Posts Tagged ‘japones’

O alfabeto japonês: Hiragana, Katakana e Kanji

Tuesday, July 7th, 2009

Uma das primeiras coisas que todo mundo se pergunta ao começar os estudos do idioma japonês é sobre o alfabeto japonês: como são as letras japonesas, “aquele monte de risquinhos”, etc. Diferente do nosso alfabeto, que utiliza as 26 letras romanas (A, B, C…) e os numerais arábicos (1, 2, 3…), o alfabeto japonês consiste em dois silabários, chamados Hiragana (ひらがな) e Katakana (カタカナ), e um grande número de ideogramas, chamados de Kanji (漢字), além dos numerais arábicos e, às vezes, do alfabeto romano, chamado romaji em japonês. Parece complicado, não? Bom, fácil eu não vou dizer que é, mas também não é nada do outro mundo. Normalmente, nos cursos de japonês, os alunos primeiro aprendem os silabários para depois, aos poucos, aprenderem os ideogramas. Vamos dar uma olhada no que são exatamente os silabários e os ideogramas.

Hiragana

O Hiragana é o silabário mais usado, pois é com ele que são escritas as palavras de origem japonesa, ou seja, a grande maioria das palavras no idioma japonês. Veja alguns exemplos de palavras escritas em Hiragana:

Essas duas palavras são de origem japonesa e usam, assim, o Hiragana. Veja que cada letra representa uma sílaba [ri-り, go-ご, etc], com exceção do N [ん] e das vogais, como o I [い]. Segue uma tabela do alfabeto:

alfabeto-japones-hiragana

Katakana

O Katakana é um silabário com os mesmos sons do hiragana, porém utilizado para escrever palavras de origem estrangeira. O japonês é um idioma que importa muitas palavras de outras línguas, por exemplo, temos a palavra miruku [ミルク], que significa “leite” e vem do inglês “milk”. Temos pan [パン], que significa “pão”, e veio provavelmente de alguma língua latina, talvez do Francês “pain” [que se pronuncia "pan"]. Do mesmo modo, um nome que não seja japonês é escrito com o Katakana, por exemplo meu nome, que é Mairo”, é escrito da seguinte forma: マイロ.

Veja mais alguns exemplos de palavras escritas em Katakana:

E aqui vai a tabela do Katakana:

alfabeto-japones-katakana

Exitem vários livros para aprender hiragana e katakana. Na minha opinião, quanto mais simples o livro, melhor. Você pode até mesmo procurar por tabelas na internet e estudar por conta própria, pois por mais complicado que pareça, é fácil decorar os dois silabários.

Kanji

Por fim, temos o Kanji, que são os ideogramas/caracteres de origem chinesa, que foram “importados” pelos japoneses. Enquanto cada silabário contém por volta de 50 letras, o número de Kanji é bem maior. Na China, onde a escrita é composta somente pelo Kanji, o número de ideogramas passa dos dez mil! No Japão, são usados de dois a três mil ideogramas em média. Durante a escola, os japoneses aprendem por volta de 2000 ideogramas, que foram escolhidos pelo governo japonês como os ideogramas de “uso geral”. No entanto, muito livros ou materiais de áreas específicas trazem mais ideogramas, assim, podemos dizer o que número real de ideogramas usados no idioma fica por volta de 3000. Diferente dos silabários, onde cada letra representa um som, o Kanji representa um idéia, um significado, e pode ter várias leituras, dependendo do contexto. Veja alguns exemplos:


A grande dificuldade no aprendizado dos ideogramas são as diferentes possibilidades de leitura de cada kanji. Veja na imagem abaixo como o ideograma para “mar”, que é lido “umi”, e o ideograma par “lado de fora”, lido “soto”, ao serem juntos formam a palavra “estrangeiro/outro país”, que é lida “kaigai”, ou seja, o significado base dos ideogramas se mantém, mas a leitura muda.

Números e romaji

Além dos dois silabários e dos ideogramas, os numerais arábicos [1, 2, 3...] e o nosso alfabeto romano [A, B, C...] são também utilizados. Os números são bem utilizados, já o alfabeto romano é menos frequente, mas ainda pode ser visto de vez em quando.

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Sunday, July 5th, 2009

O Como Aprender Japonês está lançando sua nova comunidade no Orkut! Venho então aqui, por meio desde post, convidar a todos vocês leitores a participarem da Comunidade. Segue o link:

Comunidade Como Aprender Japonês

Aprenda Japonês com um Dicionário Japonês-Japonês!

