Posts Tagged ‘Kanji’

Kanji – O guia completo!

Posted on the October 7th, 2009 under Ideogramas japoneses by Mairo

Kanji, os ideogramas japoneses, chamam muito atenção e confundem muita gente na hora de estudar. Para acabar de vez com qualquer mistério sobre o assunto, resolvi fazer um guia completo sobre os ideogramas japoneses.

Kanji ou Kanjis?

Bom, a primeira coisa que você tem que saber sobre os ideogramas japoneses é que eles são chamados de KANJI. Uma coisa curiosa é que não existe o plural de kanji (“kanjis”), embora, muitas vezes, costumemos escrever “kanjis”. Quando falamos “o kanji”, estamos falando sobre os ideogramas em geral. Para se referir e um único kanji, podemos dizer “um kanji”. Particularmente, eu preferindo usar “ideogramas”, quando me refiro a vários “kanji”.

O que é exatamente um Kanji?

Uma imagem vale mil palavras…

kanji-amor

O kanji é literalmente um ideograma, o que, segundo o dicionário, significa “sinal que não exprime som nem articulação, mas ideias”. E o kanji, em sua essência, é exatamente isso: um sinal, uma figura, que exprime uma ideia. Esse que mostramos, exprime a idea de amor. Se você ver esse kanji em algum lugar, saberá que significa “amor”. É importante saber que, embora o kanji venha da China, ele, na realidade, não tem língua nenhuma, mas sim é usado por algumas línguas, como o chinês e o japonês, do mesmo modo que as letras romanas (a, b, c…) não tem uma língua específica, mas são usadas por centenas de línguas do mundo.

De onde veio o kanji?

Muito gente gosta de estudar a história do kanji, seja por curiosidade, seja como uma forma de aprender os ideogramas. O kanji nasceu na china, durante a dinastia HAN (KAN em japonês.) KAN significa “dinastia Han”, JI significa “letra”, assim “kanji” é literalmente “letra da dinastia Han”. Segundo a Wikipedia, Monges Budistas chegaram ao Japão no século V e trouxeram consigo textos em Chinês que foram então utilizados para criar um sistema de escrita japonesa, que ainda não existia naquela época. No início, só havia kanji, até que então foram desenvolvidos os dois silabários (hiragana e katakana), ambos baseados no kanji. Hoje em dia, os dois silabários e o kanji são usados ao mesmo tempo no sistema de escrita japonês. Na imagem abaixo, temos uma frase simples “watashi no namae wa mairo desu” (Meu nome é Mairo) em que são usados os dois silabários (hiragana e katakana) e o kanji, tudo ao mesmo tempo!

kanji-exemplo

A leitura do kanji?

Além de significado, o kanji também tem uma forma de ser lido. Essa é uma das partes mais complicadas do japonês, pois cada kanji tem diferentes formas de leitura dependendo do contexto. Um único kanji pode ser lido de 5 ou mais formas diferentes!  Dê uma olhada nessa imagem para ver como o mesmo kanji pode ser lido de duas formas diferentes…

kanji-sora

 

No primeiro caso, o ideograma de “céu” é lido SORA. No segundo, é lido “KARA”. Em ambos os casos o kanji exprime a idéia de “céu/vazio”. Karate é a arte das mãos (TE) “vazias” (KARA), ou seja, de usar suas mãos, e somente elas, como um arma.  As leituras são dividas em dois tipos: Onyomi e Kunyomi.

Onyomi

Onyomi é a leitura de origem chinesa do kanji. Ela é geralmente usada em palavras compostas, quando o kanji faz parte de outra palavra. Por exemplo, o kanji de rua/caminho 道 é lido “michi”, e seu onyomi é DO, como na palavra kendo 剣道 (caminho da espada).

Kunyomi

Kunyomi é o leitura japonesa do kanji. Ele é geralmente usado quando o kanji vem isolado de outras palavras. No exemplo anterior, o kanji 道 é lido MICHI. Michi é o kunyomi do kanji, que significa “rua/caminho”.

É importe saber que um único kanji pode ter mais de um onyomi e um kunyomi. É exatamente isso que torna o aprendizado complicado, pois dependendo do contexto, a leitura pode mudar!

Como Aprender o Kanji?

Essa é a grande pergunta! Como aprender o kanji! Bom, a primeira coisa que você tem que saber é que existem centenas de ideogramas! 2000 ideogramas são usados no dia-a-dia japonês, e para conseguir ler efetivamente em japonês é preciso conhecer praticamente todos eles! Os japonesas começam a aprender kanji na primeira série e só terminam no final do colegial! 12 anos aprendendo kanji! Claro que você não quer levar 12 anos para aprender, então vamos ver quais são as alternativas…

As dificuldades de aprender

Aprender kanji, com disse um professor meu, é um luta entre lembrar e esquecer (覚えると忘れるの勝負). Você vai precisar memorizar centenas de letras, riscos, leituras, significados, etc. Multiplique 2000 ideogramas por 3 leituras médias para cada kanji e você já tem 6000 leituras diferentes! Muito trabalho, não? Além disso, com o tempo, o kanji começa a confundir, você começa a achar que este é aquele e aquele é este, e por aí vai. Enfim, as dificuldades são muitas, mas nada que os métodos corretos são corrijam!

Quais os melhores materiais para aprender?

Os métodos normais para o ensino/aprendizagem são os seguintes…

1. Aprenda os silabários (hiragan e katakana) e ir então aprendendo o kanji aos poucos…

NÂO FUNCIONA! Quando você chegar nos 300-400 ideogramas, vai começar a confundir todos eles e achar que é impossível aprender 1000 ou mais ideogramas. Sem contar que a velocidade que você esquece é maior do que a velocidade que você aprende.

