento simples,  que infelizmente esta impregnado na cabeça dos nossos professores de línguas, que em inglês funciona da seguinte maneira:

Language Learning > Classroom

Em japonês seria:

言語学習 > 教室

Isso é errado! Língua não tem quase nada a ver com sala de aula, talvez não tenha absolutamente nada a ver! Quando você nasce, mandam-te para uma sala de aula onde você aprender a falar? Óbvio que não! A língua nasce no convívio, no escutar e repetir, com seus pais, sua família, seus amigos, etc. Por que quando vamos para outro país aprendemos muito mais saindo com os amigos do que na sala de aula? Por que estudantes mais experientes preferem aprender por conta própria do que pagar por aulas? Por que você aprende muito mais depois do cursinho, quando começa a ler, escutar, falar e escrever em contextos naturais, e não porque tem que fazer o dever de casa ou mesmo falar com os colegas dentro da sala de aula? É só pensar um pouco, ter a mínima noção, e você vai ver que língua e sala de aula não tem nada a ver.

Ok, não vim aqui para escrever um tratado contras as salas de aula. Vim aqui sim para explicar que esse é um dos princípios básicos do aprendizado de idiomas. Que a língua é algo que vai muito além de uma sala de aula. Você não precisa deletar a sala de aula, precisa sim usar a sala de aula de modo a mostrar isso para os alunos, como um lugar em que, mais do que ensinar a língua, ensina-se o que é, como funciona uma língua e o que ela pode te trazer de bom. É o lugar para estimular, o lugar para fazer a motivação dos alunos vir à tona!

Eu ainda estou procurando isso, tanto em minhas aulas em sala de aula, quanto em minhas aulas particulares. Não é algo fácil, ainda mais quando todos os professores seguem métodos tradicionais, focados mais da sala de aula em si do que na língua. Mas os resultados estão vindo. Na semana passada eu fechei o terceiro bimestre com meus alunos do estágio. Estou dando aulas para alunos do primeiro ano do Ensino Médio. Eu pedi então que eles escrevessem uma redação dizendo “o que eu aprendi no terceiro bimestre“, englobando não somente o conteúdo, mas tudo, tudo o que eles aprenderam comigo. Alguns alunos escreveram coisas muito interessantes, que eu deixo aqui no post, como uma amostra do que eu procuro numa aula de línguas (lembrando que estou ensinando inglês para eles).

“Eu aprendi no terceiro bimestre a estudar Inglês, a ler o Inglês de outra forma, pegar a prova de Inglês depois de feita e estudar por ela… Foi muito bom ter aula com outra pessoa, na real foi ótimo”.

“O modo como ele explica as frases é muito mais fácil de entender, porque ele ‘brinca’ com as palavras… Gostei muito de suas aulas, porque se o aluno não entende ele repete até a pessoa entender”.

“O professor Mairo, de maneira didática e com aulas práticas me mostrou um lado do inglês que eu não conhecia… Espero que no próximo bimestre seja assim, com aulas comuns em sala de aula, aulas práticas e até extraclasse, para que assim possamos chegar em casa, para nossa mãe, e dizer: passei”.

“Enfim, acabei gostando muito das aulas, elas me ajudaram pra caramba, o professor ajudou bastante gente com seu jeito de ensino super diferente… Sei que mais pra frente tudo isso vai me ajudar em algo, em muitas coisas, talvez em trabalhos, me ajudar realmente como pessoa. Foi muito bom e eu te agradeço muito por isso”.

E para finalizar, não podem faltar as pérolas…

“Ai prof, eu não gosto de ficar escrevendo, é muito chato e muito demorado. Eu gosto da coisa rápida, coisa que dá resultado rápido, é que nem um menino quando fala demais, estraga, enrola muito”.

“Aprendi que colar é mais fácil do que pensam…”

Espero que tenham gostado, até a próxima!

