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Curso de Japonês: Básico – Gramática – Verbos Transitivos e Intransitivos

Posted on the November 5th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

Em japonês, um mesmo verbo pode ser transitivo ou intransitivo. A diferença entre eles é que no verbo transitivo uma ação é feita por alguém, enquanto no intransitivo algo simpleste ocorre, sem que ninguém tenho feito nada. Por exemplo:

  1. 「ボールを落とした」- Booru ga otoshita – Eu deixei a bola cair.
  2. 「ボールが落ちた」- Booru ga ochita – A bola caiu.

O verbo “cair” é transitivo (落とす – deixar cair/largar) no primeiro exemplo e intransitivo (落ちる – cair) no segundo. No primeiro alguém (eu) deixou a bola cair, já no segundo a bola simplesmente caiu, sem que ninguém tenha feito nada. Veja também que as partículas usadas são diferentes para cada forma do verbo: verbs transitivos tem um objeto e, logo, usam a partícula を, já os verbos intransitivos não tem objeto nenhum (pois ninguém fez nada para/em algo), assim, usamos a partícula が. Como disse o Tae Kim, não é importante saber as terminações, regras e nomeclaturas, mas é preciso saber a diferença entre os dois verbos e quando usar cada um deles, prestando atenção para qual partícula usar com cada verbo!

Alguns exemplos de verbos…

Transitivos Intransitivos
落とす otosu – deixar cair/largar 落ちる ochiru – cair
出す dasu – mandar/enviar 出る deru – sair/deixar
入れる haireru – colocar/pôr 入る hairu – entrar
開ける akeru – abrir 開く aku – ser aberto
閉める shimeru – fechar 閉まる shimaru – ser fechado
つける tsukeru – colocar つく tsuku – ser colocado
消す kesu – apagar 消える kieru – ser apagado
抜く nuku – extrair 抜ける nukeru – ser extraido

Veja alguns exemplos de frases usando os verbos…

私が電気をつけた
Watashi ga denki wo tsuketa
Fui eu que liguei as luzes.

電気がついた
Denki ga tsuita.
As luzes ligaram-se. (Foram ligadas)

電気を消す
Denki wo kesu.
Desligar as luzes. (alguém faz isso)

電気が消える
Denki ga kieru.
Desligam-se as luzes. (as luzes se desligam sem que ninguém faça isso)

誰が窓を開けた
Darega mado wo aketa?
Quem abriu a janela?

どうして開いた?
Mado ga doushite aita?
Porque a janela se abriu? (ela abriu sozinha!)

O assunto costuma causar dificultades para os estudantes, mas é, como sempre, uma questao de costume. Aprender bem certinho o significado do verbo e qual partícula usar, que você não terá problemas!

Abraços!

Sabe inglês e quer estudar japonês ouvindo Podcasts semanais? Conheça o Japanesepod 101, um dos maiores centros para o aprendizado de língua japonesa do mundo!

Referência: Tae Kim’s Grammar Guide

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Dizendo que você quer algo com a forma 「たい」

Posted on the September 28th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

Hoje vamos aprender a dizer que você quer fazer uma coisa usando a terminação 「たい」 e suas conjugações. Para dizer que você quer fazer algo em japonês usamos a forma 「たい」. Tudo que você precisa fazer é usar a terminação 「たい」 na raiz do verbo. No entanto, diferente de muitas conjugações que aprendemos, onde os verbos se transformam em verbos-RU, essa conjugação transforma o verbo num adjetivo-i. Isso faz sentido pois a forma conjugada é a descrição de algo que você quer fazer. Um vez que estiver na forma 「たい」, você pode fazer a conjugação da mesma forma que qualquer outro adjetivo-i. A diferença, no entanto, é que a forma 「たい」 é diferente do adjetivos-i regular, pois deriva de um verbo. Isso significa que todas as partículas que normalmente associamos com verbos, como 「を」, 「に」, 「へ」 ou 「で」, podem todas serem usadas com a forma 「たい」, o que não acontece com os adjetivos-i regulares. Dê uma olhada na tabela:

Afirmativo Negativo
Presente 行きたい 行きたくない
Passado 行きたかった 行きたくなかった

Vejamos agora alguns exemplos:

  1. 何をしたいですか。(nani wo shitai desu ka)- O que você quer fazer?
  2. 温泉に行きたい。(Onsen ni ikitai)- Eu quero ir para as termas quentes.
  3. ケーキ、食べたくないの?(keeki, tabetakunai no?)- Não quer comer bolo?
  4. 食べたくなかったけど食べたくなった。(tabetakunaikatta kedo tabetaku natta)- Eu não queria comer, mas acabei ficando com vontade.
  5. ずっと一緒にたい。 (zutto issho ni itai)- Eu quero ficar junto (com você) para sempre.

É preciso lembrar que você só pode usar 「たい」 para a primeira pessoa, afinal de  contas você não pode ler as mentes das outras pessoas para saber o que elass estão pensando. Para se referir a outra pessoa, usamos normalmente expressões do tipo “Eu penso que ele quer..” ou “Ela disse que ela quer…”. Nós aprender como dizer isso futuramente. No entanto, para fazer perguntas sobre alguém, a forma 「たい」 pode ser usada sem problemas, afinal você não está presumindo nada, apenas perguntando.

犬と遊びたいですか。  (inu to asobitai desu ka)
- Você quer brincar com o cachorro?

Fonte:  Tae Kim’s Grammar Guide

Espero que tenham gostado do post! Abraços e não deixem de conferir algumas das nossas sugestões de livros de japonês:

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Dicionário de Japonês Yahoo

Posted on the September 17th, 2009 under Materiais para estudar japonês by Mairo

Dicionários de japonês são sempre bem vindos, não é mesmo? Fazia um tempo que eu não estava, de fato, estudando japonês, pois estava mais focado no inglês. Recentemente (ontem, para falar a verdade), voltei a estudar japonês e vou deixar o inglês um pouco de molho. Fui procurar um palavra no google.jp e acabei encontrando o dicionário de japonês do Yahoo, que se mostrou muito útil! Claro que, como de costume, ele é Japonês>Inglês. Para quem sabe inglês é uma boa, para quem não sabe é uma boa para aprender tanto o japonês quando o inglês, hehe. De fato, aprender inglês, caso você não saiba, é fácil e vai dar uma super diferença nos seus estudos de japonês. Mas, voltando ao dicionário do Yahoo, ele tem vários dicionários disponíveis. Na página inicial você vai ver a janela de busca, mais ou menos assim…

dicionario-japones

Selecione uma das opção de busca, escreva a palavra que está buscando, em kana ou em kanji, e faça a busca. Cada uma das opções faz uma busca diferente.

  • 国語 [kokugo] – Busca do dicionário japonês – japonês. Ideal para quem já está em nível avançado.
  • 類語 [ruigo] – Busca por sinônimos. Também é japonês – japonês.
  • 英和 [eiwa] – Dicionário inglês>japonês.
  • 和英 [waei] – Dicionário japonês>inglês. É esse o que vamos usar!

Se você fizer a busca usando kanji, vai achar fácil os resultados. Caso use hiragana, pode acontecer de você ter várias palavras diferentes com a mesma leitura. Isso vai aparecer no lado direito da tela da seguinte forma:

Busca pela palavra 「けいとう」. Veja que há diferentes significados para a palavra, escritos com diferentes ideogramas. Se você procurar diretamente pelo kanji, fica mais fácil.

dicionario-japones-yahoo

Por fim, a melhor coisa é que o dicionário traz muitos exemplos. É bem mais fácil entender o sentido e função de uma palavra via exemplos do que através de explicações. Se você procurar por 犬 (inu – cão), vai achar exemplos como:

  • 犬の子
    inu no ko
    cão filhote

  • 犬がほえている
    inu ga hoete iru

    o cachorro está latindo.

Achamos também expressões idiomáticas (慣用表現) do tipo 「犬と猿」(inu to saru – cão e macaco, o nosso “cão e gato”):

  • 彼らはまるで犬と猿だ
    karera wa marude inu to saru da.

    Eles são como cãos e macacos./Eles se odeiam (são inimigos).

Enfim, o Yahoo Jiten é mais uma opção de estudos e uma boa fonte de sentenças e exemplos para quem tem conhecimento do inglês!