2. Escrever o mesmo kanji centenas de vezes num caderno…

Ok, todo estudante de japonês faz isso. PARE AGORA! Isso não serve para nada, absolutamente nada! Minto, serve para uma coisa: para confundir ainda mais os ideogramas na sua cabeça. Escute o que eu digo, escrever o mesmo kanji dezenas de vezes NÃO ajuda na memorização dos mesmo.

Esses dois métodos são os mais usados e realmente não funcionam. Se você tem dúvidas, vá para um escola de japonês e veja  quão bom são os estudantes. A grande maioria para na barreira dos 300-400 ideogramas. Disso, porque eu passei por isso! Felizmente, depois eu descobri que existiam outros métodos….

Os melhores métodos, na minha opinião, são…

1. Usar um SRS.

Você pode seguir o método de ir aprendendo aos poucos se você combinar isso com um SRS. Se você não sabe o que é um SRS, leia AQUI. Eu costumo usar o Anki. Quando eu estudava sem SRS, achava difícil aprender UM ideograma novo por dia. Com o SRS, você pode aprender 10, 20, 30 ou mais por dia…

2. Usar o Livro Remembering the Kanji.

Esse é, sem dúvida nenhuma, o melhor livro já feito para estudar kanji. Ele tem um método bem diferente, focado no significado do kanji. Muita gente crítica o método, mas a diferença de usá-lo ou não é muito grande. O único problema é que o método é em inglês, assim, você precisa ter um noção básica do idioma.

3. O melhor de todos! Combine os dois métodos. Remembering the Kanji e SRS!

Mais algumas dicas…

Uma boa dica é estudar kanji sempre dentro de um contexto. Assim, quando quiser saber um kanji, procure sempre um frase que use o kanji. Isso faz com que você sempre aprenda o kanji junto outras palavras e dentro de certa estrutura. Estudar ideogramas isolados dá muito mais trabalho e os resultados não são tão bons, assim, estude sempre frases e textos. Outra coisa importante é não ter medo de aprender kanji. Como kanji é a parte mais difícil dos estudos do idioma japonês, é bom você se dedicar bastante aos estudos dos ideogramas. Quanto mais cedo e com mais intensidade você estudar kanji, melhores serão os resultados. Se você seguir o caminho “aprender hiragana/katakana e kanji aos poucos”, só vai acabar se decepcionando lá pra frente, quando der de cara com a “parede de kanji” que eventualmente vem pela frente. Assim, minha recomendação final é: estude kanji o máximo que puder! Como eu disse, kanji nunca é demais!

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10 ideogramas japoneses para fazer tatuagem

Posted on the August 12th, 2009 under Ambiente japonês by Mairo

Eu recebo muitos pedidos de ideogramas para fazer tatuagem e, por isso, resolvi fazer um lista com 10 ideogramas legais para serem tatuados. Todos foram devidamente verificados com meus dicionários de japonês para não ter erro nenhum! Sempre que for tatuar algo em japonês, verifique bem o que está tatuando, já cansei de ver gente com tatuagens erradas, pois “me falaram que isso significa aquilo”. Caso queira um ideograma de algum significado que não está na lista, deixa um comentário pedindo o ideograma que procura! Além disso, alguns livros podem ajudar na sua busca por ideogramas, como por exemplo o Kanji Pictográfico. Ele traz imagens dos ideogramas associadas imagens reais, o que ajuda você a entender o significado.

10 ideogramas japonese para fazer tatuagem (Clique nas imagens para ampliar)

10-ideogramas-tatuagem-sinceridade-003 10-ideogramas-tatuagem-poesia-002 10-ideogramas-tatuagem-karate-004 10-ideogramas-tatuagem-fuufu-007 10-ideogramas-tatuagem-familia-008 10-ideogramas-tatuagem-dragao-009 10-ideogramas-tatuagem-deus-010 10-ideogramas-tatuagem-artes-marciais-005 10-ideogramas-tatuagem-amigo-006 10-ideogramas-tatuagem-001

Espero que tenham gostado do post! Abraços e não deixem de conferir algumas das nossas sugestões de livros de japonês:

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O alfabeto japonês: Hiragana, Katakana e Kanji

Posted on the July 7th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

Uma das primeiras coisas que todo mundo se pergunta ao começar os estudos do idioma japonês é sobre o alfabeto japonês: como são as letras japonesas, “aquele monte de risquinhos”, etc. Diferente do nosso alfabeto, que utiliza as 26 letras romanas (A, B, C…) e os numerais arábicos (1, 2, 3…), o alfabeto japonês consiste em dois silabários, chamados Hiragana (ひらがな) e Katakana (カタカナ), e um grande número de ideogramas, chamados de Kanji (漢字), além dos numerais arábicos e, às vezes, do alfabeto romano, chamado romaji em japonês. Parece complicado, não? Bom, fácil eu não vou dizer que é, mas também não é nada do outro mundo. Normalmente, nos cursos de japonês, os alunos primeiro aprendem os silabários para depois, aos poucos, aprenderem os ideogramas. Vamos dar uma olhada no que são exatamente os silabários e os ideogramas.

