Um método de estudo para o idioma japonês

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Parte 0 – Leia um pouco sobre aprendizado de línguas estrangeiras e língua japonesa. Isso é importante para que você saiba que tipo de filosofia/metodologia vai seguir. Leia meu blog, assim como o AJATT, Stephen Krashen e Steve Kaufmann. Leia a parte “Mental Tools” do AJATT. Eu sei que tudo isto está em inglês, caso você tenha problemas com a línguas, deixe um comentário perguntado o que quiser, eu estou disposto a ajudá-lo. Tente aprender coisas básicas como a diferença entre input e output, aprendizado a aquisição, etc. Normalmente professores vão te ensinar sem mesmo dizer porque usam determinada metodologia, e você vai fazer tudo que eles disserem, pois eles são OS professores. Uma dica, professores podem ajudar, porém normalmente eles não passaram pelo que alunos passam. A grande maioria aprendeu porque nasceu no Japão, aprendeu em casa com os pais Japoneses, estudou desde que tinha 5 anos, etc. Um professor falante nativo de japonês pode te ajudar, mas alguém que estudou japonês por muitos anos pode te ajudar ainda mais em certos aspectos. No entanto um falante nativo de japonês que estuda outras línguas, como inglês por exemplo, e ensina japonês, tem vantagem [na minha opinião] sobre os que ensinam japonês mas não sabem outras línguas. Enfim, professores com experiência no ESTUDO de línguas são normalmente melhores do que aqueles com experiência somente no ENSINO. Você pode ler sobre aprendizado de línguas enquanto estuda o japonês. Seguindo esse pseudo-método eu diria que as partes 0 e 1 podem ser feitas ao mesmo tempo. 

Parte 1 – Estude o livro Remembering The Kanji, de James Heisig. São três volumes, mas você só vai precisar do primeiro. Os outros eu ainda não posso dizer se são bons ou não.f uturamente direi. Aqui o meu pseudo-método vai se diferenciar dos métodos tradicionais. “Remember The Kanji” vai te ensinar a escrever todos os ideogramas e quais seus significados. Você não vai aprender uma única palavra em japonês. Você simplesmente vai aprender ideogramas chineses, o que estes significam e como são escritos. São 2046 ideogramas. Trabalho duro! Se você conseguir fazer 25 ideogramas por dia, terminaras o livro em 3 meses, 12 por dia levarão 6 meses. Menos pode levar ainda mais… Não importa. Simplesmente keep going, vá em frente, revisando diariamente [o que vai te tomar uns 15 minutos] e estudando novos ideogramas na medida do possível. Se pode somente 5 ou 10 por dia, sem problema, regularidade é a alma do negócio. Estudar só no fim de semana não vai dar certo, acredite. É melhor fazer 5 ideogramas por dia do que 25 a cada fim de semana. Para tornar seu trabalho muito mais fácil você pode usar o seguinte site: Reviewing The Kanji. Este site é dedicado especialmente para o estudo do livro. Além de um sistema de estudo ótimo, o site tem um fórum onde você pode conversar com outros estudantes e aprender bastante sobre o estudo do livro e da língua japonesa. Como sempre tudo em inglês. Porém existem versões do livro em espanhol, francês e alemão. Parece que vai sair uma versão em português, mas não sei ao certo. Isso seria muiiiito bom!
“Remembering The Kanji” vai funcionar como uma “base”. Eu garanto que você vai se diferenciar dos outros estudantes após terminar o livro. Nas palavras do mestre Katsumoto.

“The sooner you start, the sooner you’ll be done. Start today, and you will thank me later.” 

Quanto mais cedo você começa, mais cedo você termina. Comece hoje e você vai me agradecer futuramente.

 

 

Além disso, você pode ler os artigos do site Kanji Clinic, recomendadíssimo! Eu fico devendo um post somente sobre este site. [leia as traduções dos artigos aqui]


Parte 2 – Aprenda Hiragana e Katakana. Depois de aprender 2046 ideogramas, aprender Hiragana e Katakana vai ser baba. Você também pode aprender antes mesmo do Kanji. Mas entenda que Hiragana e Katakana não vão dar conta do recado quando o assunto é japonês “de verdade”. Enfim, o livro didático pode estar escrito somente com Hiragana e Katakana, mas o jornal, a revista, o site, o blog, etc., com certeza não vão estar. 

Part 3 – É aqui que a coisa começa a complicar pois eu não tenho ainda um método definido. Existe o recentemente famoso “10.000 sentences“, um método criado por Katsumoto que consiste em aprender 10.000 sentenças corretas em japonês, com ajuda de um um SRS e uma pseudo imersão que você mesmo cria. Existe a proposta de focar em leitura, de Stephen Krashen, e a de focar em leitura e escuta, de Steve Kaufmann. Eu creio que se você passar pelas partes 0 e 1 do meu pseudo método, estudando o “Remember ingThe Kanji” e lendo sobre aprendizado de línguas, nesse ponto já deve saber quais métodos existem e qual é melhor pra você. A minha dica aqui seria simplesmente “LER E ESCUTAR MUITO”.

Por fim, o LingQ é um método que no momento não está funcionando muito bem para o idioma japonês, não porque não seja bom, mas sim devido a problemas técnicos. Provavelmente quando você terminar as parte 0, 1 e 2 do meu método, LingQ já vai estar funcionando perfeitamente, e talvez seja o melhor lugar para estudar!

O que vale é você ter a iniciativa. Leia sobre línguas, procure saber quais métodos dão certo, quais não dão, confie nas pessoas certas, aquelas que chegaram no “final do caminho” (eu ainda não cheguei… hehe), e a cima de tudo aproveite seus estudos. Aprender uma língua é algo fascinante e recompensador, pessoal e profissionalmente.  Chega de aulas chatíssimas, faça você mesmo seu caminho, eu garanto que com dedicação você aprende mais e de modo mais divertido.

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