Tuesday, May 19th, 2009

Dicionário Japonês
Dicionários são necessário para aqueles aprendendo japonês ou qualquer outro idioma. Isso você sabe (embora eu já tenha conheça pessoas que aprenderam sem usar dicionários… mas isso é outra história). A questão é a diferença entre dicionários bilíngues e monolíngues. Que é isso? Dicionários bilíngues são aqueles normalmente usados por estudantes de línguas estrangeiras, trazendo duas línguas, por exemplo, Inglês-Português, Português-Inglês, Japonês-Português, Português-Japonês, etc. Monolíngues são os dicionários com somente uma língua, exemplo, Português-Português, Inglês-Inglês, etc. Em japonês são os 英和&和英辞典 (eiwa & waei jiten, bilíngues) e os 国語辞典 (kokugo jiten, monolíngues). Todo estudante sério de uma segunda língua deve ir o mais rápido possível para o dicionário monolíngue.
A ideia é ficar o mais longe possível da sua língua nativa. Obviamente, no início, isso não é possível, mas, como já disse, o ideal é abandonar o dicionário bilíngue o mais cedo possível e migrar para o monolíngue. Passei a usar um monolíngue pouco tempo atrás (pouco mesmo, menos de um mês) e já posso sentir como a qualidade do processo supera a quantidade do mesmo, feito com um dicionário bilíngue. Usando dicionários bilíngues a velocidade e praticidade são maiores, e você aparentemente aprende bem mais. Isso fica claro quando você usa um monolíngue. Monolíngues são mais lentos, difíceis, complicados, etc. Por exemplo, ao procurar a definição de uma palavra, esta vai conter várias palavras que você não sabe, te obrigando a procurar a definição da definição da definição da definição… Por mais lento e complicado que pareça, em termos de qualidade, é muito melhor que os dicionários bilíngues. Aqui entram alguns fatores lógicos. Primeiro, a língua é algo finito e de certo modo cíclico. Definições levam a definições, que levam a outras definições, que levam a outras e outras, e que voltam àquela mesma definição inicial. Muitas vezes é só achar um único ponto em meio a várias definições para desencadear seu entendimento. Segundo, o dicionário é metalinguístico, ou seja, a língua falando da língua. Você tem uma coisa que se auto-explica! Se você não consegue entender, então tem de trabalhar em cima disso. (If you can’t understand it, it means you need to work on it. Katsumoto, AJATT). Por fim, o uso dos monolíngues fará com que você leia na língua estrangeira e somente nela, sem auxílio de qualquer outra língua. Com o tempo, sua velocidade de leitura e seu feeling para a língua vai aumentar em muito. Eu posso sentir isso em menos de um mês de uso, quem dirá em meses ou anos!

Antes de terminar esse post, vale lembrar que algumas vezes ainda é possível usar um dicionário bilíngue, mas isso somente como último recurso, quando você não entende de modo algum as definições das definições das definições.

Particularmente, estudando no computador, em costumo usar três dicionários ao mesmo tempo, todos monolíngues, assim é difícil não achar uma definição que eu não entenda, mesmo que às vezes a busca seja um pouco demorada. Só ainda não achei um monolíngue com bons exemplos. Todos costumam trazer exemplos, mas talvez por serem dedicados a falantes nativos de japonês, muitas vezes, os exemplos são mais difíceis que as próprias definições. Dicionários bilíngues tem exemplos mais simples, visto que são voltados para falantes não nativos.

Como Aprender Japonês? Mudando de atitude!

Sunday, May 17th, 2009

beautiful_japanese-girl

Post antigo, para relembrar! Abraços!

Como Aprender Japonês? Mudando de atitude! Em menos de um mês já posso sentir os resultados de uma aparentemente simples mudança de atitude em relação a meus estudos de língua japonesa.
Veja bem, por volta de um mês atrás eu estava com a mesma idéia que viveu em minha cabeça ao longo dos meus três anos de estudos do idioma: que japonês é super difícil, que é impossível aprender a ler todos os ideogramas, escrever então nem se fala. Estas idéias devem por certo circular na cabeça de muitos estudantes de língua japonesa, assim como circularam na minha durante meus estudos aqui no Brasil e praticamente se confirmaram após um ano de estudos no Japão, no qual não pude chegar no nível de fluência que esperava chegar…
A questão aqui é, como disse, mudança de atitude. Foi somente seis meses depois de retornar do Japão que vi como minha visão e minha atitude perante o idioma estavam errados. Algumas leituras, durante as benditas férias (e depois quando eu digo que a faculdade atrasa minha vida, acham que é besteira…) me fizeram ver como o que realmente faz diferença, em se tratando do aprendizado de línguas, é a sua atitude para com a mesma.
Vejamos o Inglês, por exemplo. Eu nunca tive problemas com Inglês, ou melhor, eu tive, mas nunca tratei isso como problema. Eu costumava jogar videogame achando que sabia Inglês, lembro de ficar pensando o que era “I can…”, lembro de jogar “Adams Family” em Francês, eu e meu irmão, anotando todas as falas e levando para minha avó, que sabia um pouco do Idioma e podia assim nos ajudar a “ir pra frente” no jogo (até hoje não acabei…). Isso porque meu Inglês era tão ruim que não dava realmente para pensar em ir pra frente com o jogo em Inglês. Lembro também de jogar “Final Fantasy 7” sabendo quase nada de Inglês e mesmo assim gostar da história. Também lembro de terminar “Metal Gear Solid” sem memory card, jogando sem parar o dia inteiro, eu e um amigo, que sabia um pouco de Inglês, eu jogava e ele explicava os diálogos… e por aí vai. Videogame realmente foi uma grande contribuição na minha formação linguística! E eu fui jogando, lendo, entendendo o que podia, o necessário, mas nunca me preocupando com a língua em si. Ah, claro, muitas músicas em inglês, outra grande influência. Briguei com meu primo, que se intitula o Deus supremo do Inglês, que Spice Girls eram “Garotas do Espaço”… vejam como eu era horrível em inglês! Foi um episódio interessante…
Mas essa atitude de usar a língua, quase que fingir entender a língua, foi fazendo com que a língua quase que por osmose crescesse dentro de mim. Bastou eu entrar na faculdade e começar a ter aulas de Inglês com professores que não falavam Português para eu ver que meus anos de videogame e Oasis (a banda) valeram alguma coisa. E bastou ir para o Japão e conhecer alguns americanos que moravam por lá para meu Inglês decolar para um nível mais do que satisfatório para alguém que nunca fez cursinho, nunca estudou Inglês, nunca fez a tarefa de Inglês da faculdade, etc…
Essa atitude deve servir de exemplo para qualquer outro idioma, incluindo o japonês. Não digo que se deva largar tudo e ir jogar videogame e escutar j-pop até aprender japonês. NÃO. Inglês está na minha vida desde meus 13-14 anos, e hoje tenho quase 24… O que eu quero dizer é aplicar a mesma atitude num estudo consciente da língua japonesa. No último mês, após as inúmeras leituras sobre o assunto, tratei de fazer algumas mudanças no modo como estudo, e todas essas mudanças articuladas formam uma grande mudança de atitude.