Hiragana

O Hiragana é o silabário mais usado, pois é com ele que são escritas as palavras de origem japonesa, ou seja, a grande maioria das palavras no idioma japonês. Veja alguns exemplos de palavras escritas em Hiragana:

Essas duas palavras são de origem japonesa e usam, assim, o Hiragana. Veja que cada letra representa uma sílaba [ri-り, go-ご, etc], com exceção do N [ん] e das vogais, como o I [い]. Segue uma tabela do alfabeto:

alfabeto-japones-hiragana

Katakana

O Katakana é um silabário com os mesmos sons do hiragana, porém utilizado para escrever palavras de origem estrangeira. O japonês é um idioma que importa muitas palavras de outras línguas, por exemplo, temos a palavra miruku [ミルク], que significa “leite” e vem do inglês “milk”. Temos pan [パン], que significa “pão”, e veio provavelmente de alguma língua latina, talvez do Francês “pain” [que se pronuncia "pan"]. Do mesmo modo, um nome que não seja japonês é escrito com o Katakana, por exemplo meu nome, que é Mairo”, é escrito da seguinte forma: マイロ.

Veja mais alguns exemplos de palavras escritas em Katakana:

E aqui vai a tabela do Katakana:

alfabeto-japones-katakana

Exitem vários livros para aprender hiragana e katakana. Na minha opinião, quanto mais simples o livro, melhor. Você pode até mesmo procurar por tabelas na internet e estudar por conta própria, pois por mais complicado que pareça, é fácil decorar os dois silabários.

Kanji

Por fim, temos o Kanji, que são os ideogramas/caracteres de origem chinesa, que foram “importados” pelos japoneses. Enquanto cada silabário contém por volta de 50 letras, o número de Kanji é bem maior. Na China, onde a escrita é composta somente pelo Kanji, o número de ideogramas passa dos dez mil! No Japão, são usados de dois a três mil ideogramas em média. Durante a escola, os japoneses aprendem por volta de 2000 ideogramas, que foram escolhidos pelo governo japonês como os ideogramas de “uso geral”. No entanto, muito livros ou materiais de áreas específicas trazem mais ideogramas, assim, podemos dizer o que número real de ideogramas usados no idioma fica por volta de 3000. Diferente dos silabários, onde cada letra representa um som, o Kanji representa um idéia, um significado, e pode ter várias leituras, dependendo do contexto. Veja alguns exemplos:


A grande dificuldade no aprendizado dos ideogramas são as diferentes possibilidades de leitura de cada kanji. Veja na imagem abaixo como o ideograma para “mar”, que é lido “umi”, e o ideograma par “lado de fora”, lido “soto”, ao serem juntos formam a palavra “estrangeiro/outro país”, que é lida “kaigai”, ou seja, o significado base dos ideogramas se mantém, mas a leitura muda.

Números e romaji

Além dos dois silabários e dos ideogramas, os numerais arábicos [1, 2, 3...] e o nosso alfabeto romano [A, B, C...] são também utilizados. Os números são bem utilizados, já o alfabeto romano é menos frequente, mas ainda pode ser visto de vez em quando.

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Aprenda a escrever melhor em Japonês no Lang-8

Posted on the January 22nd, 2009 under Dicas para aprender japonês,Materiais para estudar japonês by Mairo

lang-8Aprender a escrever bem é uma tarefa complicada mesmo em nosso idioma nativo, quem dirá então em línguas estrangeiras. Caso você ainda esteja iniciando os estudos do idioma Japonês, não há tanta necessidade de preocupar-se com a escrita, porém, para estudantes mais avançados, escrever é uma ótima maneira de aprimorar seus conhecimentos na língua. No caso do Japonês, escrever regularmente não somente aumenta seu vocabulário e melhora o domínio das estruturas gramaticais, como também é uma ótima forma de aumentar o domínio do kanji (os temidos ideogramas). Embora a primeira imagem que venha na cabeça de qualquer estudante de Japonês ao falarmos sobre leitura e escrita seja uma parede enorme com infinitos ideogramas com infinitos traços de infinitas leituras, escrever em Japonês não difere muito de escrever em qualquer outro idioma. Tudo se resume a dois pontos chaves: leitura e prática.

Lendo melhor para escrever melhor!

Se você tem pretensões de escrever bem em seja lá qual língua que for, é bom começar a ler, e ler bem. Ler bem significa ler textos de qualidade, bem escritos, com bom vocabulário e estilo. Significa também ler bastante. Não espere escrever bem lendo umas poucas páginas por semana. Você precisa ler centenas de páginas por semana, precisa devorar textos, revistas, blogs e livros. Livros voltados para falantes nativos são com certeza sua melhor opção. Além de não serem abobados como livros voltados para não nativos (todo material voltado para falantes não nativos é completamente abobado e vai resultar em você escrevendo textos abobados), livros são longos(isso é bom!) e trazem, fora os milhões de ideogramas e vocábulos, o estilo característico do autor, o que vai influenciar em muito na sua escrita.