Caso esteja procurando um dicionário japonês – português, dê uma olhada nas seguintes opções:

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Curso de Japonês: Básico – Gramática – Verbos e partículas Part 3

Posted on the September 15th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

Quando a localização é o tópico

Em alguns casos, a localização de uma ação é também o tópico de uma sentença. Você adicionar as partículas 「は」 e 「も」 às três partículas que indicam localização (「に」, 「へ」, 「で」) quando a localização também for o tópico da sentença. Se você não lembra o que é tópico, veja nosso post sobre a partícula de tópico. Vejamos alguns exemplos:

ボブ:学校に行った?- bobu: gakkou ni itta? -  Bob: Você foi para a escola?
アリス:行かなかった。- arisu: ikanakatta. – Não fui.
ボブ:図書館には?- bobu: toshokan ni wa? – E para a biblioteca?
アリス:図書館にも行かなかった。- arisu: toshokan ni mo ikanakatta. – Também não fui para a biblioteca.

Nesse exemplo. Bob começa a falar de um novo tópico (a livraria), assim, a localização torna-se tópico.  「図書館には?」 é uma abreviação de 「図書館には行った?」, que pode ser entendida pelo contexto.

Mais um exemplo:

ボブ:どこで食べる?– bobu: doko de taberu?- Onde vamos comer?
アリス:イタリアレストランではどう?- arisu: itariaresutoran de wa dou? – Que tal um restaurante italiano?

Bob pergunta “Onde vamos comer?” e Alice sugere um restaurante italiano. Numa frase do tipo “Que tal…”, normalmente há um novo tópico, pois a pessoa está sugerindo algo novo. Nesse caso, a sugestão é o restaurante, que torna-se o tópico da sentença.

Quando um objeto direto é o tópico

A partícula de objeto direto é diferente das partículas de direção e não é possível usá-la com nenhuma outra partícula. Seguindo a lógica da última parte, você pode pensar que podemos fazer algo como 「をは」 expressando um objeto direto e um tópico ao mesmo tempo. Infelizmente, isso não é correto. Um tópico pode ser um objeto direto somente com a partícula somente 「は」. De fato, um tópico com a partícula 「を」  seria errado. Vejamos os exemplos:

日本語を習う- nihongo wo narau – Aprender japonês.
日本語習う- nihongo wa narau – Sobre japonês, eu aprendo.
Tome cuidado para não cometer o seguinte erro:
日本語をは習う – < ERRADO

Ficamos por aqui, espero que tenham gostado da lição! Abraços e não deixem de conferir algumas das nossas sugestões de livros de japonês:

Esse post é uma tradução/versão do Tae Kim’s Japanese Grammar Guide, feita por Mairo Vergara

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Curso de Japonês: Básico – Gramática – Verbos e partículas Part 2

Posted on the September 10th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

Na lição passada aprendemos como usar as partículas 「を」 e 「に」 com verbos. Hoje vamos dar uma olhada em mais algumas partículas que podem ser usadas com verbos.

A partícula de direção 「へ」

「へ」 é normalmente pronunciado /he/, porém, quando usado como um partícula, falamos /e/, como o hiragana 「え」. 「へ」 é um partícula de direção que pode ser traduzida como “para”. Ela indica que estamos indo em direção a algo e, logo, é usada com verbos de movimento. Algumas vezes, confundimos a partícula 「へ」 com 「に」, pois ambas podem indicar que “vamos para…”. A diferença é que, enquanto 「に」 indica tanto uma direção quanto intenção,  「へ」 é apenas a direção em que seguiremos. Com 「に」 estamos indo para nosso destino final, enquanto que com 「へ」 estamos simplesmente indo para algum lugar, seja esse o destino final ou não. Veja alguns exemplos:

ボブは日本行った。- bobu wa nihon he itta. – Bob foi para o Japão.

帰らない。- ie he kaeranai- Não voltou para casa.

部屋くる。- heya e kuru. – Vir para o quarto.