 

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Três diferentes abordagens para o aprendizado de idiomas

Monday, October 6th, 2008

Steve Kaufmann, num recente podcast, falou sobre três diferentes abordagens para o aprendizado de idiomas, sendo uma delas muito boa e as outras duas não tão eficientes. Você pode escutar o podcast aqui, mas como muita gente não entende Inglês [visto que nosso negócio aqui é o Japonês], eu resolvi refazer uma síntese do assunto neste post.

Das abordagens “não tão produtivas”, a primeira seria a que Steve chama  mínimalista: aquela pessoa que fala “Cara! Não é muito legal saber falar ‘onde é o banheiro’ ou ‘eu entendo mandarim’ em 28 línguas diferentes?!?” Do outro lado temos a abordagem perfeccionista: a pessoa frustrada pelo fato de não conseguir dizer tudo o que ela quer na língua que estuda. O bom aprendiz de línguas é justamente aquele que se encontra entre essas duas abordagem, que não é nem minimalista nem perfeccionista.

Lembrando que aqui sempre tomamos aprender línguas como algo sério, ou ao menos como um hobby sério. Assim, é completamente inútil aprender a falar 10 frases em um certo idioma. Mesmo que você viaje para a Russia e aprenda a perguntar as horas em Russo para um estranho na rua, você não vai ter a mínimo senso do que esta falando, assim como não vai entender nada do que o cara responder. Por outro lado, é preciso entender que, por mais fluente que você seja, sempre, sempre haverá dúvidas no aprendizado de idiomas, pois nem em nossa língua nativa sabemos tudo, todos os verbos, substantivos, frases, etc. Não há um fim, pois o aprendizado de idiomas é algo que vai continuar até o fim de sua vida. Assim, relaxe e aproveite!

Steve diz que aprender a língua é como cuidar do seu jardim. Não importa se o seu jardim é ou não é maior ou mais bonito que o do vizinho, o que importa é estar sempre cuidando do jardim e gostando, aproveitando isso. Você não vai plantar duas ou três flores e ir embora (minimalista), assim como não vai ficar sempre comparando o seu jardim com o do vizinho e reclamando (perfeccionista).

O conselho que fica é: não se contente com apenas algumas frases “úteis”, assim como entenda que a perfeição é inimiga dos seus estudos. Leia e escute muito. Fale e escreva, mas não tenha medo de errar, pois mais importante do que acertar ou errar é estar em contato com o idioma, estar cultivando seu jardim, pois com tempo ele vai ficar completamente florido.

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Entrevista com Mairo Vergara [eu, em Inglês!]

Monday, September 8th, 2008

Recentemente fui entrevistado por Steve Kaufmann, do site LingQ, sobre o aprendizado de línguas. A entrevista foi em Inglês, mas mesmo assim acho que é válido publicar aqui no blog. Seguem os links para download.

Parte 1

Parte 2

Espero que gostem! Eu fui o oitavo entrevistado, se você acessar o blog do Steve pode fazer o download das outras entrevistas.

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Aprenda a escutar, escute para aprender

Friday, September 5th, 2008

Se você aprende alguma língua estrangeira, ou mesmo prentende aprender alguma, umas das coisas mais importantes que tens que saber é que “você nunca vai entender tudo“. Sempre há dúvidas, sempre há coisas que não entendemos, sempre há incerteza! Isso é natural no estudo de idiomas, pois mesmo em nossa língua nativa existem centenas de palavras e expressões que não conhecemos. A língua é praticamente infinita, o que faz com que a perfeição nesse caso seja um inimigo, uma barreiro aos estudos.

Eu costumo dizer aos meus alunos para escutarem muito. Sempre trabalho com arquivos de áudio e normalmente o “dever de casa” dos alunos é simplesmente escutar a língua o máximo possível. Ontem um dos alunos me perguntou “mas mesmo que eu não entenda?”. Sim, mesmo que você não entenda! Claro que escutar algo que você não entende nada não é muito divertido, e, de fato, nem mesmo muito efetivo. O ideal é escutar algo apenas um pouco acima do seu nível no idioma. 70-80% de compreensão já é ótimo. 50-60% é difícil, mas ainda bom. Menos de 50% de compreensão já não é tão produtivo, a menos no caso de você estar apenas “acostumando-se” com o idioma, como veremos em seguida.