Praticando no Lang-8 (ou qualquer outro lugar…)

Ler vai ser sua base, o 基本 da escrita. Quando mais e mais regularmente você ler, melhor. Agora é na prática da escrita que virão os resultados de toda essa leitura. Praticar escrita consiste simplesmente em escrever, escrever e escrever. Você pode manter um diário, pode escrever um blog, pode fazer redações, etc. Tudo é válido desde que você esteja produzindo textos. É bom também usar um dicionário para procurar palavras desconhecidas e diferentes modos de expressar uma mesma idéia. Porém, tome cuidado para não ficar muito preso ao dicionário, o que pode deixar o texto muito artificial. Para polir sua prática, correções são necessárias. No entanto essas correções devem ser feitas por uma falante nativo! (iniciantes podem ter seus textos corrigidos por não nativos fluentes no idioma, embora eu não creia que iniciantes deveriam gastar tempo praticando escrita…). Você pode ter um amigo ou professor(a) para corrigir seus textos, ou então usar outras opções como o Lang-8. Lang-8 é talvez o melhor site para praticar escrita em língua estrangeira. Como ele funciona? Bom, basicamente você escreve um texto, em qualquer língua, e este mesmo pode ser lido e corrigido por outros membros do site  falantes nativos da língua em que você escreveu o texto. Do mesmo modo, você, falante nativo de Português, pode corrigir textos escritos por falantes não nativos de Português. Existem outras opções como Grupos e lista de amigos, mas a principal e mais útil função do site é a troca de correções. E tudo isso é totalmente gratuito! Quer coisa melhor?!?

Dicas para usar o Lang-8

Algumas vezes vai acontecer de várias pessoas lerem seus textos e ninguém corrigir nada. Isso pode acontecer devido a dois fatores: a) você escreve muito bem; b) ninguém ficou afim de corrigir seu texto. Como eu creio que a maioria de nós se enquadra na segunda opção, eu trago aqui algumas dicas para que isso não aconteça…

1. Tenha muitos amigos. Sempre que alguém corrigir seus textos ou mesmo deixar comentários, responda aos mesmos e adicione as pessoas na sua lista de amigos. Quanto mais amigos você tiver, mais chances de seu texto ser corrigido.

2. Corrija textos de pessoas que falam a língua que você estuda e estudam a língua que você fala (no nosso caso, japoneses que estudam Português). Faça amizade com essas pessoas. Se você corrigir os textos delas, elas provavelmente vão corrigir os seus.

3. Escreva textos interessantes! Ninguém quer ler “como foram minhas férias” ou “a minha família”. Escreva para adultos inteligentes, não para crianças burras.

4. Caso seu texto não for corrijido de jeito nenhum, apague o mesmo e crie um novo igualzinho (copie o texto). Fiz isso uma vez e funcionou perfeitamente, hehe.

Espero que tenham gostado do post,
Abraços.
Mairo Vergara

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Clínica do Kanji #8 – Deixe sua imaginação voar na Terra do Kanji!

Posted on the August 20th, 2008 under Ideogramas japoneses by Mairo

Coluna #8 Clínica do Kanji, The Japan Times, 7 de Setembro de 2001

“Deixe sua imaginação voar na Terra do Kanji!”

Desde remotas inscrições chinesas em ossos ou cascos de tartarugas, os ideogramas vem contando histórias. Ao longo dos milênios, esses ideogramas tornaram-se mais abstratos e complexos, porém cada um dos milhares de ideogramas parece ser baseado em algum aspecto da vida humana: religião, sexo, politica ou violência, assim com família, comida ou natureza. Assim, os ideogramas usados no Japão Moderno estão enraizados no cotidiano da antiga China.

Estudiosos vêm tentando explicar a tempos por que cada kanji é formado da maneira que é. Para ajudar aprendizes adultos, provenientes de lugares onde o kanji não é usado, a aprender os ideogramas, muitos professores de Japonês (assim como escritores de livros sobre kanji) costumam citar as teorias históricas do kanji. Há muitas opiniões confusas e muitas vezes divergentes quanto a história e formação dos ideogramas. Muitos ideogramas foram mal copiados, simplificados e modificados ao longo das eras, conforme eram usados por gerações e gerações. A triste e grande verdade é que os estudos etimológicos do kanji [estudos da história do kanji] são totalmente falhos no que diz respeito a organizar um sistema para o aprendizado dos aproximadamente 2000 ideogramas de uso geral no Japão.

Até que você tenha internalizado todos os ideogramas de uso geral, tentativas de aprender a etimologia das centenas de ideogramas resulta somente em mais problemas para sua memória. Essas explicações são úteis DEPOIS que você aprender a forma e o significado dos ideogramas, pelo valor das conotações que oferecem no uso dos ideogramas. Para aprender as formas e significados dos ideogramas de uso geral, eu recomendo a você usar recursos com histórias não diretamente ligadas a etimologia do kanji. Você utilizará a “análise de componentes”, um sistema que “quebra” o kanji em vários elementos menores e associa cada um a uma palavra na sua língua. Junto com isso, o que você precisa é uma única e vívida história para cada kanji, que ligue esses elementos de um modo memorável. Alguns seguidores da análise de componentes notaram que criando suas próprias histórias, ao invés de usar as histórias já prontas de livros, ajuda a gravar o kanji em sua memória. Você deve ter provavelmente criado algumas histórias em seus estudos de ideogramas. Talvez foi relutante em escrever essas histórias no papel, talvez elas eram meio sem nexo ou divertidas, ainda mais se comparadas as tradicionais explicações etimológicas do kanji, não é mesmo?

O fato aqui é que a maioria de nós que deseja ser “amigo” dos ideogramas, não deseja ser um estudioso dos ideogramas- nós desejamos simplesmente ler em um nível adulto de Japonês. Se você quer um sistema racional para utilizar as experiências e fantasias de sua própria vida para criar histórias memoráveis para os ideogramas, talvez queira adquirir o livro “Kanji ABC–A Systematic Approach to Japanese Characters,” de Andreas Foerster e Naoko Tamura’s, o qual assume que seu objetivo é não menos que aprender todos o ideogramas de uso geral. Estes dois escritores, marido e mulher, usam uma abordagem “Lego”: São 486 componentes ou peças, como um jogo de Lego — dos terços dos quais são ideogramas ou radicais – que permitem a você construir seu próprio castelo de ideogramas! Nunca um kanji é apresentando sem que seus componentes tenham sido previamente apresentados e nomeados. Após conhecer os componentes de um ideogramas, o próximo passo e deixar sua imaginação correr e criar histórias para ligar estes componentes de uma forma memorável.