Nesses exemplos é possível usarmos 「に」 no lugar de 「へ」, o que mudaria um pouco o nuance da frase. Entretanto, essa é uma diferença mínima, assim, não recomendo gastar muito tempo pesquisando sobre a diferença entre 「に」 e 「へ」 nesses casos, pois ambos estão corretos.

Porém, em casos como:

医者なる。 – isha ni naru. – Torna-se médico.

Não pode de modo algum usar 「へ」, pois 「へ」 indica direção e deve ser usada com verbos que indicam direção para lugar físicos.

Em casos como:

勝ち向かう。- kachi he mukau. Vamos em direção a vitória.

Podemos usar 「へ」, pois 向かう (mukau – encarar, direcionar-se) é um verbo de movimento que indica direção a um lugar físico, mesmo que 勝ち (kachi – vitória) seja um conceito abstrato.

A partícula de contexto 「で」

Com a partícula 「で」 podemos indicar o contexto no qual uma ação ocorre. Por exemplo, se alguém comeu peixe, onde comeu? Se alguém foi para a escola, como ela foi? Com o que você vai comer a sopa? Todas essas questões podem ser respondidas com a partícula 「で」. Ela indica o contexto, o como/onde as coisas acontecem!

Exemplos:

映画館映画を見た。- eigakan de eiga wo mita. – Vi um filme no cinema.

バス帰る。- basu de kaeru – Voltar de ônibus.

レストラン昼ご飯を食べた。- resutoran de hirugohan wo tabeta. – Almocei no restaurante.

Se pensar em 「で」 como “por meio de”, a coisa fica bem fácil!

Usando 「で」 com 「何」

A palavra “o que” 「何」 é um pouco complicada, pois pode ser lida como 「なに」(nani) e também como 「なん」(nan), dependendo do contexto. E sendo escrita com kanji, fica ainda mais complicado de saber qual a leitura correta. Sugere-se que fiquemos com 「なに」 até que alguém nos corrija: “Nesse caso usamos 「なん」, e não 「なに」”. Com a partícula 「で」, 「何」 é lido como 「なに」.

きた?- nani de kita. – Veio de que?

バスきた。 – basu de kita. – Vim de ônibus.

O problema é que existe uma palavra, bem casual, para dizer “por que”, que é escrita 「何で」 e lida 「なんで」. Isso não nada a ver com a partícula 「で」, mas causa confusão na hora da leitura.

何できた?- nande kita? – Por que veio?

暇だから。- hima da kara. – Porque estava de folga.

Nota: 「から」, no exemplos, significa “por causa/porque” e não “a partir”. Isso vai ser tratado futuramente.

No entanto, não se preocupe muito com a confusão com 「何で」, pois normalmente o contexto é mais que suficiente para entender o sentido!

Ficamos por aqui, espero que tenham gostado da lição! Abraços e não deixem de conferir algumas das nossas sugestões de livros de japonês:

Esse post é uma tradução/versão do Tae Kim’s Japanese Grammar Guide, feita por Mairo Vergara

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Curso de Japonês: Básico – Gramática – Verbos e partículas Part 1

Posted on the September 8th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

Nas últimas lições aprendemos sobre verbos, verbos no negativo e verbos no passado. Aprendemos também sobre as partículas 「は」,「が」 e 「も」. Hoje vamos aprender quais são as partículas usadas com verbos. Veremos como indicar objetos diretos e a localização onde a ação do verbo ocorre. Espero que gostem!

A partícula dos objetos diretos 「を」

Você lembra o que é objeto direto? Objeto direto é aquilo que sofre uma determinada ação. Por exemplo: Eu como bolo. Bolo é o objeto direto do verbo comer, pois “quem come come alguma coisa”! Em japonês, adicionando a partícula 「を」 à uma palavra, esta passa a ser o objeto direto do verbo. Veja que, a letra 「を」 só é usada como partícula, sendo pronunciada como 「お」(o). Por ser usada somente como partícula, o equivalente em katakana (ヲ) é quase que nunca visto! Para entender melhor a função de objeto direto, veja os seguintes exemplos:

Exemplos:

食べる。 – sakana wo taberu. -  Comer peixe.

ジュース飲んだ。 – juusu wo nonda. – (Eu) bebi suco.