Primeiro, passei a escutar somente músicas em Japonês, não pensando em entender as letras, mas pensando que j-pop é muito legal (eu gosto, não sei você…) e que as músicas em Japonês me lembram do tempo que estive no Japão.
Comecei a estudar o livro “Remembering The Kanji”, de J. W. Heisig. Veja bem, voltando ao início do kanji, desde o “ichi ni san”, fazendo, em média, um capítulo por dia, sem muita pressa, mas com planejamento. Passei a usar um SRS, colocando sentenças das provas de proficiência em língua japonesa, com foco primeiro no kanji, para depois focar na gramática. Isso corresponde também a uma mudança de atitude em relação a prova. Desta vez quem está com medo não sou eu, mas sim a prova, pois se vou passar ou não, isso não sei, mas que vou estudar todos os dias, até o dia da prova, isso eu vou, nem que seja um único kanji por dia, o importante é não perder a regularidade. Estou usando um dicionário monolíngue, o que no início foi bem difícil, mas já estou acostumando. Às vezes, não consigo de modo algum achar uma definição que eu entenda e acabo, assim, usando o dicionário bilíngue. No entanto, espero que futuramente isso não seja mais necessário. Atualmente, costumo usar três dicionários eletrônicos ao mesmo tempo: um portátil, que comprei no Japão, e dois onlines, o que me abre muitas possibilidades.

Também comecei a “japonezar” minha vida. Musicas em Japonês, podcasts japoneses, livros em Japonês na bolsa do casaco, programas em Japonês no computador, e quando leio algo em outras línguas, isso normalmente diz respeito a língua japonesa ou a línguas em geral. Pode parecer besteira ou loucura, porém hoje, antes de dormi, peguei um livro para crianças do ensino fundamental japonês e li um pouco. No Japão, eu dei uma olhada no livro, mas obviamente não li, ou não segui em frente, achando como sempre que nem mesmo livros de crianças da terceira série podem ser lidos por meros gaijins (não-japonses)… Foi então que vi que as mudanças, principalmente o uso do dicionário monolíngue, estão fazendo diferença. Enquanto escutava a música calminha da Ayaka Hirahara, eu lia a introdução do livro. A velocidade que eu lia não era normal, o modo como eu entendia, entendendo o que entendia e pulando o que não entendia, entendo as coisas pelo contexto, olhando o assunto e não na língua, etc., não era normal, e os kanjis que eu não sabia como ler, mas sabia o significado, devido ao Remembering the Kanji, também não eram algo normal. Pela primeira vez na vida eu estava sentando, escutando música e lendo algo em Japonês porque estava achando aquilo interessante, e não porque queria aprender a língua!

A meu ver, isso é a mudança de atitude. É claro que não é igual para todos, assim como não foi igual no caso do meu Inglês e do meu Japonês. Porém, para aqueles que querem achar uma saída, aqueles que, como eu, tentam aprender a língua do sol nascente (ou qualquer outra língua que seja), fica meu conselho de ver a língua como algo divertido e legal, que está ao seu lado e não contra você. Você estuda Norueguês? Pois compre um disco daquela banda de rock norueguesa, compre uma bandeira da Noruega, escreva frases em Norueguês nas paredes do seu quarto, instale uma versão do Windows em norueguês, aprenda cozinha norueguesa, etc… Viva a língua! Estuda japonês? Idem.