Usando components do “Kanji ABC,” criei duas histórias que usam o componente 夫(“marido”):

規 regulamentos

Um dos regulamentos de todos os bons maridos 夫 é sempre observar見 (見 é “ver”) suas mulheres. (regulamenteo dos maridos é observar)

替 substituir

Meu primeiro marido 夫 pegou tanto sol 日, que acabou queimando e eu tive que substituí-lo por outro marido 夫. (“O Segundo marido substitui o primeiro que pegou muito sol.”)

Qualquer coisa pode acontecer na Terra do Kanji que existe em sua mente. Seja isso fantasia, cotidiano, pessoas, sexo, sonhos, etc. O que vai determiner se você lembrará do kanji daqui a três ou quatro anos é a qualidade e precisão de suas histórias. Acabe com a frase “Kanji wa muzukashii”! Nenhum kanji é difícil, você apenas não descobriu a história correta ainda!

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Clínica do Kanji #4 – “Como eu leio isso? Deixe-me contar as maneiras…”

Posted on the August 15th, 2008 under Ideogramas japoneses by Mairo

Clínica do Kanji #4, The Japan Times, 15 deJunho de 2001
“Como eu leio isso? Deixe-me contar as maneiras…”

Comparado com a aprendizado da leitura dos 1,945  ideogramas de usa geral do japonês, Aprender a escrever os ideogramas de cabeça é moleza. Veja o caso de 生 (“vida”), um ideograma muito popular com número especialmente alto de diferentes pronúncias. Peça para uma amigo japonês dar um exemplo de palavra para cada leitura de 生: sei, shou, nama, ki, umu, ikiru, hayasu, ou e naru. (e.g.: 生徒 seito “estudante”, 生ビールnama-biiru “draft beer”).

Se você não o fez, pode provalvelmente aprender a escrever 生 de cabeça em alguns minutos. No entanto, você ainda vai descobrir leituras diferentes para este ideograma nos próximos 10 ou 20 anos!

Da onde saiu esse sistema de leituras que nos dá tanta dor de cabeça? Pelo que se sabe, os japoneses já falavam japonês muito antes de emprestar o sistema de escrita chinês. Porque as duas línguas eram completamente diferentes, somente os ideogramas por si mesmo não combinavam muito bem com o japonês, porém com a adição dos kanas [hiragana e katakana]foi possível criar o sistema de escrita japonês.

Para demonstrar o porquê de haver variadas leituras para cada ideograma, vamos dar uma olhada no kanji 東 (“leste”) e 都/京 (ambos significando “capital”, para cidade). Antes de sua relação com o kanji, os japoneses já tinham duas palavras para os significados de “leste” and “capital” (higashi e miyako, respectivamente). Muitos palavras antigas, “pre-kanji”, foram associadas com ideogramas de mesmo significado; estas pronpuncias são chamadas “leitura kun”. Alguns ideogramas não tem um “leitura kun”, mas a maioria deles tem uma ou duas.

Além dessas “leituras kun” foram adicionadas leituras que são uma imitação japonesa das leituras em chinês, chamadas “leitura on”. Para ter uma idéa de como os japoneses já alteravam as palavras estrangeiras para sua própria língua desde os séculos passados, basta dar uma olhada na moderna terebi (“televisão”) e makudonarudo (“McDonald”).

O kanji entrou no Japão por várias regiões de diferentes dialetos do chinês, durante períodos históricos diferentes, aumentando ainda mais o confusão de leituras existentes. As  “leituras chinesas” são geralmente incompreensíveis para os Chineses. Um kanji normal tem de uma a três leituras on.

Leituras on são mais frequentes em compostos do que leituras kun, mas há exceções. Por exemplo, 東(“leste”) e 京 (“capital”), quando juntos formam a palavra 東京, que é pronunciada “Toukyou” (Tóquio). No campo das artes marciais, 剣道 “kendo” e 柔道 “judo” também usam leituras on, enquanto  空手 “karate,” junção de 空 (“vazio”) E 手 (“mão”) usa leituras kun. A grande maioria dos nomes de pessoas e lugares em japonês, como 鈴木 Suzuki e 横浜 Yokohama, usam leituras kun.

Alguns compostos podem também ter uma mistura das duas leituras, por exemplo, 毎朝 (maiasa, “toda manhã”). O “mai” é uma leitura chinesa, já o “asa” é japonês.

Para complicar ainda mais, existem as palavras com “leituras especiais”. Consistem em dois caracteres juntos com base somente no significado, sem relação com a pronúncia. Um exemplo é 大人 (“adulto”): junção de 大(dai, “grande”) e 人(jin, “pessoa”), que é não pronunciado “daijin”, como seria esperado, mas sim otona.

Finalmente, temos os kanjis usados meramente pela sua pronúncia, sem relação alguma com seu significado. 寿司 sushi, sem dúvida nenhuma a palavra japonesa mais conhecida no mundo, é um exemplo de “ateji”: 寿司 é um junção de duas leituras on, em que os caracteres signifcam “longevidade” e “oficiar,” os quais não nos trazem a idéia de “peixe cru com arroz”

Ateji são às vezes usados para substituir palavras em katakana, emprestadas de outros idiomas. Um exemplo é 倶楽部 (kurabu, “clube”), que você pode ver em muitos clubes noturnos. Os ideogramas significam: junta, prazer e departamento.