Eu diria que existem três “tipos de escutas” que você pode fazer:

1. Escuta para acostumar-se

Isso pode e deve ser feito principalmente quando você vai começar a estudar um novo idioma. Simplesmente escutar e língua, mesmo que não entenda absolutamente nada. Uma boa prática é escutar uma rádio online. Escutar a língua durante horas e horas vai tirar a sensação de estranhamento que temos para com o novo idioma. E mesmo não entendendo, depois de escutar bastante, você não mais vai ver o idioma como algo estranho e incrompreensível, mas sim como algo familiar (embora ainda incompreensível, hehe.) Você pode até mesmo fazer um experimento sobre isso: Escolha um idioma completamente desconhecido para você, como Russo ou Chinês, por exemplo. Ache alguma rádio online, ou mesmo baixe vários podcasts, e começe então a escutar o idioma. Você pode escutar enquanto faz outras coisas, mesmo que não preste muita atençao, pois o objetivo e colocar aquele idioma, aqueles sons e ritmos na sua cabeça. Siga fazendo isso todos os dias e depois de um semana você vai ver que a língua vai se tornar bem mais natural e familiar para você!

2. Escutar materiais um pouco acima de seu próprio nível

Com certeza uma das formas mais poderosas de estudo. Ao escutar algo que está somente um pouco acima do seu nível, além de aprender palavras e expressões novas, você reforça o que já sabe. Muitos lingüistas costumam dizer que quanto mais língua “compreensível” você escuta e lê, mais aprende. Os melhores resultados vêm quando essa língua é quase totalmente compreensível, digamos uns 80% compreensível. O ideal é que você também tenha uma transcrição do que está escutando, para usar como referência, procurar palavras que não sabe, etc. Se você manter o hábito de sempre escutar materiais um pouco acima do seu nível, em questão de alguns meses de estudos já poderá entender qualquer conversa casual sem problemas alguns. A partir disso é questão de tempo até você entender conversas mais complicadas, sobre assuntos mais específicos.

3. Escutar por escutar!

Essa é a parte mais divertida! Depois de passar pelos estágios iniciais dos estudos, depois de escutar os mesmo textos milhões de vezes para treinar sua compreensão e fluência, quando você já entender bem mais do que “não entender”, é a hora de aproveitar! Agora você pode escutar a rádio, o podcast, ver o programa de TV, o Anime, etc. E entender tudo isso! Nessa hora, em que você começar a escutar simplesmente por escutar, focando no conteúdo e não no idioma, é que você vai aprender de verdade.

Eu coloquei neste post essas três formas de escutar de um modo progressivo. Primeiro você se acostuma com o idioma, tirando aquele estranhamento inicial. Depois passa para o “treinamento”, no qual vai escutar textos no seu nível e também um pouco acima de seu nível, várias e várias vezes. Finalmente, depois de muito trabalho, é hora de se divertir com suas “novas habilidades”, aproveitando tudo que um no idioma pode oferecer!

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Como Aprender uma Língua Estrangeira

Thursday, August 28th, 2008

Nota: Siga rigorosamente esses cinco princípios e você terá sucesso, não importas e você está em um curso de línguas ou não.

Como Aprender um Línguas Estrangeira

1) Gaste tempo com a língua!

Sem dúvida nenhuma o fator mais importante é quanto tempo você passa com a língua. Quanto mais tempo você passa com a língua, mais você aprende. Isso quer dizer escutar, ler, escrever, falar e estudar palavras e frases. Isso não quer dizer sentar numa cadeira, dentro de uma sala de aula, olhando para a janela, nem mesmo escutar outros estudantes falando mal em outra língua, nem mesmo ouvir explicações sobre a íngua estrangeira em sua própria língua nativa. Isso significa gastar tempo se divertindo, aproveitando o contato com a língua estrangeira.