Abraços a todos,

Mairo Vergara

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Fontes Japonesas

Tuesday, April 14th, 2009

Quantas vezes você já entrou num website japonês e no lugar de letras viu apenas um monte de quadradinhos?  Se isso acontece, é porque você não tem as fontes japonesas instaladas no seu computador. Felizmente, baixar e instalar as fontes é muito fácil. Basta baixar os arquivos, extraí-los e copiá-los para a pasta C:/Windows/Fontes.

Seguem quatro fontes em japonês, com os exemplos das mesmas e os links para download.

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Fontes Kochi-mincho

kochi-gothic

Fontes Kochi-gothic

kanjistrokeorder

Fontes Kanji Stroke Order
Esse fonte mostra a ordem de escrita do Kanji, mas você precisa selecionar um tamanho de letra bem grande!

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Fontes Epgyosho

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Abordagem revolucionária para aprender japonês (e outras línguas…)

Thursday, January 29th, 2009

revolutionary-article-on-language-learningAbordagem revolucionária no aprendizado de idiomas [Japonês no nosso caso :)]

Publicado dia 27 de Janeiro de 2009 em Victoria News, traduzido por este que vos fala!

O ensino de idiomas pode ser revolucionado segundo uma pesquisa do PhD da Victoria University Paul Sulzberger. Doc. Sulzberger descobriu que a melhor maneira de aprender uma língua é através da frequente exposição aos padrões de sons do idioma, mesmo que você não entenda nada do que isso significa. “Pode parecer loucura, mas simplesmente escutar a língua, mesmo que você não entenda, é muito importante. Muitos professores de idiomas podem não aceitar isso” diz Sulzberger.

“Nossa habilidade de ler novas palavras está diretamente relacionada com o quão frequentemente escutamos as combinações de sons que formam as palavras. Se você quer aprender Espanhol, escutar uma rádio em Espanhol na internet vai aumentar dramaticamente sua habilidade de entender o idioma e aprender novas palavras”

A pesquisa do Doc. Sulzberger desafia a atual teoria do aprendizado de idiomas. Sua hipótese principal é que simplesmente escutando um novo idioma criamos estruturas no cérebro requeridas para aprender novas palavras. “O tecido neural requerido para aprender e entender uma nova língua vai se desenvolver automaticamente a partir da simples exposição ao idioma – do mesmo modo como os bebês aprendem sua língua nativa” diz Dr. Sulzberger.

Ele começou a pesquisa após anos ensinando Russo para estudantes da Nova Zelândia e observando como os estudantes desistiam das aulas. “Eu sempre estive consciente das grandes dificuldades que os estudantes tem ao estudarem outra língua, principalmente no início. Muitos desistem pois pensam que não estão progredindo.” Doc. Sulzberger diz que estava interessado em saber o que faz o aprendizado de novas palavras tão difícil em uma língua estrangeira, enquanto estamos constantemente aprendendo novas palavras em nossa língua nativa. Ele achou a resposta no modo em que o cérebro desenvolve as estruturas neurais ao escutar novas combinações de sons.

“Quanto tentamos aprender palavras em língua estrangeira, damos de cara com sons para os quais não temos nenhuma representação neural. Um estudante tentando aprender uma língua estrangeira pode ter algumas poucas estruturas pré-existentes para se apoiar na hora de aprender novas palavras”. Doc. Sulzberger procurou por maneiras que as pessoas podem desenvolver essas estruturas para facilitar o processo de aprendizado. Sua descoberta foi simples: extensiva exposição ao idioma, algo fácil devido à globalização e às novas tecnologias. “É mais fácil aprender idiomas nos dias de hoje, pois estes são muito acessíveis. Você pode ir para casa e assistir o noticiário em Francês na internet”

Ele diz que pessoas tentando aprender uma língua estrangeira no seu país tem uma desvantagem se comparadas com aquelas que viajam para outro país e imergem-se nos sons e na cultura do idioma. Por essa mesma razão, ele diz, temos de repensar a maneira como línguas são ensinadas. “Professores devem assumir a importância de extensiva exposição auditiva na língua. Uma hora por dia estudando textos em Francês numa sala de aula não é suficiente, mas um hora extra escutando Francês no seu iPod pode fazer uma enorme diferença” diz Sulzberger.

Língua é uma habilidade, não é como aprender um fato. Se você quer ser um levantador de pesos, tens de desenvolver os músculos. Não há como aprender a levantar pesos lendo um livro. Para aprender um idioma você tem que cultivar o tecido cerebral apropriado, o que é feito por muita escuta. Música e filmes são ótimos!

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Mairo Vergara

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Como criar um hábito em 21 dias

Wednesday, January 28th, 2009

criar-habitoUm dos grandes segredos do sucesso, seja no trabalho ou nos estudos, é a regularidade. Regularidade de estudar todos dias, de correr todas as manhãs, de trabalhar todos os dias, etc. Manter essa regularidade não é nada fácil, pois tendemos a preferir intensidade (“Vou fazer isso tudo de uma vez e me livrar logo desse trabalho, estudo, etc!”). Como então manter a regularidade? O segredo da regularidade é fazer desta não algo que você “tem de fazer” mas sim algo que você simplesmente “faz” naturalmente. Isso é um hábito.