Sem dúvida, a parte mais complicada no aprendizado dos ideogramas são as leituras. Na próxima coluna, vamos ver como usar a “análise de componentes” como ajuda para adivinhar as leituras.

Enquanto isso, ao ivés de “Tokyo,” tente falar “Higashi-Miyako” numa conversa. (e.g.: “Eu estava pensando em ir para Higahi-Miyako!”) Você certamente vai se divertir um pouco e pode até entrar numa boa conversa sobre aprendizado dos ideogramas.

Traduzido por Mairo C. Vergara
Artigo original em inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc4final.htm

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Clínica do Kanji #7 – Sim, é você, lendo um jornal japonês!

Posted on the July 15th, 2008 under Ideogramas japoneses by Mairo

Coluna # 7 Kanji Clinic, O Japão Times, 17 de agosto de 2001
“Sim, é você, lendo um jornal japonês!” 

DE: Diane Grace Shimizu e outros sérios de estudantes de japonês
RE: Paixão de ler jornais japonês

Na minha última conversa eu destaquei a importância de ter um sonho para com o kanji: uma visão concreta de si mesmo conquistando um tal nível de alfabetização que proporcionasse ler e entender textos escritos em japonês para adultos.

Possuir um sonho de kanji e controlar sua busca é essecial se você está longe de deixar o kakueki (trem local) e ir em direção ao kanji shinkansen (trem-bala) , atingindo seu destino desejado: a alfabetização em japonês.

É hora de trocar de trem Diane, mas não esqueça de levar seu sonho junto!

Vocês lembram a emoção, o sentimento de realização que você sentiu quando realmente pode ler Le Monde durante um café da manhã ao estudar no estrangeiro durante a sua programação em Paris? Você tinha estudado francês por dois anos no ensino médio de um colégio como um calouro. É exatamente disso que eu estou falando. A quanto tempo você estuda japonês? Três anos? Você já fez grandes progressos aprendendo a falar japonês e reconhecer 500 kanjis, mas o pensamento de pegar um jornal japonês, com a intenção de apreender o seu conteúdo facilmente , provavelmente nunca nunca passou pela sua mente.

Para ler jornais japoneses com facilidade você precisa aprender os 1945 caracteres de uso geral – não há como fugir desta realidade. Seu professor de japonês pode citar um estudo do National Language Research Institute: os 1.000 caracteres mais comumente utilizados compreendem cerca de 94 por cento dos kanjis usados em jornais. Soa bem. Mas são os ideogramas menos frequentemente utilizados e as palavras compostss que utilizam estes mesmos que te mantem preso aos dicionários.

Não estou sugerindo que você não deve ler jornais japoneses até que tenha dominado todos os aspectos de todos os caracteres de uso geral. Na verdade, conhecendo os significados chave e a forma (em oposição a pronúncias) de cada um deles, juntamente com o seu conhecimento da gramática japonesa, permitirá que você tenha uma boa idéia, um relativa compreensão dos artigos de imprensa.

Vamos dar uma olhada na Yomiuri Shimbun (読売新闻), manchete de 1 º de julho, durante a primeira visita à Washington do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi:

“揺るぎない同盟”宣言

Há cinco ideogramas na manchete acima: 揺”agitar” (a forma negativa aqui significa “inabalável”),同”mesma”,盟”aliança”,宣”proclamação”, e言”falar”. Conhecer um significado para cada um dos 1945 caracteres de uso geral, (incluindo 揺, que não aparece dentro dos 1.000 mais frequentemente utilizados), iria dizer-lhe que Koizumi e o Presidente George W. Bush anunciaram alguma coisa relacionada com uma “aliança inabalável”.

Milhões de japoneses começaram o seu dia lendo manchetes como esta no Asahi Shimbun (朝日新闻) e Yomiuri Shimbun, que, juntos, comandam quase 40 por cento dos jornais em circulação.

A Asahi exerce uma ampla frente de ler diariamente os comentários de página chamados “Tensei Jingo” (天声人语”Vox populi, Vox Dei”). Em 1 º de julho, por exemplo, propôs que os americanos – incluindo Bush – possuissem sua própria versão de tatemae (suas próprias palavras) e honne (suas prórpias intenções). “Tensei Jingo” encorajou Bush e Koizumi a fim de evitar confusões entre as relações pessoais e nacionais reduzindo sua charada a pequenos problemas de convívio.

Editoriais, notícias, histórias de interesse especial, comentários esportivos, cartas ao editor: japonês jornais dão aos estrangeiros uma visão íntima de como os japoneses vêem a si mesmo e o resto do mundo. A minha sincera recomendação é que você desenvolva uma paixão pela leitura, mesmo se, em primeiro lugar, você confie em seu dicionário kanji.

O fato é este: você compra o seu jornal Asahi na banca de jornais da estação logo no início do seu manhã. Na hora de maior movimento, as regras do metrô a impede de abrir do jornal, mas você precisa ler a primeira página antes de chegar na estação Shinjuku. Durante o almoço, em sua empresa, você a pode citar “Tensei Jingo” matinal. Seus colegas ficarão profundamente impressionados.

Este é o tipo de sonho de kanji que você irá alimentar até a alfabetização em japonês, Diane, e no processo permitir que você penetre diretamente no coração da terra que lhe adotou.