Além do uso normal, lugares também pode ser objetos diretos para verbos como 「歩く」(aruku – andar) ou 「走る」(hashiru – correr). Pode parecer estranho dizer literalmente “eu andei a rua”, mas é assim mesmo que funciona! Veja os exemplos:

ぶらぶら歩く。- machi wo burabura aruku. – Andar vagamente pela cidade. (Literalmente: Andar vagamente a cidade)

高速道路走る。- kousokudouro wo hashiru. – Correr na auto estrada. (Literalmente: Correr a auto estrada)

Ao usar o verbo fazer 「する」, o uso da partícula 「を」 é opcional, pois pode-se tratar tudo como um verbo (substantivo + する).

毎日、日本語を勉強する。- mainichi, nihongo wo benkyou suru. – Estudar japonês todos os dias.

Veja aqui que 「勉強」 é “estudo”, e ao juntarmos com 「する」 vira “estudar”.

メールアドレスを登録した。- meeruadoresu wo touroku shita. – Registrei meu e-mail.
「登録」 é registro, que juto com 「する」 vira “registrar”.

A partícula de alvo 「に」

A partícula 「に」 indica o alvo ou direção de uma ação. Enquanto a partícula 「を」 dizer que o verbo faz algo no/com o objeto, a partícula 「に」 indica que o verbo faz algo voltado ou direcionado para a palavra que carrega a partícula. Complicado? Veja os exemplos que tudo fica mais simples!

Exemplos:

ボブは日本行った。- bobu wa nihon ni itta. – Bob foi para o Japão.

帰らない。- ie ni kaeranai. – Não volta pra casa.

部屋くる。- heya ni kuru. – Vir para o quarto.

「に」 indica sempre “em direção a algo”, e não “a partir de algo”. Para dizer “a partir de”, usamos 「から」, que muitas vezes vem junto com 「まで」, que significa “até”.

アリスはアメリカからきた。- arisu wa amerika kara kita. – Alice veio da América.

宿題を今日から明日までする。- shukudai wo kyou kara ashita made suru. – Vou fazer dever de casa de hoje até amanhã.

A ideia de um alvo ou localização não é somente usada com verbos de movimento como 「いく」 e 「くる」. Para definir a localização de algo ao usar verbos de existência (ある e いる), usaremos a partícula 「に」.

猫は部屋いる。 – neko wa heya ni iru. – O gato está no quarto.

椅子が台所あった。- isu ga daidokoro ni atta. A cadeira estava na cozinha.

いい友達会った。 – ii tomodachi ni atta. – Encontrei um bom amigo.

ジムは医者なる。 – jimu wa isha ni naru. – Jim vai ser médico.

先週に図書館行った。- senshuu ni toshokan ni itta. – Foi na biblioteca semana passada.

Nota: Não se esqueça de usar 「ある」 para coisas inanimadas como “cadeira” e 「いる」 para coisas animadas como “gato”.

Embora a partícula 「に」 não seja sempre usada para indicar tempo, há uma pequena diferença entre usar ou não a partícula com expressões que indicam tempo. Nos exemplos a seguir, a partícula faz da data um alvo/direção específica, em outras palavras, dá mais ênfase na data. Sem a partícula, não temos ênfase alguma.

友達は、来年、日本いく。- tomodachi wa, rainen, nihon ni iku. No ano que vem, meu amigo vai para o Japão.

友達は、来年に来年行く。- tomodachi wa, rainen ni nihon ni iku. – Meu amigo vai para o Japão no ano que vem.

Por hoje ficamos por aqui pessoal, na próximo lição vou trazer mais algumas partículas que são usadas com verbos. Abraços!

Mairo Vergara

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Curso de Japonês: Básico – Gramática – A partícula de tópico inclusiva 「も」

Posted on the July 12th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

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A partícula de tópico inclusiva「も」

curso-de-japones-basico-001Uma partícula muito parecida com a partícula de tópico, que vimos na última parte do curso de japonês básico, é a partícula de tópico inclusiva 「も」. Ela funciona como a partícula de tópico 「は」, com o sentido adicional de “também”. Veja os exemplos:

Exemplo 1

ボブ: アリスは学生?(Arisu wa gakusei?)- Você (Alice) é estudante?
アリス: うん、トム学生。(un, tomu mo gakusei)- Sim, e o Tom também é estudante.