Um pequena busca no dicionário e temos…

há.bi.to
[do latim habitu]
Inclinação por alguma ação, ou disposição de agir constantemente de certo modo, adquirida pela freqüente repetição de um ato

Um hábito é algo que faz regularmente, sem pensar, e que é adquirido via repetição. Pense nos fumantes (talvez o melhor exemplo de hábito). Nenhum fumante pensa “tenho de fumar um cigarro” (no sentido de obrigação). O fumante simplesmente fuma e pronto. Fumar o maldito cigarro (me perdoem os fumantes, mas de fato o cigarro é maldito, vocês mesmos sabem) não é uma obrigação, não é algo que o fumante tem que fazer. Nenhum fumante precisa de lembretes do tipo “fume um cigarro por dia”, pois fumar já é parte deles, já é um hábito. E não adianta me falar que a culpa é da nicotina, pois ninguém fica viciado por fumar um carteira de cigarro. Todo o fumante que conheci começou a fumar por sei lá que motivo e fumou, fumou e fumou até ficar viciado. O que você precisa fazer aqui é seguir o exemplo dos nossos fumantes e fumar Japonês até que a nicotina nipônica faça efeito.

Criar o hábito é um dos fatores que te levará ao sucesso, seja no trabalho, seja nos estudos. Enquanto você continuar tendo que se lembrar que tem de estudar Japonês, que tem de trabalhar ou  que tem que correr de manhã, essas coisas ainda vão demandar esforço e te desanimar cedo ou tarde. No entanto, no momento em que elas se tornarem hábitos, quando você estudar ou trabalhar naturalmente, sem pensar “tenho que fazer isso”, do mesmo modo que o fumante não pensa para fumar o cigarro, todo esforço e desanimo vão embora. A questão agora é como criar estes hábitos?

Manter um hábito é fácil, criar um exige dedicação. Demoramos 21 dias para criar um hábito. Algumas pessoas dizem que o ideal são trinta dias, porém minha experiência pessoal diz que 21 dias é suficiente. 21 dias de dedicação e esforço é que você precisa para criar um novo hábito. Durante esses 21 dias você terá que lembrar diariamente que “tem que fazer X durante Y minutos, horas, etc”. E quando você estiver cansado, desanimado, frustado, terá de fazer do mesmo modo. Conforme os dias vão passando, cada vez mais isso vai deixar de ser uma obrigação e se tornar um hábito. Após os 21 dias você já vai estar fazendo isso sem pensar, pois criou o hábito.

Como eu e você somos pessoas sistemáticas (só pessoas sistemáticas param para ler um texto sobre como criar hábitos num blog sobre língua japonesa), vamos fazer um pequeno guia…

Criando um hábito em 21 dias!

1. Defina o que você quer fazer: estudar uma hora de Japonês todo o dia, treinar Kendo três vezes por semana, praticar digitação meia hora por dia, escrever todos os dias no seu blog, correr 2km todos os dias, etc. Seja lá o que for, defina o que você deseja tornar um hábito na sua vida.

2. Faça uma promessa para você mesmo: que você vai fazer isso durante 21 dias não importa o que aconteça!

3. Arrume um modo, algo que possa te manter informado do hábito. Programe seu celular para te avisar, use o site 43things, fale para sua mãe te lembrar, etc. O importante é que, caso você não lembre, alguém te lembre (se puder, te obrigue).

3. Não desanime! Lembre-se que os primeiros  21 dias são difíceis, mas depois você vai colher os frutos! Não pense no antes nem no depois. Nem mesmo pense, faça!

4. Use um calendário! Ou algo em que você possa marcar seu progresso e deixe-o em alguma lugar bem visível (cole no teto, em cima da sua cama!). Você precisa ver seu sucesso, isso vai te estimular.

5. Se possível, arrume alguém que tenha o mesmo objetivo que você! Você vai ver que fazendo isso junto com alguém é bem mais fácil, pois um “puxa” o outro.

6. Não importa o que acontecer, siga em frente! Lembre do Obama: “Yes, we can!” (Sim, nós podemos. No seu caso “Sim, eu posso!”).

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SRS – Como lembrar de tudo que você estuda!

Tuesday, January 27th, 2009

anki-srsImagine poder lembrar de tudo que você estuda? Imagine poder decorar todas as leis de seu livro de direito, todas as fórmulas químicas do cursinho e, no caso de  nós estudantes de Japonês, todos os ideogramas, seus significados e leituras. O que muita gente não sabe é que existe uma forma de fazer isso que não exige horas e horas e esforço e sofrimento em cima dos livros. Essa forma chama-se Spaced Repetition (repetição espaçada).