Vamos ver o que seu sonho de kanji é, e ver o quanto você está perto de tornar-lo real, na Clínica de Kanji.

Traduzido do Inglês por Eduardo Monteiro, colaborador do Como Aprender Japonês
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc6final.htm

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Clínica do Kanji #6 – Dicas sobre como fazer seu jardim de kanji florescer

Posted on the June 12th, 2008 under Ideogramas japoneses by Mairo

Coluna #6 da Clínica do Kanji, The Japan Times, 27 de julho de 2001 

Dicas sobre como fazer seu jardim de kanji florescer

Para: Diane Grace Shimizu
Re: Seu kanji dos sonhos

É com satisfação que venho recentemente participar dessa discussão sobre aprendizado de kanji. Você contou-me que está morando a três anos no Japão, desde que começou a trabalhar na maior companhia de eletrônicos de Tokyo. Nossos avós, que emigraram para a Califórnia vindos de Wakayama, estimularam um de seus netos a aprender a falar e ler na sua língua nativa.

Três anos se passaram, você tem começado a se familiarizar com aproximadamente 500 kanjis na turma de Japonês que a sua companhia oferece a empregados estrangeiros. O seu objetivo para os próximos anos é ter a habilidade de identificar um total de 1.000 kanjis ( kyouiku kanji), o qual deve permitir-lhe participar da turma mais avançada.

Então, assumindo seu interesse em ler livros escritos para estudantes que estão iniciando na língua japonesa, você não teria se frustrado, vendo seu tempo ser consumido na dependência de dicionários de kanji. Como aconteceria nos materiais para nível adulto, quando você já deveria estar apto para entender kanjis mais avançados. Deve-se ir devagar.

Considere isto: O ministério da educação exige dos jovens japoneses, mesmo daqueles que não possuem interesse em freqüentar uma escola de nível superior, que estudem todos os 1.945 caracteres de uso geral. Porque deveria você, um educado estrangeiro falante de japonês que provavelmente gastou muito de sua vida adulta trabalhando no Japão, contentar-se com menos?

Aprender kanji na proporção de algumas centenas de ideogramas por ano, Diane, deve fazer você se sentir num purgatório de kanji; como treinar sem conseguir atingir a verdadeira alfabetização. Isso significa que um aluno inteligente e motivado como você, levaria algo em torno de cinco anos para aprender 1.000, ou mesmo, 1945 caracteres.

Porque seu professor não tem lhe encorajado a colocar seu ponto de vista, e colocar seu olhos no centro do alvo ( por exemplo… todos os 1.945 kanjis)? Para descobrir, pergunte-lhe se é verdade que um americano que nunca colocou os pés em solo japonês até seus 20 anos pode se tornar mestre nos 1.945 kanjis. Pergunte-lhe se ele tem ensinado estudantes, em que a língua nativa deles não seja baseada em ideogramas ou kanjis, que de fato, alcançaram este objetivo. Ele provavelmente vai te responder que pode ajudá-la a confrontar essa baixa expectativa, tanto dos professores de kanji quanto dos estudantes, mesmo num ambiente rico em kanjis como o Japão.

Sim, kanjis estão por toda parte: a “terra do kanji” para estudantes no japão é incrivelmente fértil, e está a espera de um pingo de sua atenção para ser semeado. O “semear” é o particular sistema auto-instrução, onde você está cuidadosamente selecionando informações e aprendendo com si mesmo até se tornar especialista no assunto, com a convicção de que se tornará realmente alfabetizado no japonês.

Se você deseja colher os frutos de, digamos, maduros, vermelhos e deliciosos tomates de kanji no verão, saiba que somente plantar as sementes de kanji não é o bastante. A “água” e o “fertilizante” do seu jardim de kanjis são horas e horas de concentrado estudo devotado ao seu escolhido sistema de aprendizado. Graças a Deus, você tem observado este futuro particular todos os dias, não sendo tentado a simplesmente deixar seu kanji murchar por causa da sua ausência de cuidados. A dúvida que ocasionalmente lhe atormenta é se todo este jardim de kanjis realmente vale o esforço dispensado para retirar as ervas “daninhas” sem perder o entusiasmo.

Então, o que ainda falta? Existe mais uma coisa que suas sementes de kanji precisam desesperadamente: a luz do sol de seu sonho pessoal, um cenário envolvendo o nível adulto de alfabetização japonês. Em mais de cinqüenta anos no Japão, eu nunca conheci um estrangeiro que desenvolveu fluência na leitura e/ou escrita japonesa sem possuir o sonho pessoal de realizar isso.

Pessoalmente, o sonho é quem me capacita a colher os 1.945 caracteres. Eu normalmente estou na escrivaninha do escritório da faculdade, lendo uma montanha de papel da minha caixa de mensagens.

No sonho, eu não demoro a carregar estes documentos para casa toda a noite e ler para meu marido, ouvindo seus elogios repetidamente ao ver minha nova habilidade de leitura.

Você tem vivenciado seu sonho de kanji, Diane? Em Tokyo eu tenho sido surpreendido e desencorajado por realmente não ver estrangeiros lendo jornais japoneses. Você consegue sonhar lendo o jornal local? Vamos explorar isso na próxima vez.

