Tradução – Parte 03 – Remembring the Kanji – Um curso completo de como não esquecer o significado e a escrita dos ideogramas japoneses

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Introdução – Parte 03

Por memória imaginativa eu quero dizer a capacidade de lembrar imagens puramente criadas pela mente, sem nenhum tipo de estímulo visual para nos apoiarmos. Quando lembramos nossos sonhos estamos usando a memória imaginativa. O fato de confundirmos, algumas vezes, o que acontece na vida real com o que acontece em sonhos é um indicador de quão poderosa a memória imaginativa pode ser.

Sonhos tem elementos familiares para nós e, embora o todo seja algo fantástico, mesmo assim ele (o sonho) é ainda capaz de exercer a mesma força em nossa memória que um estímulo externo. É possível usar a imaginação dessa maneira também quando acordados e usar sua força para ajudar memória visual que é fraca para lembrarmos os ideogramas.

Voltando-se para os ideogramas, se pudermos descobrir um número limitado de elementos básicos, fazendo uma espécie de alfabeto a partir deles, determinando uma imagem para cada um deles e juntando-os para construir novas imagens, construindo um complexo quadro em nossa imaginação, o impasse criado pelo pura memória visual pode ser vencido.

Um alfabeto imaginativo seria tão rigoroso quanto um alfabeto fonético, restringindo cada elemento básico a um valor básico único, sem ligações com padrões lógicos ou gramáticos da língua. Seria como um tipo de sonho, no qual qualquer coisa pode acontecer, e acontece diferente para cada um de nós. A memória visual seria usada ao mínimo para construirmos o alfabeto, sendo que após isso, estaríamos soltos para vagarmos livremente dentro das imagens fantásticas criadas de acordo com as preferências de cada um.

De fato, grande parte dos estudantes de japonês faz algo similar de tempos em tempos, criando seus próprios mnemônicos, no entanto sem nunca desenvolver um sistema organizado para usá-los. Ao mesmo tempo, muitos deles sentem-se embaraçados frente à “estupidez acadêmica” de seus próprios meios, achando que não há como determinar as maneiras ridículas que a mente trabalha. Porém, se esses métodos funcionam, mudarmos a atenção de “por que esquecemos” certos ideogramas para “por que lembramos” outros ideogramas, pode oferecer motivação suficiente para buscarmos uma maneira de sistematizar a memória imaginativa.

O alfabeto básico do mundo imaginativo escondido nos ideogramas será chamado, seguindo a terminologia tradicional, elementos primitivos (ou simplesmente primitivos).
Estes não devem ser confundidos com os tradicionais “radicais”, os quais formam a base dos estudos etimológicos de som e sentido, e que são usados para ordenar e organizar os ideogramas. De fato, muitos radicais são também primitivos, mas o número de primitivos não é limitado ao número de radicais. Os primitivos então são as combinações fundamentais de traços pelos quais os ideogramas são formados.

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