2) Escute e leia todos os dias!

Escute a língua em seu mp3 player onde quer que você esteja. Leia o que você escuta. Leia e escute coisas que você gosta, coisas que você pode parcialmente compreender, por mais que não entende algumas coisas. Se você continuar escutando e lendo, eventualmente vai acostumar-se com a língua. Um hora de escuta ou leitura é muito mais efetiva que várias horas de sala de aula.

3)Foque em palavras e frases!

Construa seu vocabulário, você precisa de milhares de palavras. Começe a prestar atençao nas palavras e no modo como eles se juntam formando frases. Aprenda essas palavras e frases através de suas leituras e escutas. Leia online, usando dicionários online, e faça suas próprias listas de palavras e frases para futuras revisões. Logo você vai encontrar suas palavras e frases em outros lugares. Aos poucos você se tornará capaz de usá-las. Não se preocupe com o quão bem você fala até que tenha acumulado um grande número de palavras lendo e escutando.

4) Tenha responsabilidade pelos seus estudos!

Se você não quer aprender um língua, você não vai. Se você quer aprende uma língua, tome controle dos seus estudos! Escolha materiais que você gosta, que você quer escutar e ler. Procure pelas palavras que você precisa para entender o que está lendo e escutando. Não espere que alguém te mostre a língua ou te diga o que fazer. Descubra a língua por você mesmo, como uma criança. Fale somente quanto quiser falar. Escreva somente quando quiser escrever. Um professor não pode te ensinar como ser fluente, mas você pode tornar-se fluente por si mesmo se se realmente desejar isso.

5) Relaxe e aproveite seus estudos!

Não se preocupe com o que você não consegue lembrar, entender ou dizer. Isso não importa. Você está aprendendo e melhorando. A língua vai aos poucos se tornar clara e lógica em seu cérebro, mas isso vai acontecer de uma maneira, numa ordem que você não pode controlar. Assim, relaxe e aproveite. Apenas tenha certeza que você gasta um bom tempo com a língua, pois isso é a garantia de seu sucesso.

Texto original em inglês, escrito por Steve Kaufmann, traduzido por Mairo Cavalheiro Vergara [este que vos fala]

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Aprender Línguas é muito mais simples do que parece!

Tuesday, July 1st, 2008

Finalmente depois do semestre mais estressante, mil estágios, aulas, treinos, warcraft (hehe) e tudo mais, estou de férias! É pouco tempo, mas suficiente para colocar uns textinhos bem interessantes no Blog. Espero que gostem, ficou grande mas vale a pena ler, e ainda vai ter continuação!


Aprender Línguas é muito mais simples do que parece!

Cada vez mais eu tomo consciência de que aprender idiomas é algo simples e divertido, praticamente um “hobby inteligente”. O problema aqui é que nossas escolas e professores tentem a complicar tudo com suas “estratégias de leitura”, “atividades de consersação”, “curso de imerção intensiva 24 horas full time every day for just $78230380 per hour”… Eu como um bom professor nada acadêmico proponho que esqueçamos as salas de aula, professores, workbooks, etc., e foquemos no mais importante: a língua, e como podemos aprendê-la. Eu concordo 120% com Steve Kaufmann que idiomas não se ensinam, mas sim se aprendem. Pode parecer paradoxal, mas meu papel como professor não é te ensinar o idioma, e sim te mostrar o como aprender. Não vou comer o bolo pra você, vou dar a faca e o garfo, e você come sozinho, essa é a questão.