Nós temos dois tipos de memórias: a de curto e a de longo prazo. Na memória de curto prazo estão as coisas passageiras, que logo esqueceremos. Na memória de longo prazo estão coisas permanentes, que não esqueceremos dentro de um bom tempo (ou para sempre). A nossa memória de curto prazo é uma muita fraquinha, muito mesmo. Se eu te ensinar que KIATSUKEI é barômetro em Japonês, muito provavelmente você vai esquecer disso daqui um ou dois dias. Já a memória de longo prazo é muito forte. Eu lembro do telefone da minha vó até hoje (eu costumava passar os fim de semenas na casa dela), mesmo fazendo mais de dez anos que eu não disco esse número! Spaced Repetition é uma forma de estudar em que passamos as informações em nossa cabeça da memória de curto prazo para nossa memória de longo prazo. Para fazer isso, revisamos as informações regularmente, sempre um pouco antes de esquecer as mesmas. Por exemplo: hoje eu te ensinei que KIATSUKEI em Japonês significa barômetro.  Você lembrará disso por uma dia. Amanhã, eu te pergunto “como se fala barômetro em Japonês?” e você faz um esforço e diz “KIATSUKEI”. Esse esforço que você fez, forçou um pouco a passagem dessa informação do curto para o longo prazo. Agora, provavelmente você vai lembrar disso durante uma semana. No final da semana, quando você está quase esquecendo que KIATSUKEI significa barômetro, eu te pergunto novamente “então, ainda lembra como falar barômetro em Japonês?”, você pensa, concentra-se e responde: KIATSUKEI. Agora você está começando a memorizar essa informação. Daqui a um mês eu posso te perguntar novamente, e caso você lembre eu pergunto daqui a três meses. Para o caso de você não lembrar, voltamos atrás e diminuímos os intervalos. Com o tempo e as repetições espaçadas, a informação vai deixando a memória de curto prazo e passando para a memória de longo prazo. Essa técnica é extremamente poderosa, pois exige pouco esforço, apenas regularidade. O problema é que fazer isso manualmente é muito complicado. É agora que os computadores entram em ação!

SRS (Space Repatition System) são programas de computador que permitem que você crie flashcards (cartões pergunta-resposta) e teste seus conhecimentos nestes seguindo a lógica das repetições espaçadas. Funciona da seguinte maneira: você cria cartões resposta do tipo…

P- Como falar gato em Japonês?
R- Gato em japonês é Neko.

…e o programa, ao longo dos dias, vai te testando nesses cards. Seu trabalho é criar os cards e revisá-los todos os dias, sempre lembrando que quem define o que você vai revisar é o programa, não você. Os resultados do bom uso de um SRS são incríveis: o que você colocar lá, você vai lembrar, ponto.

Porque então não existem milhares de pessoas que lembram de tudo, sabem todas as leis dos livros de direito, todas as fórmulas químicas e todos os ideogramas japoneses? A resposta é simples: o uso de um SRS requer regularidade e dedicação. Por menor que seja o esforço, tendemos a preferir estudos mais intensos do que regulares. Revisar um SRS todos os dias durante meses ou anos não é tarefa fácil. Não basta decidir que você vai revisar todos os dias, é preciso criar o hábito de revisar todos os dias. Criar um hábito necessita um tempo de adaptação, normalmente umas três semanas de esforço, lembrando todo dia que “tenho que fazer X”. O bom é que uma vez que você cria o hábito, você simplesmente “faz” o que tem de fazer ao invés de fazer porque “tem que fazer”.

Qual SRS devo usar?

Existem vários SRSs por aí, mas o melhor de todos é o ANKI. Ele é free (grátis), é bonito e tem muitas opções. Acesse o site do Anki para baixar o programa e confira este ótimo guia de como usar o programa.

Abraços a todos!
Mairo Vergara

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Aprenda a escrever melhor em Japonês no Lang-8

Thursday, January 22nd, 2009

lang-8Aprender a escrever bem é uma tarefa complicada mesmo em nosso idioma nativo, quem dirá então em línguas estrangeiras. Caso você ainda esteja iniciando os estudos do idioma Japonês, não há tanta necessidade de preocupar-se com a escrita, porém, para estudantes mais avançados, escrever é uma ótima maneira de aprimorar seus conhecimentos na língua. No caso do Japonês, escrever regularmente não somente aumenta seu vocabulário e melhora o domínio das estruturas gramaticais, como também é uma ótima forma de aumentar o domínio do kanji (os temidos ideogramas). Embora a primeira imagem que venha na cabeça de qualquer estudante de Japonês ao falarmos sobre leitura e escrita seja uma parede enorme com infinitos ideogramas com infinitos traços de infinitas leituras, escrever em Japonês não difere muito de escrever em qualquer outro idioma. Tudo se resume a dois pontos chaves: leitura e prática.

Lendo melhor para escrever melhor!