Após confirmar que é estudante, Alice introduz um novo tópico, falando que Tom é estudante. Porém, com o sentido adicional de “também”: Tom também é estudante.

Exemplo 2

ボブ: アリスは学生?(Arisu wa gakusei?)- Você (Alice) é estudante?
アリス: うん、でもトム学生じゃない。(un, demo tomu wa gakusei jyanai)- Sim, porém, Tom não é estudante.

Veja que, ao fazer a negação, usou-se a partícula 「は」, pois aqui não há ideia de “também”. Alice simplesmente falou que “Tom não é estudante”.

Exemplo 3

No entanto, veja essa possibilidade:
ボブ: アリスは学生?(arisu wa gakusei)- Você (Alice) é estudante?
アリス: ううん、トム学生じゃない。(uun, tomu mo gakusei jyanai)- Não, e o Tom também não é estudante.

Nesse caso, Alice nega que é estudante e então adiciona que “Tom também não é”, cabendo aí o uso da partícula 「も」.

Esse post é uma tradução do Tae Kim’s Japanese Grammar Guide, feita por Mairo Vergara

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Curso de Japonês: Básico – Gramática – A partícula identificadora 「が」

Posted on the July 12th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

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A partícula identificadora 「が」

curso-de-japones-basico-003Se você vem seguindo nosso curso de japonês, já sabe que podemos fazer um tópico usando as partículas 「は」 e 「も」. Porém, o que fazer quando não sabemos qual é o tópico? Se eu quiser perguntar, “Quem é o aluno?”. Nesse caso, é necessário um tipo de “identificador”, pois não sei quem é o aluno. Se eu usar a partícula de tópico, a questão tornaria-se, “O quem é estudante?”, o que não faz o menor sentido, pois “quem” não é uma pessoa.

É aqui que a partícula 「が」 entre em ação. Às vezes, ela é chamada de partícula do sujeito, mas eu acho que isso mais complica do que ajuda, assim, prefiro chamá-la “partícula identificadora”, pois ela indica que o falante quer identificar algo que não sabe o que é.

Exemplo 1

ボブ: 誰学生?(dare ga gakusei)- Quem é o estudante?
アリス: ジム学生。(jimu ga gakusei)- Jim é o estudante.

Nesse exemplo, Bob quer saber quem é o estudante em meio a outras pessoas. Alice responde que Jim é o estudante. Note que Alice poderia ter usado a partícula de tópico 「は」 para responder a questão, falando sobre Jim, pois ela sabe que ele é um estudante, mas talvez não saiba que ele é o estudante. Você pode ver a diferença no próximo exemplo.

Exemplo 2

(1) 誰学生? (dare ga gakusei) – Quem é o estudante?
(2) 学生は誰?(gakusei wa dare)- (O) estudante é quem?

Veja que em (1) procura-se o estudante, uma pessoa específica, enquanto em (2) simplesmente se fala sobre o estudante. Não podemos trocar 「が」 por 「は」 em (), pois “quem” tornaria-se tópico e a pergunta acabaria como “É quem estudante?”.

As partículas 「は」 e 「が」 podem parecer muito uma com a outra, mas isso acontece somente porque as traduzimos para o Português praticamente da mesma forma. Por exemplo, 「私は学生」(watashi wa gakusei) e 「私が学生」(watashi ga gakusei) são ambos traduzidos como, “Eu sou estudante”. A tradução é a mesma, mas o sentido diferente, dependendo do contexto. O idioma japonês é muito bom para expressar as coisas implicitamente, mesmo sem um contexto maior. Na primeira frase 「私は学生」, uma vez que 「私」 é o tópico, a frase significa “Falando sobre mim, eu sou estudante”. Já na segunda frase, 「私」 especifica quem o 「学生」 é. Se quisermos saber que é o estudante, a partícula 「が」 nos diz que é o 「私」.