Mary Sisk Noguchi é um professora associada ao Meijo University. Ela adora jardinagem de kanjis e cuidar de seus dois pequenos filhos. Envie um e-mail para Mary. kanjiclinic@aol.com

Traduzido do Inglês por Eduardo Monteiro, colaborador do Como Aprender Japonês
Artigo Original em Inglês em http://www.kanjiclinic.com/kc6final.htm

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Clínica do Kanji #5 – Aprendendo a deduzir a pronúncia de um kanji sem dificuldade

Posted on the June 9th, 2008 under Ideogramas japoneses by Mairo

Coluna #5, Kanji Clinic, The Japan Times, 6 de Julho de 2001

Aprendendo a deduzir a pronúncia de um kanji sem dificuldade.


Traduzido por Yuumei Senshi, colaborador do Como Aprender Japonês
Artigo original em inglês em: http://www.kanjiclinic.com/kc5final.htm

Você provavelmente já viu a palavra japonesa para hemorróida, ぢ (ji), escrita em vermelho nos anuncios da farmácia. “Hemorróida” é normalmente escrita em hiragana porque seu kanji, , não é um dos 1.945 caracteres de uso geral. De acordo com minha pesquisa, não é imediatamente lido na mente de muitos japoneses.

Para entender o o que quero dizer, encontre alguém para escrever, da memória, o kanji para ぢ. O objetivo deste exercício é ver a estratégia de teste e erro que um falante nativo usa quando está escrevendo ou pronunciando um kanji que não seja familiar como .

Seu amigo provavelmente irá começar escrevendo pelo componente 疒 (“doença”). Isso irá aproximá-lo do significado, mas escrever o resto pode ser mais difícil. Ele pode começar a pensar em um componente que tenha a pronuncia “ji”:

“Seria 寿 (“longevidade”)? Ahh, não, 寿 se pronuncia “ju”, então não pode ser. Hmm, talvez (“sangue” normalmente pronunciado por chi, mas as vezes por ji como em hanaji “nariz sangrando”)? Ou talvez (“chão”, ji)? Não, não parece certo de nenhuma maneira. OK, eu acho que é (“temple”, ji), juntando com 疒. Sim, . É esse.

Seu amigo cobaia acabou de te mostrara como usar os componentes fonéticos, que mostram altas possibilidades das leituras chinesas (on) de um ideograma. Alguns componentes são kanjis, como em 寺; outros são radicais, elementos do kanji usados para classificá-los em dicionários.

Kanji que contém componentes fonéticos são chamados de “ideogramas fonéticos” (形声文字, keiseimoji, literalmente, “letra na forma da voz”. Eles consistem em duas partes: 1) um componente semantico, ou “radical”, que contém informações sobre o significado; e 2) um componente fonético que contém a pronúncia on’yomi.

No exemplo usado, 疒 é o componente semantico. Outros exemplos são: 氵(“água”), 石(“pedra”), (“parte do corpo”), (“mão”), e (“comer”). Veja esses abaixo como se estivesse dissecando o seguinte grupo dos caracteres de uso geral– aqueles que contém o componente fonético (hou), um caractere que significa “cobrir”;

(hou, “bolha”), (hou, “arma”), (hou, “cela”), (hou, “abraçar”), (hou, “saciar”).

Em acréscimo ao seu valor fonético, 包 também contribui para o significado dos caracteres acima, por exemplo: “Uma bolha é ar COBERTO com por água ensaboada.”

Cerca de 85% dos 1.945 caracteres de uso geral são ideogramas fonéticos. Isso é uma boa notícia para nós que temos que aprender a fazer suposições inteligentes sobre a pronuncia de um kanji. Você pode perguntar, “Se componentes fonéticos são como bons amigos, porque meu textbook de kanji não me da uma introdução apropriada para eles?” O problema é que até que estrangeiros tenha dominador as formas de um grande número de kanji, textbooks não podem começar a apresentar grupos de caracteres que compartilhem de um componente fonético.

Felizmente, James Heisig, em seu “Remembering the Kanji II”, vem nos ajudar. Ele não apenas arranja sistematicamente todos os kanji de uso geral em grupos que partilham de um mesmo componente fonético, ele também nos mostra um truque nesse sistema: Nem todo kanji que contém um componente fonético em particular tem a pronuncia on’yomi que normalmente aparenta–existem exceções, e Heisig lista elas em cada grupo fonético.

Pegue o caracter 交 (kou, “trocar” (interchange, no original)): Como componente fonético, é visto em outros caracteres de uso geral– (“escola”), (“efeito”), (“estrangular”), and (“subúrbio”)– todos lidos como kou. Mas inconvenientemente também aparece em (“comparar”) que tem a pronúncia kaku ao invés de kou. Felizmente, os kanji que se adequam a regra estão em grande maioria; não deixe que os “maus” desencoragem você de se tornar um conhecedor dessa técnica.

Porque não impressionar os outros estudantes de japones escrevendo 痔 corretamente da memória? É facil quando se usa a história de “2001 kanji”, Joseph De Roo: hemorróida é a doença 疒 sofrida por pessoas que sentam de forma mediativa por longos tempos no templos budistas .

Acidentalmente, alguns leitores no último mês tentaram dizer “Higashi Miyako” ao invés de “Tokyo”(東京), mas foram avisados por amigos japoneses que não pode ser pronunciado como “miyako.” De acordo com vários dicionário, e o meu software processador de palavras, é possível escrever miyako usando ou ou , mas de qualquer forma, o Ministério da Ciencia e Educação não incluiu miyako como uma leitura oficialmente “aprovada” para .

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Aprenda Kanji com vídeos!

Posted on the April 25th, 2008 under Ideogramas japoneses by Mairo

Simplesmente muito interessante! Achei uns vídeos para aprender kanji, muito bonitos, simples e práticos. Simplesmente o máximo! Veja por si mesmo!


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