Se você tem pretensões de escrever bem em seja lá qual língua que for, é bom começar a ler, e ler bem. Ler bem significa ler textos de qualidade, bem escritos, com bom vocabulário e estilo. Significa também ler bastante. Não espere escrever bem lendo umas poucas páginas por semana. Você precisa ler centenas de páginas por semana, precisa devorar textos, revistas, blogs e livros. Livros voltados para falantes nativos são com certeza sua melhor opção. Além de não serem abobados como livros voltados para não nativos (todo material voltado para falantes não nativos é completamente abobado e vai resultar em você escrevendo textos abobados), livros são longos(isso é bom!) e trazem, fora os milhões de ideogramas e vocábulos, o estilo característico do autor, o que vai influenciar em muito na sua escrita.

Praticando no Lang-8 (ou qualquer outro lugar…)

Ler vai ser sua base, o 基本 da escrita. Quando mais e mais regularmente você ler, melhor. Agora é na prática da escrita que virão os resultados de toda essa leitura. Praticar escrita consiste simplesmente em escrever, escrever e escrever. Você pode manter um diário, pode escrever um blog, pode fazer redações, etc. Tudo é válido desde que você esteja produzindo textos. É bom também usar um dicionário para procurar palavras desconhecidas e diferentes modos de expressar uma mesma idéia. Porém, tome cuidado para não ficar muito preso ao dicionário, o que pode deixar o texto muito artificial. Para polir sua prática, correções são necessárias. No entanto essas correções devem ser feitas por uma falante nativo! (iniciantes podem ter seus textos corrigidos por não nativos fluentes no idioma, embora eu não creia que iniciantes deveriam gastar tempo praticando escrita…). Você pode ter um amigo ou professor(a) para corrigir seus textos, ou então usar outras opções como o Lang-8. Lang-8 é talvez o melhor site para praticar escrita em língua estrangeira. Como ele funciona? Bom, basicamente você escreve um texto, em qualquer língua, e este mesmo pode ser lido e corrigido por outros membros do site  falantes nativos da língua em que você escreveu o texto. Do mesmo modo, você, falante nativo de Português, pode corrigir textos escritos por falantes não nativos de Português. Existem outras opções como Grupos e lista de amigos, mas a principal e mais útil função do site é a troca de correções. E tudo isso é totalmente gratuito! Quer coisa melhor?!?

Dicas para usar o Lang-8

Algumas vezes vai acontecer de várias pessoas lerem seus textos e ninguém corrigir nada. Isso pode acontecer devido a dois fatores: a) você escreve muito bem; b) ninguém ficou afim de corrigir seu texto. Como eu creio que a maioria de nós se enquadra na segunda opção, eu trago aqui algumas dicas para que isso não aconteça…

1. Tenha muitos amigos. Sempre que alguém corrigir seus textos ou mesmo deixar comentários, responda aos mesmos e adicione as pessoas na sua lista de amigos. Quanto mais amigos você tiver, mais chances de seu texto ser corrigido.

2. Corrija textos de pessoas que falam a língua que você estuda e estudam a língua que você fala (no nosso caso, japoneses que estudam Português). Faça amizade com essas pessoas. Se você corrigir os textos delas, elas provavelmente vão corrigir os seus.

3. Escreva textos interessantes! Ninguém quer ler “como foram minhas férias” ou “a minha família”. Escreva para adultos inteligentes, não para crianças burras.

4. Caso seu texto não for corrijido de jeito nenhum, apague o mesmo e crie um novo igualzinho (copie o texto). Fiz isso uma vez e funcionou perfeitamente, hehe.

Espero que tenham gostado do post,
Abraços.
Mairo Vergara

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A importância da leitura em Japonês

Monday, January 12th, 2009

leitura-japonesLer é sem dúvida nenhuma umas das mais importantes atividades tanto no aprendizado de nossa língua nativa quanto de línguas estrangeiras. Recentemente, numa discussão do grupo Nihongo-Br (o qual você é muito bem vindo a participar!) o Luiz Passari escreveu um post muito interessante:

Ler e entender sempre será mais fácil, e sempre seremos melhores nisso, em qualquer idioma, inclusive na língua-mãe. Eu sou um dos que passaram a acreditar que não é necessário gastar energias treinando falar ou escrever textos, e sim que essas habilidades vem automaticamente graças ao convívio com o idioma. É só olhar aqueles textos que estudantes de japonês de cursinhos comuns tentam escrever, é aquele japonês mais artificial do mundo, que mesmo que gramaticalmente não esteja errado, um japonês nativo nunca escreveria/falaria aquilo. Isso acontece por um simples motivo: Tentar forçar o output (falar e escrever – minha nota), formar as frases se baseando nas regras gramaticais com palavras que você nunca viu ou ouviu, ao invés de sair naturalmente baseado em experiências passadas. Pode ver que mesmo em português, a pessoa que fala e escreve bem é aquela que tem hábito de leitura, ninguém fez um curso especial para escrever bem, apenas tem um hábito de ler muito e com isso desenvolve automaticamente e naturalmente uma boa habilidade com a escrita.