Você também pode pensar na partícula 「が」 como algo que está sempre respondendo uma questão. Por exemplo, se tivermos 「ジムが魚だ」, estamos respondendo uma questão do tipo “Quem é o peixe?”, “Qual pessoa é o peixe?” ou mesmo “Que comida o Jim gosta?”. Ou no caso de 「これが車」 podemos estar respondendo a questão “Qual é o carro?” ou “O que é o carro?”. As partículas 「は」 e 「が」 são completamente diferentes se você entendê-las. O 「が」 identifica algo, enquanto o 「は」 simplesmente traz um novo tópico para a conversa. É por isso que, em sentenças longas, é comum separar o tópico com vírgulas, evitando ambiguidades.

 

Esse post é uma tradução do Tae Kim’s Japanese Grammar Guide, feita por Mairo Vergara

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O alfabeto japonês: Hiragana, Katakana e Kanji

Posted on the July 7th, 2009 under Curso de japonês by Mairo

Uma das primeiras coisas que todo mundo se pergunta ao começar os estudos do idioma japonês é sobre o alfabeto japonês: como são as letras japonesas, “aquele monte de risquinhos”, etc. Diferente do nosso alfabeto, que utiliza as 26 letras romanas (A, B, C…) e os numerais arábicos (1, 2, 3…), o alfabeto japonês consiste em dois silabários, chamados Hiragana (ひらがな) e Katakana (カタカナ), e um grande número de ideogramas, chamados de Kanji (漢字), além dos numerais arábicos e, às vezes, do alfabeto romano, chamado romaji em japonês. Parece complicado, não? Bom, fácil eu não vou dizer que é, mas também não é nada do outro mundo. Normalmente, nos cursos de japonês, os alunos primeiro aprendem os silabários para depois, aos poucos, aprenderem os ideogramas. Vamos dar uma olhada no que são exatamente os silabários e os ideogramas.

Hiragana

O Hiragana é o silabário mais usado, pois é com ele que são escritas as palavras de origem japonesa, ou seja, a grande maioria das palavras no idioma japonês. Veja alguns exemplos de palavras escritas em Hiragana:

Essas duas palavras são de origem japonesa e usam, assim, o Hiragana. Veja que cada letra representa uma sílaba [ri-り, go-ご, etc], com exceção do N [ん] e das vogais, como o I [い]. Segue uma tabela do alfabeto:

alfabeto-japones-hiragana

Katakana

O Katakana é um silabário com os mesmos sons do hiragana, porém utilizado para escrever palavras de origem estrangeira. O japonês é um idioma que importa muitas palavras de outras línguas, por exemplo, temos a palavra miruku [ミルク], que significa “leite” e vem do inglês “milk”. Temos pan [パン], que significa “pão”, e veio provavelmente de alguma língua latina, talvez do Francês “pain” [que se pronuncia "pan"]. Do mesmo modo, um nome que não seja japonês é escrito com o Katakana, por exemplo meu nome, que é Mairo”, é escrito da seguinte forma: マイロ.

Veja mais alguns exemplos de palavras escritas em Katakana:

E aqui vai a tabela do Katakana:

alfabeto-japones-katakana

Exitem vários livros para aprender hiragana e katakana. Na minha opinião, quanto mais simples o livro, melhor. Você pode até mesmo procurar por tabelas na internet e estudar por conta própria, pois por mais complicado que pareça, é fácil decorar os dois silabários.

Kanji

Por fim, temos o Kanji, que são os ideogramas/caracteres de origem chinesa, que foram “importados” pelos japoneses. Enquanto cada silabário contém por volta de 50 letras, o número de Kanji é bem maior. Na China, onde a escrita é composta somente pelo Kanji, o número de ideogramas passa dos dez mil! No Japão, são usados de dois a três mil ideogramas em média. Durante a escola, os japoneses aprendem por volta de 2000 ideogramas, que foram escolhidos pelo governo japonês como os ideogramas de “uso geral”. No entanto, muito livros ou materiais de áreas específicas trazem mais ideogramas, assim, podemos dizer o que número real de ideogramas usados no idioma fica por volta de 3000. Diferente dos silabários, onde cada letra representa um som, o Kanji representa um idéia, um significado, e pode ter várias leituras, dependendo do contexto. Veja alguns exemplos:


A grande dificuldade no aprendizado dos ideogramas são as diferentes possibilidades de leitura de cada kanji. Veja na imagem abaixo como o ideograma para “mar”, que é lido “umi”, e o ideograma par “lado de fora”, lido “soto”, ao serem juntos formam a palavra “estrangeiro/outro país”, que é lida “kaigai”, ou seja, o significado base dos ideogramas se mantém, mas a leitura muda.

