Tradução – Parte 02 – Remembring the Kanji – Um curso completo de como não esquecer o significado e a escrita dos ideogramas japoneses

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Introdução – Parte 02

As origens do sistema de escrita japonês podem ser traçadas desde a China Antiga e do século 18 a.c. A forma em que encontramos a escrita chinesa antiga é em grande parte pictográfica, detalhados hieróglifos. Estes foram posteriormente transformados e estilizados ao longo dos séculos, de modo que no tempo em que os japoneses foram introduzidos aos ideogramas por monges budistas coreanos e começaram a experimentar maneiras de adaptar o sistema de escrita chinês para sua própria língua (por volta do quarto ao sétimo séculos da nossa era), elas estavam já lidando com formas muito mais ideográficas e abstratas. Os japoneses fizeram suas próprias contribuições e mudanças ao longo do tempo, como era de se esperar. E como qualquer cultura oriental moderna que usa kanji, eles continuam usando, porém, atualmente mais em termos de uso do que de forma.

Tão fascinante é essa história que muitos encorajaram o estudo da etimologia como uma maneira de lembrar os ideogramas. Infelizmente o estudante rapidamente aprender as desvantagens dessa abordagem. O quão charmoso pode ser enxergar as formas de uma mulher por trás seu respectivo kanji, ou descobrir a forma rudimentar de uma mão, uma árvore ou uma casa, quando o ideograma é retirado (quando você não vê o ideograma), a memória do objeto familiar é de pouca ajuda para lembramos a escrita. Estudos etimológicos são mais eficientes depois de aprendidos os ideogramas de uso geral. Antes disso, eles só trazem problemas para nossa memória. Precisamos de uma ainda mais radical separação da memória visual. Deixe-me mostrar este impasse de uma maneira mais visual.

Imagine você segurando um caleidoscópio voltado para a luz o maior tempo possível, tentando memorizar a imagem que a luz, os espelhos e as pedras coloridas criaram. Provavelmente você deve ter uma memória não treinada para esse tipo de coisa, assim levará algum tempo, porém vamos supor que você consegue memorizar o desenho após dez ou quinze minutos. Você fecha os olhos, traça a imagem em sua cabeça e então confere sua imagem com a imagem original até estar certo que você a memorizou. Então alguém passa por perto e esbarra em você. O desenho se perde e no lugar aparece uma nova imagem. Imediatamente sua memória começa a confundir-se. Você larga o caleidoscópio, senta e tenta desenhar o que memorizou, mas em vão. Não há nada mais na memória para se apoiar. Os ideogramas são assim. Qualquer um pode sentar e exercitar uma dúzia de ideogramas por uma ou duas horas, apenas para descobrir no dia seguinte que quando algo semelhante é visto, a memória visual da forma é apagada e confundida com a nova informação.

Não é estranho que isso aconteça, o estranho é que ao invés de admitirmos que não podemos confiar numa memória puramente visual, acusamos nós mesmo de termos uma “memória fraca” ou “falta de disciplina”, e mantemos a mesma rotina de estudos. Assim, colocando a culpa numa “fraca memória visual”, não percebemos a possibilidade de outra forma de memória que pode lidar com a tarefa com relativa facilidade: a memória imaginativa.

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