Como o Luiz disse e eu confirmo, ler (e também escutar) nos leva a escrever e falar muito bem. Por exemplo, eu sempre tive problemas com a língua portuguesa, principalmente problemas de ortografia, e nunca escrevi bem. Quando estava então no primeiro ano da faculdade, comecei a ler muita literatura, principalmente Dostoievsky. Foi assim que em questão de menos de um ano de leitura eu passei de alguém que passou no vestibular com um 3 (de 10) na redação para um dos melhores alunos do curso de letras no quesito escrever bem. Mais interessante, quando viajei para o Japão em 2006 e nos dois anos seguintes, onde foquei minhas energias no estudo do Japonês e agora do Inglês, minha escrita em português simplesmente decaiu, pelo fato de eu ter parado de ler em português (embora eu leia diariamente, leio tudo em Inglês). Por mais estranho que pareça, no momento eu me sinto mais confortável para escrever em Inglês do que em Português. Mesmo sem tanto conhecimento e domínio da língua inglesa quanto da portuguesa, o fato de estar constantemente lendo e escutando Inglês faz com a língua flua mais facilmente para mim. O mesmo serve para Japonês. Quando estava no Japão eu costumava dizer para meu amigo dos USA: “Hoje não vou falar Inglês, cansa muito. Japonês é mais rápido e simples, não cansa, vou falar Japonês”. Na realidade Japonês não cansa mais do que Inglês, mas sim o fato de eu estar imerso na cultura e na língua fez com que eu produzisse o idioma mais naturalmente, de modo mais leve e rápido. Lembro de discutir uma vez com meu amigo e uma menina das Filipinas, e, quando fiquei P da vida, parei de falar Inglês e larguei tudo em Japonês. Meu amigo coitado não entendeu quase nada… Tudo isso quer dizer que o seu output é conseqüência direta do seu input. Se você lê e escuta muito em Japonês, conseqüentemente vai falar e escrever bem em Japonês. Se lê pouco e escuta pouco, não espere sair falando e escrevendo Japonês por aí.

Porém, quando tratamos de leitura em Japonês, surge uma inevitável questão:  “Como eu leio aquele monte de ideogramas!”. A resposta é simples: “Lendo!”. De fato não há segredos, você precisa simplesmente ler, ler e ler. Existem vários métodos para estudar ou familiarizar-se com o Kanji. Simplesmente escolha o que você prefere e siga em frente, No entanto, mais do que praticar o método, você precisa ler, e ler muito, para fixar os ideogramas na sua cabeça. Lembre-se que os ideogramas são finitos (embora pareçam infinitos) e uma hora, se você continuar lendo, eles vão magicamente acabar, você sempre vai dar de cara com um ideograma que “já viu em algum lugar”, e conforme ler e estudar, cada vez menos terá dúvidas quando as leituras e significados.

Citanto outro post do Luiz Passari (meu novo herói!):

Eu já gosto de estudar kanji sempre dentro de um contexto, nunca funcionou para mim ficar repetindo a mesma letra várias vezes em um papel, funcionava a curto prazo, mas depois de uns 3 dias sem escrevê-lo, já era. Apesar dos japoneses fazerem isso na escola, penso que não é por isso que aprendem. Aprendem porque vêem kanji ao redor todos os dias, lêem tudo em kanji. O que tenho feito é tentar simular esse ambiente ao máximo, tento ler muito todos os dias, umas 150 páginas de manga, livros literários e revisar o deck de sentenças religiosamente todos os dias (estou com aproximadamente 2000 sentenças). Uma coisa que reparei é que estudando por palavras e frases, uma hora os kanjis acabam (obviamente) e tudo o que aparecer na sua frente está escrito com ideogramas que você já viu alguma vez na vida (mesmo que ainda não o conheça em detalhes), quando isso acontece é que você começa a memorizar de verdade. Quanto a escrevê-los, simplesmente abandonei isso por hora. Percebi que quando fazia o RTK os kanjis que eu já havia visto em algum contexto eu dava conta de lembrar facilmente, mesmo para escrever. Já os que ainda não conhecia, mesmo pensando em seus componentes e fazendo historinhas, era um pouco mais difícil. Além disso, naquela parte do Nouryoku Shiken em que aparece a palavra em hiragana e você precisa escolher o kanji correto, mesmo tendo ideogramas super-parecidos lá, de tanto vê-los em palavras diferentes eu passei a conseguir reconhecer o certo apenas ‘sentindo’ que as outras combinações não são familiares (mesmo que eu não consiga escrevê-lo de cabeça).

Por isso que, como meu foco atual é o JLPT 1 (que não exige escrita) e meus planos de estudar no Japão (onde teria que ser capaz de escrever a mão) são só para daqui 2 anos ou mais, estou me concentrando apenas em ser capaz de ler e compreender o maior número de palavras possível e, conseqüentemente, seus respectivos ideogramas. Percebi que conhecendo o kanji sendo usado em seus contextos mais comuns, aprender a escrevê-lo depois é uma mão-na-roda.

Bom, essa é minha opinião

Espero que tenham gostado do post,

Abraços,

Mairo Vergara

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