Embora estejamos na era das aulas do tipo “aqui você começa falando!”, “em nosso curso o aluno aprende a falar desde a primeira aula” e genéricos, a coisa não funciona bem assim. Pense que antes de falar sua língua nativa você escutou esta mesma durante muito tempo! Crianças são totalmente burras, mas em certos aspectos elas simplesmente acabam com a gente, ganham de 1000 a zero. Língua é um desses aspectos. Pense na relação compreensão/produção de uma criança de 3 anos. Ela fala muito pouco, frases simples, muito básicas. Mas ele entende absudamente! Ela pode não conseguir falar “Vou agora tomar café, depois escovo os dentes, preparo meu material e vou para a escola que começa as 8 horas”, mas se você falar “Tome café, escove os dentes e vamos então para a escola, pois a aula começa as 8” ela vai tomar o café, escovar os dentes, pegar a mochilinha e então você vai levá-la para a escolinha. Ohhhh.. que lindo, você em dois dias de cursinho aprendeu a falar a frase acima, de modo bem tosco e não-natural, mas ainda assim você consegue falar. Quando chegar um falante nativo e falar a mesma frase pra você, na velocidade normal da língua (uhuuu, “como eles fala rápido”, você vai pensar provavelmente) você vai ficar boiando e seu cursinho de conversação (junto com seu dinheiro) foi pro saco.

Convenhamos, antes de falar temos que aprender a ouvir. É bem comum professores de português (incluindo eu mesmo) dizerem que “quando mais você lê melhor você escreve”. Isso é verdade para línguas estrangeiras também. Ler está diretamente relacionado com escrever. No entando não vimos muito a afirmação “quanto mais você escuta mais e melhor você fala”. Falar está diretamente relacionado com escutar. É por isso que eu odeio aquelas aulas de metologia de ensino, didática e afins. Pelo amor de deus, um professor falando sobre as teorias de ensino e os problemas sociais e psicológicos que influenciam o trabalho do docente (ponto para quem acertar meu termo acadêmico…) não vai formar jamais um bom professor. O que vai formar um bom professor são outros bons professores, dando o exemplo de como dar uma boa aula lá na frente. Cursos de formação de professores deverem ser compostos de BONS professores (desculpe usar a palavra professor 212 vezes, mas não há outra), não importando o que eles ensinassem. Um ano de aulas com bons professores de física, educação física e história formaram um ótimo professores, pois os alunos vão se espelhar nos grandes mestres que tiveram. Mil anos de aula de didádica e metodologia com professores horríveis [99% das aulas de didática e metodologia são a coisa mais chata do mundo por culpa não da disciplina, mas dos professores] vão formar professores horríveis e chatos…. Enfim, não quero destruir o pessoal da pedagogia, até porque há possibilidades de eu fazer meu mestrado em Letras/Pedagogia (ou seja, se algum deles ler isso aqui, já era meu mestrado).

Voltando ao assunto principal, o eu quero dizer é que há uma ordem básica nos estudos de uma língua estrangeira. Esqueça a parte de falar e escrever por um tempo, e foque em escutar e ler. Aqui creio haver duas possibilidades: Você pode ir do modo “cool” escutar/ler > falar/escrever ou então no super natural escutar > falar > ler > escrever. Depende muito de suas necessidades. Muita gente busca muito mais a comunicação, outros preferem aprender a ler, pois tem interesse no material de revistas, jornais, websites, blogs, etc. A idéia aqui como eu sempre digo é muito simples. Imagine um copo d’água: cada vez que você escuta sua língua em questão é como se você colocasse uma gota d’água no copo. Para leitura o mesmo. Cada texto que você é uma gota no copo. E ele vai enchendo, enchendo, enchendo… Vai chegar uma hora que ela vai estar cheio e então transbordar, a água (a língua) vai começar a sair pra fora! Você vai estar falando e escrevendo, pois o copo já está cheio! Ou seja, uma vez que você definiu seu caminho, basta escutar, escutar e escutar, ou ler, ler e ler! Ok, você ficou perido agora não é mesmo? Claro, não é só escutar sem pensar… Existem algumas dicas de COMO ESCUTAR E LER, assim como outras dicas de COMO POLIR SEUS ESTUDOS, coisas que vou tratar nos próximos artigos, assim fique ligado no Como Aprender Japonês!

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