Números e romaji

Além dos dois silabários e dos ideogramas, os numerais arábicos [1, 2, 3...] e o nosso alfabeto romano [A, B, C...] são também utilizados. Os números são bem utilizados, já o alfabeto romano é menos frequente, mas ainda pode ser visto de vez em quando.

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Aprenda Japonês com um Dicionário Japonês-Japonês!

Posted on the May 19th, 2009 under Dicas para aprender japonês by Mairo

Dicionário Japonês
Dicionários são necessário para aqueles aprendendo japonês ou qualquer outro idioma. Isso você sabe (embora eu já tenha conheça pessoas que aprenderam sem usar dicionários… mas isso é outra história). A questão é a diferença entre dicionários bilíngues e monolíngues. Que é isso? Dicionários bilíngues são aqueles normalmente usados por estudantes de línguas estrangeiras, trazendo duas línguas, por exemplo, Inglês-Português, Português-Inglês, Japonês-Português, Português-Japonês, etc. Monolíngues são os dicionários com somente uma língua, exemplo, Português-Português, Inglês-Inglês, etc. Em japonês são os 英和&和英辞典 (eiwa & waei jiten, bilíngues) e os 国語辞典 (kokugo jiten, monolíngues). Todo estudante sério de uma segunda língua deve ir o mais rápido possível para o dicionário monolíngue.
A ideia é ficar o mais longe possível da sua língua nativa. Obviamente, no início, isso não é possível, mas, como já disse, o ideal é abandonar o dicionário bilíngue o mais cedo possível e migrar para o monolíngue. Passei a usar um monolíngue pouco tempo atrás (pouco mesmo, menos de um mês) e já posso sentir como a qualidade do processo supera a quantidade do mesmo, feito com um dicionário bilíngue. Usando dicionários bilíngues a velocidade e praticidade são maiores, e você aparentemente aprende bem mais. Isso fica claro quando você usa um monolíngue. Monolíngues são mais lentos, difíceis, complicados, etc. Por exemplo, ao procurar a definição de uma palavra, esta vai conter várias palavras que você não sabe, te obrigando a procurar a definição da definição da definição da definição… Por mais lento e complicado que pareça, em termos de qualidade, é muito melhor que os dicionários bilíngues. Aqui entram alguns fatores lógicos. Primeiro, a língua é algo finito e de certo modo cíclico. Definições levam a definições, que levam a outras definições, que levam a outras e outras, e que voltam àquela mesma definição inicial. Muitas vezes é só achar um único ponto em meio a várias definições para desencadear seu entendimento. Segundo, o dicionário é metalinguístico, ou seja, a língua falando da língua. Você tem uma coisa que se auto-explica! Se você não consegue entender, então tem de trabalhar em cima disso. (If you can’t understand it, it means you need to work on it. Katsumoto, AJATT). Por fim, o uso dos monolíngues fará com que você leia na língua estrangeira e somente nela, sem auxílio de qualquer outra língua. Com o tempo, sua velocidade de leitura e seu feeling para a língua vai aumentar em muito. Eu posso sentir isso em menos de um mês de uso, quem dirá em meses ou anos!

Antes de terminar esse post, vale lembrar que algumas vezes ainda é possível usar um dicionário bilíngue, mas isso somente como último recurso, quando você não entende de modo algum as definições das definições das definições.

Particularmente, estudando no computador, em costumo usar três dicionários ao mesmo tempo, todos monolíngues, assim é difícil não achar uma definição que eu não entenda, mesmo que às vezes a busca seja um pouco demorada. Só ainda não achei um monolíngue com bons exemplos. Todos costumam trazer exemplos, mas talvez por serem dedicados a falantes nativos de japonês, muitas vezes, os exemplos são mais difíceis que as próprias definições. Dicionários bilíngues tem exemplos mais simples, visto que são voltados para falantes não nativos.